Outro comitê, as mesmas promessas
Andrés Mijes, prefeito de Escobedo, instalou o Comitê Coordenador de Nuevo León para a Copa do Mundo de 2026. Seu discurso soou como um déjà vu: autêntica coordenação metropolitana, planejamento, ordem. Ouvimos isso antes de cada megaevento.
“Não se trata apenas de anunciar um comitê. Estamos formando uma equipe…”, afirmou Mijes perante autoridades e a FIFA.
Belas palavras. A questão é se desta vez será diferente. A história desses comitês tende a ser repleta de fotografias iniciais e pouca ação sustentada.
O desafio: que o legado dure mais que os jogos
O prefeito foi claro em um ponto: o impacto não pode se limitar às semanas do torneio. Esse é o cerne da questão.
“A Copa do Mundo não dura um mês. O que construímos para a Copa do Mundo deve durar muitos anos”, disse ele.
Infraestrutura, organização, condições permanentes. Esse é o cheque que eles assinam agora. Veremos em 2027 se poderá ser recolhido ou se permanecerá letra morta.
Mijes vinculou o esforço à visão federal de justiça social e mencionou empregos e investimentos. Um aceno político inevitável neste tipo de ato.
Escobedo já promove o festival “Goles de Cabeza”, aliando desporto e cultura. Um projeto local que busca pegar a onda da Copa do Mundo.
Para finalizar, ele usou uma metáfora do futebol: é preciso “jogar nas três linhas”. Proteja a imagem, organize de forma inteligente e tenha uma visão de futuro.
Parece bom no papel. O verdadeiro teste começa quando as câmeras são desligadas e o holofote se desloca para outro local. Lá veremos se esta comissão joga na primeira divisão ou permanece no banco.




