Enchentes no México deixam 82 mortos e 17 desaparecidos

La tragedia climática deja una estela de destrucción y familias desaparecidas, mientras los apoyos económicos comienzan a llegar a los damnificados.

A natureza não entende protocolos ou conferências matinais

Parece que a Mãe Natureza, num acesso de maldade especial, decidiu que cinco estados mexicanos precisavam de um lembrete aquático do seu poder. O saldo, porque nestas matérias temos sempre que manter uma contabilidade macabra, ascende a 82 pessoas falecidas. Um número que, claro, é muito mais do que um número: é o resultado das intensas chuvas e subsequentes inundações que varreram Veracruz, Hidalgo, Puebla, Querétaro e San Luis Potosí. E o que faria um governo moderno diante de tal infortúnio? Exatamente, crie um microsite. Nessa vitrine digital do infortúnio, a distribuição geográfica da tragédia é detalhada com fria precisão: Veracruz lidera este ranking sombrio com 36 mortes, seguida por Puebla com 23, Hidalgo com 22 e Querétaro contribuindo com uma triste unidade para as estatísticas. Como se fosse uma coleção de cartas de terror, a lista se completa com 17 pessoas desalojadas, um eufemismo burocrático que esconde a angústia infinita de suas famílias.

Enquanto os rios saíam das suas margens, a máquina governamental começou a mover-se, embora talvez com a velocidade de um caracol burocrático. A chefe da Secretaria de Bem-Estar, Ariadna Montiel, subiu ao palco para informar que foram contabilizadas 103.245 casas afetadas. Não podemos deixar de nos perguntar quantos formulários ficaram molhados no processo, ou se o censo inclui uma pergunta sobre como é ver a vida de alguém flutuando em água suja. É um número impressionante, sem dúvida. Imagine o exército de funcionários, com suas pranchetas e tablets, anotando diligentemente cada rachadura, cada telhado caído, cada memória levada pela corrente.

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O apoio chega: caridade ou patch?

E então, no ritual sagrado da conferência matinal, veio o anúncio que todos esperavam: apoio financeiro. Porque nestes tempos até a solidariedade tem um preço de mercado. Montiel anunciou com orgulho que 70.356 pessoas já receberam o seu primeiro apoio de 20 mil pesos. Vinte mil pesos. O valor exato para que surja o eterno debate: basta reconstruir uma casa, uma vida? É como oferecer um curativo para um sangramento arterial, mas, ei, é melhor do que bater palmas na janela. O gesto, sem dúvida, está aí. A questão retórica que paira no ar, mais pesada que a chuva, é se a reparação das casas e, sobretudo, das comunidades, pode ser medida em dólares. Entretanto, as perdas humanas, sim, são absolutamente irreparáveis. O governo apresenta os seus gráficos de beneficiários e as suas percentagens de progresso, mas a realidade é que existem 82 histórias truncadas e 17 famílias com um buraco na forma de um ente querido. A eficiência na distribuição da ajuda contrasta, de forma quase grotesca, com a impossibilidade de trazer de volta a vida de quem partiu.

O espetáculo da tragédia nacional continua seu curso, com seus números atualizados, seus relatórios de funcionários e seus microsites atualizados. As pessoas no terreno agarram-se a esses 20.000 pesos como uma tábua de salvação no meio do dilúvio. É o triste circo do infortúnio, onde o imediatismo da ajuda colide com a lentidão das soluções estruturais. Espera-se que, para além dos anúncios e dos censos, a verdadeira reconstrução – a da confiança e da segurança – não acabe afogada num mar de papéis e promessas.

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Guarda Nacional: 125 mil elementos e diminuição de homicídios

Sheinbaum liderou o sétimo aniversário da Guarda Nacional com números de destacamentos e resultados.

Em Huehuetoca, Estado do México, a presidente Claudia Sheinbaum liderou a cerimônia do sétimo aniversário da Guarda Nacional, criada em 2019.

Sheinbaum informou que a corporação conta com 125 mil elementos desdobrados em 53 coordenações e 590 quartéis construídos pelo Exército. Ele destacou que os homicídios dolosos diminuíram 46% desde outubro de 2024, como parte da Estratégia de Segurança Nacional.

