Um juiz do Reclusorio Norte retirou a prisão preventiva justificada de Jesús Murillo Karam, ex-procurador-geral da República, que desde 2024 estava em prisão domiciliar em Lomas de Chapultepec pelo caso Ayotzinapa. A decisão foi tomada depois de mais de dois anos sem que seu julgamento chegasse a uma sentença.
A jornalista Miriam Moreno, no programa “Por la Mañana” de Ciro Gómez Leyva, explicou que a defesa argumentou atrasos fora do controle dos acusados: férias, mudanças no sistema de justiça e na eleição judicial.
Detalhes da audiência
“Foi realizada uma audiência que durou cerca de 30 horas. Começou na tarde de quarta-feira e terminou ontem.
A retirada da medida não implica liberdade total. Murillo Karam continua sujeito a outras medidas cautelares:
- Leve consigo um localizador eletrônico (já o tenho).
- Restrição domiciliar, com saídas apenas para emergências médicas.
- Proibição de sair da Cidade do México e do país.
Além disso, enfrenta outro processo criminal no Presídio Sul, onde também tem prisão preventiva justificada. Portanto, a medida aplica-se apenas ao processo Norte.
A defesa destacou que o ex-advogado, detido em 2022, solicitou a alteração da prisão por agravamento do seu estado de saúde. Agora, com a nova resolução, você poderá sair de casa para emergências médicas sem precisar de autorização judicial todas as vezes.




