Especialistas alertam sobre uso excessivo da tela por menores
Nesta segunda-feira, durante conferência matinal da presidente Claudia Sheinbaum Pardo, especialistas abordaram o fenômeno da tecnodependência na infância e adolescência. Na Sala da Fazenda do Palácio Nacional, o secretário da Educação Pública, Mário Delgado, destacou a importância de analisar o impacto das redes sociais nos alunos, para além do ambiente escolar.
“Os algoritmos obedecem ao mercado, é assim que são desenhados e há interesses que leiloam a nossa atenção em tempo real”, declarou Delgado.
Ele acrescentou que o uso de dispositivos interfere nos hábitos, na atenção e nas rotinas, especialmente numa fase fundamental do desenvolvimento do cérebro.
Tania Jiménez García, professora de Orientação Psicológica, detalhou os sintomas do uso problemático da tecnologia: perda de controle, desejo intenso, deterioração social, tolerância e abstinência. Ele recomendou a retirada do celular de crianças de 0 a 12 anos e a oferta de alternativas saudáveis de entretenimento. Para adolescentes com 13 anos ou mais, foi sugerida diminuição gradual com suporte terapêutico.
Lucia Magis Weinberg, doutora em Neurodesenvolvimento, alertou que a exposição excessiva às telas pode afinar áreas do cérebro, desgastar a atenção e aumentar o estresse e a frustração. Para um desenvolvimento cerebral adequado, ele recomendou dormir mais de 9 horas ininterruptas, fazer uma hora de atividade física por dia, manter uma alimentação balanceada e evitar substâncias como álcool e tabaco.
O Presidente Sheinbaum apelou aos pais para que se informassem. “Estamos consolidando essas informações para que estejam disponíveis e todos juntos tomemos decisões para proteger meninas, meninos e adolescentes”, afirmou.




