Fox e ex-governadores do PAN defendem Ruffo Appel

Fox e ex-governadores do PAN exigem um processo justo para Ruffo Appel indicado pela FGR.

O ex-presidente Vicente Fox Quesada e quatro ex-governadores do Partido de Ação Nacional (PAN) formaram uma frente de defesa de Ernesto Ruffo Appel, depois que a Procuradoria-Geral da República (FGR) o acusou de supostos crimes de crime organizado e fraude fiscal.

Em entrevista coletiva, Fox esteve acompanhado dos ex-governadores Francisco Javier Ramírez Acuña e Alberto Cárdenas Jiménez, de Jalisco, além de Juan Carlos Romero Hicks e Miguel Márquez Márquez, de Guanajuato. Exigiram que o processo judicial fosse realizado com transparência e respeito pelo Estado de Direito.

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Fox afirmou que “coloca as mãos no fogo” por aquele que foi o primeiro governador da oposição na história moderna do México. Ele garantiu que a defesa não busca privilégios, mas sim garantir que seus direitos constitucionais sejam respeitados durante o processo.

O ex-presidente questionou a audiência inicial contra Ruffo Appel e destacou que há dúvidas sobre a imparcialidade do procedimento. Sustentou que as acusações têm antecedentes políticos e lembrou que já foram denunciadas redes de contrabando de combustíveis em grande escala e fraude fiscal.

Fox criticou o novo Judiciário, que surgiu de uma eleição popular, que descreveu como um órgão sem independência para garantir processos justos. Os ex-governadores do PAN insistiram que o caso deve ser resolvido com base em provas e sob os princípios da legalidade e do devido processo legal.

Falso positivo da FDA afeta produtores mexicanos de alface

A FDA retirou o alerta contra a alface mexicana após confirmar um erro de análise.

Relatórios e correções da FDA

A Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos relacionou inicialmente uma amostra de alface da Taylor Fresh Foods, empresa com operações em Guanajuato, a um surto gastrointestinal naquele país. Dias depois, a autoridade retratou: o resultado foi um falso positivo. O caso gerou incerteza no setor exportador.

Reação dos produtores e autoridades mexicanas

Perante a acusação, o Serviço Nacional de Saúde, Segurança e Qualidade Agroalimentar (Senasica) analisou 14 amostras de alface e água provenientes das zonas produtoras. Os resultados descartaram a presença do parasita Cyclospora cayetanensis. As entidades mais afetadas foram Guanajuato, Zacatecas, Puebla, Aguascalientes e Sonora, que concentram grande parte das exportações de alface para os Estados Unidos.

Representantes do sector agroalimentar solicitaram o reforço do orçamento para a saúde e segurança. Argumentam que são necessários mais recursos para garantir a segurança dos produtos exportados e prevenir futuros incidentes que prejudiquem a confiança dos compradores.

O caso expõe a fragilidade dos processos de controle e a dependência de certificações externas. Os produtores estão confiantes de que a retificação da FDA ajudará a restaurar o comércio sem maiores perdas.

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Sheinbaum anuncia retomada das exportações de gado para os EUA

O México retoma a exportação de gado para os EUA após o controle da praga da bicheira.

A presidente Claudia Sheinbaum informou que o governo dos Estados Unidos autorizou a retomada das exportações de gado mexicano. A medida começará a ser aplicada nas últimas semanas de agosto.

Através das redes sociais, a presidente explicou que recebeu uma carta da secretária da Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, notificando a decisão de reabrir as fronteiras ao sector pecuário nacional.

O reinício da travessia do gado terá início no posto fronteiriço de Agua Prieta, Sonora. Posteriormente, serão habilitadas duas travessias adicionais no estado de Chihuahua.

Sheinbaum reconheceu o esforço conjunto do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural (Sader), Senasica e produtores pecuários para conter a praga da bicheira. Essa conquista permitiu o desbloqueio do comércio binacional.

“Este é um novo exemplo de que o diálogo, a cooperação e a colaboração com respeito mútuo entre o México e os Estados Unidos produzem grandes resultados para o benefício do nosso povo”, disse o chefe do Executivo federal.

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SEP rejeita violência sob alegada educação militar

Após a morte de um adolescente num campo militarizado, o SEP recusa-se a justificar os abusos como “educação militar”.

O Ministério da Educação Pública (SEP) condenou qualquer ato de violência ou abuso contra menores que tente justificar com o termo “educação militar”. O seu proprietário, Mario Delgado, afirmou que esta modalidade não está autorizada em nenhuma escola de ensino básico do país.

“É inadmissível que, sob uma suposta ‘educação militar’, sejam feitas tentativas de justificar, normalizar ou ocultar atos de abuso, violência, maus-tratos ou práticas que ameacem a integridade física, psicológica ou emocional de menores”, disse Delgado em comunicado.

O responsável sublinhou que este tipo de comportamento constitui uma violação flagrante dos direitos humanos e dos melhores interesses das crianças. Lembrou que o ensino militar só é ministrado em instituições das Forças Armadas e da Guarda Nacional, subordinadas à Secretaria de Defesa Nacional.

Não há autorização para escolas militarizadas

O SEP reiterou que nenhuma escola de ensino básico pode oferecer serviços sob a denominação “militarizada”, “militar” ou “militar”. O órgão alertou que a autoridade educacional de Tamaulipas já está investigando o caso e tomará providências junto à instituição envolvida, que recebeu autorização em 2005 e foi atualizada em 2013.

Detalhes do caso

O incidente ocorreu em um acampamento de verão privado em Ciudad Madero, Tamaulipas. Um adolescente foi internado com boa saúde no dia 13 de julho. Dias depois, uma coordenadora informou à mãe que o menor havia desmaiado e sofrido uma queda. Enviaram-lhe um vídeo onde a jovem aparece deitada, com hematomas visíveis no rosto, dizendo que estava bem. Horas depois, o adolescente morreu dentro das instalações.

O SEP lamentou a morte e rejeitou veementemente qualquer tratamento desumano ou degradante contra meninas, meninos e adolescentes.

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