Axolotes lutam pela sobrevivência nos canais de Xochimilco

Um estudo pioneiro revela os segredos dos esquivos axolotes em sua luta para sobreviver fora do cativeiro.

O declínio de uma criatura lendária

Nas profundezas sombrias dos canais de Xochimilco, uma batalha épica acontece em silêncio. O axolotl, aquele ser mitológico com sorriso eterno e poderes regenerativos, enfrenta seu momento mais sombrio. “Se quisermos resgatá-lo, não pode ser entre vidros”, declara o professor Luis Zambrano, da UNAM, com a voz trêmula, como se pronunciasse um juramento sagrado. Este anfíbio, venerado desde a antiguidade e imortalizado nas notas e na literatura, desaparece como um fantasma no seu próprio reino.

Uma queda que sacode

Os números são como um punhal no coração: de 6.000 guerreiros por quilómetro quadrado em 1998, a apenas 36 sobreviventes em 2014. Cada número é um grito abafado nas águas contaminadas. Mas Zambrano e o seu exército de cientistas recusam-se a desistir. A sua missão quase quixotesca: devolver os cativos à sua casa ancestral. Mas primeiro, tinham de decifrar um enigma: conseguiriam estes príncipes das zonas húmidas reconquistar o seu território?

RelacionadoDNA ambiental confirma presença de axolotes em Xochimilco

A grande odisseia

Com a precisão de um general antes da batalha, Alejandra Ramos selecionou 18 ousados exploradores entre 140 candidatos. “Nem todos estavam preparados”, sussurra ele, como se revelasse um segredo de Estado. O veterinário Horacio Mena os armou com transmissores, transformando-os em espiões de sua própria espécie. A operação começou em La Cantera Oriente, um campo de testes onde os bravos anfíbios percorreram 86 metros por dia, desafiando todas as expectativas.

Xochimilco: o retorno para casa

Quando os heróis finalmente chegaram a Xochimilco, a terra onde nasceram, a cena foi de partir o coração. Canais estreitos como feridas, águas traiçoeiras… e ainda assim os axolotes moviam-se com uma determinação que deixou os cientistas perplexos. “Eles engordaram!” exclama Ramos, como se testemunhasse um milagre. Cada grama ganha é um triunfo contra o destino.

O chamado da selva de concreto

Zambrano emite um aviso que ressoa como um trovão: “É como trancafiar um tigre”. Aquele sorriso perpétuo do axolote, diz-nos ele, poderia ser a máscara de um prisioneiro. Os dados revelam uma verdade incômoda: esses seres anseiam por espaço, liberdade… os vastos domínios que um dia foram deles. O estudo, publicado na Plos One, não é apenas ciência: é um manifesto revolucionário.

A batalha está apenas começando. Cada canal restaurado, cada chinampa recuperada, é um território arrancado da extinção. Os axolotes de Xochimilco não pedem compaixão: exigem justiça.

Junte-se a esta cruzada! Compartilhe esta história e ajude-nos a espalhar o grito silencioso dos axolotes. Descubra mais sobre como a ciência se esforça para reescrever seu destino.

Estudio revela movimientos de los ajolotes en su hábitat natural

Depressão tropical ao sul de Guerrero pode se tornar um furacão

O sistema climático avança no Pacífico enquanto Fausto se intensifica em direção ao Havaí.

Sistema no Pacífico

Uma depressão tropical localizada a cerca de 965 quilómetros a sul de Zihuatanejo, Guerrero, mantém a possibilidade de evoluir para uma tempestade tropical e depois para um furacão nos próximos dias, segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC).

Por enquanto, o sistema não representa uma ameaça direta ao território mexicano.

Furacão Fausto sob vigilância

Entretanto, o furacão Fausto atingiu a categoria 2 e permanece sob observação para a sua possível aproximação ao arquipélago havaiano durante a próxima semana.

Fausto está localizado a cerca de 2.250 quilômetros a oeste do extremo sul da península da Baixa Califórnia.

Tem ventos máximos sustentados de cerca de 169 quilômetros por hora.

Embora a sua trajetória e a magnitude dos seus efeitos ainda não possam ser determinadas com precisão, os meteorologistas alertaram que o risco de chuva e ventos no Havai aumentou.

Continuar lendo

14 prefeitos privados de suas vidas durante o mandato de seis anos de Sheinbaum

O ataque ao prefeito de Temoac eleva o número para 14; Oaxaca e Michoacán concentram os casos.

