Pirataria na Copa do Mundo cresce no calor de 2026

A febre da Copa do Mundo desencadeia a venda de itens piratas no CDMX.

O boom da pirataria na Copa do Mundo de 2026

A febre da Copa do Mundo de 2026 impulsionou a venda de mercadorias piratas na Cidade do México. Os comerciantes informais oferecem camisetas, troféus e mascotes a preços bem inferiores aos oficiais. No Centro Histórico e em mercados como La Lagunilla, uma camisa da Seleção Mexicana custa cerca de 250 pesos, enquanto uma camisa oficial ultrapassa os 2 mil pesos.

Especialistas apontam que o fenômeno é intensificado pela impunidade, pela corrupção nas alfândegas e pelo crescimento do comércio informal. O elevado custo dos artigos originais leva milhares de consumidores a optarem por produtos não autorizados, tanto nos mercados como nas plataformas digitais.

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Francisco Rivas, diretor-geral do Observatório Nacional do Cidadão, alerta que a pirataria é um problema crescente. Ele ressalta que, além da falta de controles, o crime organizado encontrou neste mercado uma fonte de renda, pressionando inclusive os comerciantes formais por meio de extorsões.

“A pirataria não afeta apenas as marcas, mas também alimenta redes ilegais”, disse Rivas.

De acordo com o relatório Mapping Global Trade in Fakes 2025 da OCDE e do EUIPO, o México ocupa o sétimo lugar no mundo como comprador de mercadorias falsificadas. Esta situação se reflete fortemente em eventos de alto impacto comercial como a Copa do Mundo.

Diante disso, as empresas de produtos esportivos reforçaram suas estratégias promocionais e campanhas digitais para incentivar a compra de mercadorias oficiais. O governo federal realizou apreensões e promoveu reformas para proteger a propriedade intelectual. No entanto, os especialistas consideram que o combate à pirataria exige ações abrangentes: reforço da vigilância, combate à corrupção e sensibilização dos consumidores para o impacto económico e social deste mercado ilegal.

Presidente Sheinbaum apoia o Tricolor após eliminação da Copa do Mundo

Aplausos e incentivo da Presidência: a mensagem de Sheinbaum após a derrota mexicana.

A Seleção Mexicana ficou de fora da Copa do Mundo de 2026. Horas depois, chegou uma mensagem de apoio, e não de censura, da Presidência.

Claudia Sheinbaum reconheceu o esforço da seleção. O presidente destacou o papel do time e da torcida durante o torneio.

“Às vezes você ganha e às vezes aprende; o importante é seguir em frente e representar o México com orgulho”, expressou.

O pronunciamento ocorreu no dia 6 de julho, em Nezahualcóyotl. Sheinbaum destacou que o que foi conquistado pela nova geração de jogadores de futebol ficará na memória dos mexicanos.

“Para todos e cada um, mostramos que o México é o melhor anfitrião do mundo, com um povo feliz e unido. Para sempre, vamos, México!!”

A derrota deixou tristeza nas arquibancadas, mas também reconhecimento. A equipe lutou até o fim e restaurou o entusiasmo de milhões de torcedores.

Um país como sede

A Copa do Mundo de 2026 também fortaleceu a imagem do México como anfitrião. Estádios lotados e torcedores dedicados foram a marca do torneio.

Sheinbaum encerrou com uma mensagem de encorajamento: “O que foi conquistado pelos jovens da Seleção Nacional viverá para sempre no coração dos mexicanos”.

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Chuva e atraso não param a torcida no Zócalo

Milhares resistiram à chuva e demoraram para torcer pelo El Tri no Zócalo.

Os fãs não desistem

Javier chegou à Plaza de la Constitución às 12h30. Ele usava uma máscara de lutador e uma bandeira com a frase: “E se?” Assim, representou a tradição mexicana e o espírito dos presentes.

A forte chuva não impediu os torcedores. Eles pegaram guarda-chuvas e capas de chuva para se cobrirem. Até a transmissão da partida anterior entre Brasil e Noruega foi interrompida por 15 minutos.

As autoridades da capital informaram o enchimento total do Zócalo às 15h00. A mobilidade foi complicada, com os participantes se movimentando ombro a ombro, principalmente perto das arquibancadas e dos banheiros.

O jogo começou até às 19h00, mas as pessoas não perderam o lugar nem o entusiasmo. Quem não conseguiu entrar no Zócalo ou no Ángel de la Independencia acompanhou o encontro nos telões da Avenida Juárez.

Os aplausos ficavam mais altos a cada minuto. Banhos de espuma eram comuns; muitos acabaram com cabelos ou rostos brancos. Nas ruas próximas, algumas pessoas consumiam cerveja em lata, apesar da lei seca imposta pelas autoridades.

Os estabelecimentos de alimentação ficaram lotados, enquanto outros estabelecimentos permaneceram vazios. Cantinas on Donceles estavam com as cortinas fechadas, mas permitiam o acesso dos torcedores.

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Claudia Sheinbaum vive a partida contra o México em Nezahualcóyotl

Sheinbaum surpreendeu ao comparecer à partida das oitavas de final em Nezahualcóyotl sem aviso prévio.

A presidente Claudia Sheinbaum Pardo acompanhou a partida da Seleção Mexicana contra a Inglaterra no Palácio Municipal de Nezahualcóyotl. Sua visita não estava na agenda pública. Minutos antes do apito inicial, ela chegou acompanhada pela governadora do Estado do México, Delfina Gómez Álvarez, para compartilhar a experiência com centenas de moradores.

Uma partida de emoções intensas

Apesar da chuva e das ruas alagadas, dezenas de famílias se reuniram para apoiar o Tricolor. Sheinbaum cumprimentou os participantes e mergulhou na atmosfera do jogo. A Inglaterra atacou primeiro e o ânimo caiu. O presidente refletiu a mesma preocupação da multidão.

O primeiro gol do México restaurou a esperança. Sheinbaum levantou-se, aplaudiu e gritou “Sim, podemos!” junto com os fãs. A expulsão de um jogador inglês gerou otimismo. O pênalti de Raúl Jiménez aproximou o México do placar, que estava em 2 a 3. O resultado não mudou mais.

Após a eliminação, Sheinbaum enviou uma mensagem de incentivo aos jogadores e destacou que o México deixou sua marca como sede da Copa do Mundo.

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