Leão XIV sobre Lampedusa: um apelo à acção humanitária

O papa exortou a Europa a deixar a indiferença e a assumir a sua responsabilidade no Mediterrâneo.

O Papa Leão XIV visitou este sábado a ilha de Lampedusa, símbolo da crise migratória no Mediterrâneo. Diante de cerca de 4 mil pessoas, o Pontífice celebrou uma missa em frente ao mar e enviou uma mensagem clara: a perda de vidas naquela rota é consequência de decisões políticas e da falta de ação dos governos.

A mensagem do Papa

Na sua homilia, inspirada na parábola do Bom Samaritano, o líder católico exortou a Europa a assumir a sua responsabilidade. Ele afirmou que liberdade significa decidir ajudar os outros. Observou que a indiferença, o medo e as políticas restritivas agravaram o sofrimento de milhares de pessoas que procuram melhores condições de vida.

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Lampedusa é um ponto crítico de chegada de migrantes no Mediterrâneo Central. A visita do papa ocorre em meio a um intenso debate sobre as políticas migratórias na Europa. O seu apelo destaca a urgência de uma abordagem mais humana e solidária ao fenómeno da migração.

Avalanche na China deixa 21 mortos e dezenas resgatados

As autoridades confirmam 21 vítimas após uma avalanche na província de Gansu.

Avalanche no noroeste da China: 21 mortos

O número de mortos num deslizamento de terra em Longnan, província de Gansu, subiu para 21 pessoas, segundo a agência oficial Xinhua. O incidente ocorreu na terça-feira, minutos antes das 7h00, quando uma avalanche soterrou 33 pessoas no município de Nanhe.

As operações de resgate foram concluídas na manhã de quarta-feira. A televisão estatal CCTV informou que todas as pessoas presas foram localizadas: 21 mortos, sete feridos leves e cinco ilesos.

Sem causa determinada

Até agora, as autoridades não especificaram a origem do deslizamento. Imagens transmitidas pela CCTV mostram escavadeiras e equipes de resgate trabalhando em montes de terra sob céu limpo.

O evento ocorreu numa região montanhosa propensa a este tipo de fenómenos. As equipes de emergência agiram imediatamente para cuidar dos afetados.

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Ataques a petroleiros aumentam tensão no Estreito de Ormuz

Três navios foram atacados na passagem estratégica. Não há feridos.

Incidentes no Estreito de Ormuz

Três petroleiros foram atacados esta terça-feira no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes para o comércio global de hidrocarbonetos, segundo o Exército Britânico. Os acontecimentos aumentam a tensão regional e colocam em risco o tráfego marítimo naquela passagem que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã.

A Agência Britânica de Operações Comerciais Marítimas detalhou que um dos navios, que transportava gás natural liquefeito ao largo da costa de Omã, pegou fogo após ser atingido por um projétil. Outros dois navios também foram atingidos, um deles por um drone. As autoridades relataram apenas danos materiais e confirmaram que não houve feridos.

A televisão estatal iraniana afirmou que o navio de gás foi atacado depois de ignorar os avisos sobre a rota marítima, embora Teerã não tenha reivindicado oficialmente a responsabilidade. Por seu lado, o Qatar condenou o ataque contra um dos seus petroleiros e responsabilizou legalmente o Irão, considerando que a acção viola o direito internacional e a segurança da navegação.

Os ataques ocorrem enquanto os Estados Unidos procuram retomar as negociações com o Irão para normalizar o trânsito através do estreito, limitar o programa nuclear do Irão e chegar a um acordo para pôr fim ao conflito regional. No entanto, as negociações continuam suspensas durante as cerimónias fúnebres do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, que morreu no início da guerra.

O Estreito de Ormuz concentra em condições normais cerca de 20% do petróleo e do gás natural vendidos no mundo. Os novos incidentes reavivam os receios de uma escalada militar que poderá afectar os mercados internacionais e a estabilidade no Médio Oriente.

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Trump suspende sanções a Türkiye e reabre opção do F-35

Anúncio na cimeira da NATO abre caminho para o regresso de Ancara ao programa de combate.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o levantamento das sanções impostas à Türkiye pela compra do sistema russo de defesa antimísseis S-400. A decisão, comunicada durante uma reunião com o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, em Ancara, abre caminho para que aquele país volte a aderir ao programa de caças F-35, do qual foi excluído em 2019.

Trump garantiu que a sua administração já está a trabalhar na remoção das restrições e que a possível venda dos caças à Türkiye “é algo que certamente consideraremos”. Ambos os líderes destacaram o bom relacionamento bilateral e concordaram em reforçar a cooperação entre as suas nações.

Anúncio na cimeira da NATO

O anúncio ocorreu no âmbito da cimeira da NATO, onde a aliança apresentou novos projetos de defesa no valor de milhares de milhões de dólares. Isso inclui a aquisição de aeronaves de vigilância GlobalEye e novos drones Triton. O Secretário-Geral da OTAN, Mark Rutte, afirmou que estes investimentos procuram reforçar as capacidades militares e responder aos actuais desafios de segurança.

Reações internacionais

A possível adesão de Türkiye ao programa F-35 gerou reações. O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, pediu a Washington que não autorizasse a venda destas aeronaves a Ancara. Ele acredita que isso poderá alterar o equilíbrio militar no Médio Oriente, no meio de tensões bilaterais sobre a guerra em Gaza.

Por seu lado, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, aproveitou a cimeira para reiterar o seu pedido de adesão à NATO e destacou a experiência militar adquirida pelo seu país durante o conflito com a Rússia. A aliança também discutiu o fortalecimento da defesa europeia e o aumento da produção de equipamento militar para enfrentar os riscos de segurança na região.

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