A Presidente Claudia Sheinbaum assinou o apelo para consultar 16.728 comunidades sobre a Lei Geral dos Direitos dos Povos Indígenas e Afro-mexicanos.
“Uma vez melhorado com o que o povo diz, o objetivo é apresentá-lo ao Congresso no dia 12 de outubro.”
O presidente lembrou que só em 2024 a Constituição reconheceu plenos direitos a estas comunidades. Agora procuramos regulamentar o artigo segundo constitucional.
Detalhes da consulta
A assessora jurídica, Luisa María Alcalde, explicou que a lei será submetida a consulta em 69 povoados indígenas e um povoado afro-mexicano. Participam 21 órgãos federais, a Câmara dos Deputados, o SCJN, o CNDH, o CNPI e a ONU.
A chamada é publicada hoje no DOF. A fase informativa será de 1º de julho a 6 de agosto. A fase deliberativa, de 7 de agosto a 13 de setembro, com 82 assembleias regionais em Acapulco, Chihuahua, Monterrey, Tijuana, Guadalajara, La Paz e San Pedro Ixtlahuaca.
De 21 de setembro a 11 de outubro as propostas serão analisadas e incorporadas. No dia 12 de outubro, Sheinbaum entregará a proposta final ao Congresso.
Objetivo da lei
O diretor do INPI, Adelfo Regino, destacou que a lei se baseia na reforma do artigo constitucional 2º de setembro de 2024. Ela reconhece os povos indígenas como sujeitos de direito público com personalidade jurídica e bens próprios. Existem 25,8 milhões de pessoas (20,5% da população) que falam 68 línguas.
A consulta abordará: autodeterminação, direitos das mulheres, meninas, meninos, adolescentes, jovens, migrantes, idosos e pessoas com deficiência, bem como consentimento livre e informado, distribuição de poderes e coordenação entre níveis de governo.
Antes da proposta, foram realizadas 148 reuniões com 35 agências.




