O governo mexicano e a OEA: um duelo diplomático com sabor de novela
Ah, a Organização dos Estados Americanos (OEA), aquele clube de bairro onde todos opinam sobre a decoração da casa dos outros. Desta vez, o México decidiu retirar a sua melhor carta diplomática (literalmente, uma nota) para dizer à organização: “obrigado, mas não.” O motivo? A OEA teve a audácia de qualificar como “inadequado” o modelo eleitoral judicial do país, algo que, segundo o governo, equivale a enfiar o nariz onde não é desejado.
A Secretaria de Relações Exteriores (SRE), em uma explosão de dignidade soberana, acusou os observadores de excederem seu mandato e violarem o sagrado artigo 3 (e) da Carta da OEA, que basicamente diz: “todos fazem o que querem em casa.” Claro, com palavras mais elegantes. Mas a mensagem é clara: ninguém diz ao México como organizar o seu poder judicial, nem mesmo um grupo de especialistas internacionais com credenciais impecáveis.
Independência judicial ou jogo dos tronos?
Enquanto isso, a OEA, liderada por um ex-ministro das Relações Exteriores do Chile (porque nada diz “neutralidade” como um ex-funcionário de outro governo), divulgou um relatório que poderia ser resumido como: “isso não cheira bem.” Entre os detalhes mais suculentos: a distribuição de “acordeões” (aqueles guias práticos que, coincidentemente, parecem favorecer certos candidatos) e o fato de vários dos novos ministros terem uma relação estreita’ com o governo. Vamos lá, a independência judicial se destaca por sua ausência, como uma participação especial de Gael García em um filme de Adam Sandler.
E se isso não bastasse, a participação dos cidadãos foi de plaudáveis 13%. Sim, menos que o público de uma partida de futebol entre times da terceira divisão. Mas, ei! Segundo a SRE, tudo foi feito “de acordo com a Constituição”. Claro, porque no México as leis são como os cardápios dos restaurantes: são respeitadas… até que não o são.
Moral? Se você for organizar uma eleição controversa, certifique-se de que pelo menos os observadores internacionais não tenham acesso ao Twitter. Ou, melhor ainda, presenteie-os com alguns tacos e um chela. Funciona melhor do que uma nota diplomática.
Gostou desta análise? Compartilhe e continue explorando mais conteúdos sobre os absurdos da política internacional!




