Chuvas no México deixam 66 mortos e 75 desaparecidos

O número de mortos aumenta à medida que os esforços de busca e resgate continuam em comunidades devastadas e isoladas.

Um panorama mais complicado que a nossa vida amorosa

Parece que o universo decidiu que 2025 não foi dramático o suficiente e acrescentou um capítulo apocalíptico à novela que é o México. Numa atualização que nos deixou com o coração na mão, a Presidente Claudia Sheinbaum Pardo lançou a bomba: as chuvas e inundações dos últimos dias ceifaram a vida de 66 pessoas. Sim, sessenta e seis. Uma figura que dói mais do que ler os comentários dos seus tios no Facebook.

O cenário desta trágica conferência de imprensa foi o sempre glamoroso Palácio Nacional, esta quarta-feira, 15 de outubro. Mas longe da pompa e do protocolo, a mensagem foi crua e direta. Além das vidas perdidas, o presidente informou que há 75 pessoas não localizadas. Setenta e cinco almas cujas famílias vivem um pesadelo em primeira mão, à espera de notícias num limbo de angústia. Por outro lado, e como um pequeno raio de esperança neste mar de caos, foram localizadas 103 pessoas. Não é um final feliz, mas são vitórias que têm gosto de glória.

RelacionadoChuvas no México deixam 78 mortos e 23 desaparecidos

“Há 66 pessoas que infelizmente morreram e 75 pessoas ainda não foram localizadas”, declarou Sheinbaum com aquela seriedade que só as pessoas que carregam o peso de uma nação têm. Acrescentou que mantêm contacto com familiares, tentando reconstruir os últimos passos dos seus entes queridos, conversando com vizinhos e quem puder dar uma pista. É como *CSI: México*, mas com um nível de estresse que nem mesmo a melhor série da Netflix conseguiria replicar.

Operação de resgate: quando o governo faz mais do que seus aplicativos de namoro para conectar pessoas

Em um movimento que todos esperamos que seja mais eficiente do que o atendimento ao cliente do nosso provedor de internet, o presidente anunciou que um microsite específico está sendo criado para centralizar todas as informações. A ideia é que qualquer cidadão possa ter acesso a dados verificados e atualizados, pois em tempos de crise a desinformação se espalha mais rápido que um meme do Gatell. “Para que tudo isso possa ser conhecido”, disse ele. Esperamos que funcione melhor do que a última atualização do WhatsApp, que só nos encheu de emojis estranhos.

Da Sala do Tesoureiro, Sheinbaum destacou a implementação de pontes aéreas para alcançar comunidades incomunicáveis. Sim, você leu certo, transporte aéreo. Porque quando as estradas se transformam em rios e as pontes em memórias, é hora de usar a artilharia pesada. Foram definidos municípios prioritários para concentrar esforços, porque em meio a um desastre a estratégia é fundamental. Você não pode salvar todos ao mesmo tempo, mesmo que seu coração e a pressão social exijam isso.

“Sabemos quantas localidades estão isoladas, estão sendo feitos censos sobre o que cada localidade isolada necessita”, explicou. Basicamente, é uma operação logística que empalideceria qualquer influenciador que organizasse uma viagem em grupo. “Desde o início eles levam alimentos, água potável e até transportam pessoas de localidades isoladas que necessitam de cuidados médicos”. Imagine a cena: helicópteros transportando remédios e levando avós que precisam de diálise. Ação real, não um filme da Marvel.

A promessa é que as informações serão atualizadas diariamente. Sheinbaum destacou que até a próxima segunda-feira poderemos ter uma imagem mais clara do número de residências afetadas. Porque no final, por trás de cada número está uma família, uma casa, uma vida que parou. “Todos estão sendo cuidados”, garantiu com uma contundência que, esperançosamente, se refletirá em todos os cantos do país afetado.

E como não há descanso para os corajosos, a própria presidente anunciou que hoje viaja para Tamazunchale, em San Luis Potosí, para ver a situação com seus próprios olhos. Além disso, sua equipe está definindo quais outros locais visitarão durante o final de semana. Porque às vezes, liderança significa sujar as botas, e não apenas fazer discursos na frente de uma câmera.

**A dura realidade por trás dos números**

Além dos números e protocolos, este é um lembrete brutal da força da natureza. Comunidades inteiras apagadas do mapa em horas, estradas que eram artérias vitais transformadas em armadilhas mortais e a fragilidade da nossa existência revelada. Na era das alterações climáticas, estes eventos extremos estão a tornar-se mais frequentes e intensos. Não é apenas “azar”; É o planeta que envia contas por décadas de negligência. A gestão de riscos e a infraestrutura resiliente deixaram de ser uma questão de campanha e tornaram-se uma necessidade de sobrevivência. À medida que as equipes de resgate arriscam suas vidas, a questão incômoda permanece: estamos fazendo o suficiente para prevenir ou só reagimos quando for tarde demais?

**E o que podemos fazer?**

Diante de uma tragédia desta magnitude, é fácil sentir-se oprimido e desamparado na nossa poltrona. Mas a solidariedade dos cidadãos é geralmente mais ágil do que a burocracia. Obter informações de fontes oficiais, doar para abrigos verificados e pressionar para que a ajuda chegue a quem realmente precisa são ações concretas. E acima de tudo, não normalize isso. Não deixe que isso se torne “coisas assim sempre acontecem aqui”. Cada vida perdida é uma falha do sistema, e exigir respostas reais e prevenção é nosso direito e dever.