Números operacionais

O Comandante Guillermo Briseño Lobera explicou que no atual mandato de seis anos foram detidas 45 mil pessoas por crimes, apreendidas 23 mil armas de fogo, apreendidas mais de 213 toneladas de drogas e desmantelados dois mil laboratórios clandestinos.

Anunciou que Sedena está a promover um plano para atingir 170.000 soldados e 886 instalações até ao final do mandato de seis anos.

O presidente entregou condecorações ao pessoal destacado em segurança, treinamento e confiscos, com especial reconhecimento aos elementos da zona arqueológica de Teotihuacan pelo seu desempenho em abril passado.

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Mãe de vítima da Creche do ABC exige justiça da FGR

A mãe da vítima nega que o caso esteja encerrado e exige que a FGR retome as investigações.

Juanita Luna, mãe de uma das vítimas da Creche ABC, respondeu às declarações da presidente Claudia Sheinbaum. Esclareceu que o processo judicial nunca foi encerrado e exigiu que a Procuradoria-Geral da República (FGR) continuasse as investigações.

A recente resolução do Supremo Tribunal de Justiça da Nação (SCJN) não ordenou a reabertura do caso, disse Luna. O que decidiu é que os crimes cometidos contra menores são imprescritíveis. Portanto, os responsáveis ​​pelo homicídio culposo ainda precisam ser processados.

Gabriel Alvarado Serrano, representante legal do coletivo Manos Unidas por Nuestros Niño, explicou que este critério judicial fortalece a demanda por justiça. Isso marca um precedente histórico para as crianças mexicanas, observou ele.

Agora cabe à FGR acelerar os atuais processos de investigação, alertou o advogado. Se surgirem novas provas, outros funcionários públicos que não foram originalmente incluídos poderão ser chamados a prestar contas, independentemente do tempo decorrido.

Durante a sua conferência matinal, a Presidente Sheinbaum afirmou que o Ministério Público deve chegar às últimas consequências neste caso. Ele prometeu fornecer todas as informações exigidas pelo IMSS.

Sheinbaum também destacou que o modelo de creche substituta implementado durante o mandato de seis anos de Felipe Calderón foi marcado por corrupção, nepotismo e graves deficiências de segurança. Estas falhas levaram à tragédia que ceifou a vida de 49 menores em 2009.

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Eles buscam contratar professores substitutos durante greves em Oaxaca

A iniciativa de Morena busca garantir a continuidade educacional durante as greves docentes em Oaxaca.

Proposta morenoísta em resposta às greves de professores

A representante local de Morena, María Eulalia Velasco Ramírez, apresentou uma iniciativa para reformar a Lei Educacional de Oaxaca. Seu objetivo: obrigar o governo estadual a contratar professores substitutos durante as greves docentes.

O legislador procura dar continuidade ao serviço educativo. Para tal, propõe mecanismos de resposta imediata em caso de eventual suspensão das atividades letivas. A proposta agora permanece nas mãos do Congresso local.

A realidade dos protestos no estado

Todos os anos, a Secção 22 do SNTE realiza greves escalonadas como parte da sua estratégia de pressão sindical. Em 2024, os protestos duraram um mês e afetaram principalmente escolas do ensino básico. Não é o único sindicato: também há greves recorrentes na Universidade Autônoma de Oaxaca “Benito Juárez” (UABJO) e em outros campi de ensino médio.

Velasco Ramírez —mãe da secretária de Turismo, Saymi Pineda— afirma que sua iniciativa protege o direito à educação sob o princípio do melhor interesse das crianças. Segundo o representante, os estudantes mais vulneráveis ​​são os que mais sofrem com as suspensões.

Medidas que o IEEPO autorizaria

A reforma habilita o Instituto Estadual de Educação Pública de Oaxaca (IEEPO) a tomar medidas administrativas, acadêmicas e extraordinárias quando o serviço for interrompido por ausência injustificada de docentes. Entre as ações permitidas estão: designar imediatamente pessoal substituto, viabilizar locais alternativos de atendimento presencial em unidades próximas ou implementar estratégias acadêmicas para evitar a perda do ano letivo.

A iniciativa enfatiza a justiça social para comunidades rurais, indígenas ou áreas sem acesso à Internet. Nestes casos, a autoridade educativa deve sempre priorizar a modalidade presencial para garantir a aprendizagem.

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