O ataque armado contra Valentín Lavín Romero, prefeito de Temoac, Morelos, ocorrido dentro da Prefeitura, elevou para 14 o número de presidentes municipais privados de suas vidas durante o atual governo. Especialistas alertam que isto reflete o avanço do crime organizado nos governos locais.

Uma crise que cresce nos pequenos municípios

Segundo registros de organizações civis e meios de comunicação locais, Oaxaca encabeça a lista com cinco vereadores vítimas de homicídio no último ano e meio, seguida por Michoacán com quatro. Os ataques contra autoridades municipais mostram, segundo especialistas, uma disputa entre grupos criminosos pelo controle territorial e influência política nas comunidades.

  • Alejandro Arcos Catalán, de Chilpancingo, Guerrero (6 de outubro)
  • Roman Ruiz Bohórquez, de Candelaria Loxicha, Oaxaca (15 de outubro)
  • Jesús Franco Lárraga, de Tancanhuitz, San Luis Potosí (15 de dezembro)
  • Mario Hernández García, de Santiago Amoltepec, Oaxaca (15 de maio)
  • Isaías Rojas Ramírez, de Metlatónoc, Guerrero (2 de junho)
  • Yolanda Sánchez Figueroa, de Cotija, Michoacán (3 de junho)
  • Salvador Bastida García, de Tacámbaro, Michoacán (5 de junho)
  • Lilia Gema García Soto, de San Mateo Piñas, Oaxaca (15 de junho)
  • Martha Laura Mendoza Mendoza, de Tepalcatepec, Michoacán (17 de junho)
  • Miguel Bahena Solórzano, de Pisaflores, Hidalgo (20 de outubro)
  • Carlos Alberto Manzo Rodríguez, de Uruapan, Michoacán (1º de novembro)
  • Joel Ángel Bravo Martínez, de San Miguel Amatitlán, Oaxaca (13 de junho)
  • Eduardo Saavedra López, de San Miguel Yogovana, Oaxaca (12 de julho)
  • Valentín Lavín Romero, de Temoac, Morelos (22 de julho)

Especialistas em segurança salientam que os pequenos municípios são os mais vulneráveis devido às suas limitadas capacidades institucionais e de segurança. Víctor Sánchez, acadêmico da Universidade Autônoma de Coahuila, explicou:

Os ataques contra prefeitos representam um sintoma de captura municipal por organizações criminosas, que buscam influenciar a polícia local, as decisões políticas e o controle territorial.

O senador do PAN, Mario Vázquez, afirmou que estes homicídios reflectem o abandono dos governos municipais face ao crime organizado e acusou a falta de apoio federal. Entretanto, as autoridades federais notaram uma redução nos crimes de alto impacto, embora os especialistas considerem que a estratégia de segurança não foi capaz de fortalecer uniformemente os governos locais.

Continuar lendo

Fox e ex-governadores do PAN defendem Ruffo Appel

Fox e ex-governadores do PAN exigem um processo justo para Ruffo Appel indicado pela FGR.

O ex-presidente Vicente Fox Quesada e quatro ex-governadores do Partido de Ação Nacional (PAN) formaram uma frente de defesa de Ernesto Ruffo Appel, depois que a Procuradoria-Geral da República (FGR) o acusou de supostos crimes de crime organizado e fraude fiscal.

Em entrevista coletiva, Fox esteve acompanhado dos ex-governadores Francisco Javier Ramírez Acuña e Alberto Cárdenas Jiménez, de Jalisco, além de Juan Carlos Romero Hicks e Miguel Márquez Márquez, de Guanajuato. Exigiram que o processo judicial fosse realizado com transparência e respeito pelo Estado de Direito.

Fox afirmou que “coloca as mãos no fogo” por aquele que foi o primeiro governador da oposição na história moderna do México. Ele garantiu que a defesa não busca privilégios, mas sim garantir que seus direitos constitucionais sejam respeitados durante o processo.

O ex-presidente questionou a audiência inicial contra Ruffo Appel e destacou que há dúvidas sobre a imparcialidade do procedimento. Sustentou que as acusações têm antecedentes políticos e lembrou que já foram denunciadas redes de contrabando de combustíveis em grande escala e fraude fiscal.

Fox criticou o novo Judiciário, que surgiu de uma eleição popular, que descreveu como um órgão sem independência para garantir processos justos. Os ex-governadores do PAN insistiram que o caso deve ser resolvido com base em provas e sob os princípios da legalidade e do devido processo legal.

Continuar lendo