A situação é grave e a solidariedade é fundamental. Compartilhe este artigo em suas redes sociais para manter sua comunidade informada e nos ajude a tornar visível a magnitude desta emergência. Explore mais conteúdo relacionado a notícias nacionais e como você pode ajudar.

Sheinbaum inicia consulta indígena para nova lei de direitos

O governo inicia consulta nacional sobre leis de direitos indígenas e afro-mexicanos.

A Presidente Claudia Sheinbaum assinou o apelo para consultar 16.728 comunidades sobre a Lei Geral dos Direitos dos Povos Indígenas e Afro-mexicanos.

“Uma vez melhorado com o que o povo diz, o objetivo é apresentá-lo ao Congresso no dia 12 de outubro.”

O presidente lembrou que só em 2024 a Constituição reconheceu plenos direitos a estas comunidades. Agora procuramos regulamentar o artigo segundo constitucional.

Detalhes da consulta

A assessora jurídica, Luisa María Alcalde, explicou que a lei será submetida a consulta em 69 povoados indígenas e um povoado afro-mexicano. Participam 21 órgãos federais, a Câmara dos Deputados, o SCJN, o CNDH, o CNPI e a ONU.

A chamada é publicada hoje no DOF. A fase informativa será de 1º de julho a 6 de agosto. A fase deliberativa, de 7 de agosto a 13 de setembro, com 82 assembleias regionais em Acapulco, Chihuahua, Monterrey, Tijuana, Guadalajara, La Paz e San Pedro Ixtlahuaca.

De 21 de setembro a 11 de outubro as propostas serão analisadas e incorporadas. No dia 12 de outubro, Sheinbaum entregará a proposta final ao Congresso.

Objetivo da lei

O diretor do INPI, Adelfo Regino, destacou que a lei se baseia na reforma do artigo constitucional 2º de setembro de 2024. Ela reconhece os povos indígenas como sujeitos de direito público com personalidade jurídica e bens próprios. Existem 25,8 milhões de pessoas (20,5% da população) que falam 68 línguas.

A consulta abordará: autodeterminação, direitos das mulheres, meninas, meninos, adolescentes, jovens, migrantes, idosos e pessoas com deficiência, bem como consentimento livre e informado, distribuição de poderes e coordenação entre níveis de governo.

Antes da proposta, foram realizadas 148 reuniões com 35 agências.

Continuar lendo

Toupeiras mexicanas, reconhecidas nas redes por seu trabalho na Venezuela

Equipes de resgate mexicanas recebem homenagem online por seu trabalho na Venezuela.

Terremotos na Venezuela mobilizam equipes de resgate mexicanas

Os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 que abalaram o centro da Venezuela em 24 de junho deixaram milhares de pessoas afetadas. Quase cinco dias após a emergência, equipes internacionais trabalham contra o relógio entre os escombros.

Entre as brigadas que se destacaram estão as Topos do México. Seu trabalho na busca por sobreviventes foi aplaudido em redes sociais como a X, onde usuários de diversos países publicaram mensagens de agradecimento.

Alguns dos comentários que circularam:

“Os Topos do México são surreais! Para sempre ótimos.”

“Se alguma vez, diante de um desastre natural, você ficar preso nos escombros e ouvir que as toupeiras do México chegaram, resista um pouco mais porque você está prestes a ser resgatado, eles vão te encontrar de qualquer maneira. As toupeiras mexicanas ganharam o paraíso!”

“Os Topos mexicanos continuam a realizar um trabalho extraordinário na Venezuela, trabalhando incansavelmente entre os escombros para salvar vidas e proporcionar esperança no meio da tragédia. A sua bravura, solidariedade e compromisso demonstraram mais uma vez porque são uma fonte de orgulho para o México e um exemplo para o mundo.”

“Obrigado por todo o seu esforço e ajuda! Nunca esqueceremos vocês. Vocês são heróis.”

As equipes de resgate não apenas procuram pessoas vivas, mas também recuperam os corpos daqueles que perderam a vida no desastre. Seu trabalho tem sido reconhecido por sua dedicação e profissionalismo, incansavelmente em meio a condições difíceis.

Continuar lendo

Pescadores de Oaxaca se mobilizam contra derramamento da Pemex

Comunidade pesqueira exige reparo após manchas de óleo na praia.

Nesta segunda-feira, pescadores de La Ventosa, em Salina Cruz, Oaxaca, realizaram uma marcha e um protesto em frente às instalações da Petróleos Mexicanos (Pemex). Exigem que a empresa reconheça a contaminação ocorrida no dia 23 de junho, quando surgiram manchas de hidrocarbonetos no mar e na praia, chegando inclusive à área de restaurantes na baía.

Exigências da comunidade

Margarita Domínguez, agente municipal de La Ventosa, disse:

A Pemex deve contratar uma empresa especializada para limpar o vazamento, tanto no mar quanto em terra. Buscamos a recuperação do ecossistema e a segurança ambiental da região.

Segundo os pescadores, a Pemex inicialmente negou o incidente, embora posteriormente tenha realizado trabalhos de limpeza com pessoal que, segundo eles, não possuía equipamentos de proteção adequados para lidar com resíduos poluentes.

Além disso, exigem a retirada dos dutos emissores que despejam resíduos na área de pesca. A comunidade entregou uma carta formal à Pemex e alertou que permanecerá atenta à resposta.

A situação gera medo entre os pescadores: a contaminação pode afetar a sua atividade económica e a saúde dos habitantes. A comunidade permanece unida na defesa do meio ambiente e dos seus recursos naturais.

Continuar lendo