O SCJN rejeita proteção para Uber contra o imposto de 2% no CDMX

O Tribunal define o futuro fiscal dos aplicativos de entrega após uma decisão dividida que irá rever os principais critérios.

Análise da decisão do SCJN sobre o imposto sobre plataformas digitais

A Suprema Corte de Justiça da Nação (SCJN) resolveu, por maioria de três votos contra dois, não endossar o projeto do ministro Alberto Pérez Dayán que buscava isentar a Uber e outras plataformas digitais do pagamento do imposto de 2% para intermediação de entregas, estabelecido pelo governo da Cidade do México. A decisão devolve o caso à ministra Lenia Batres Guadarrama para redigir uma nova sentença alinhada ao critério dominante.

Contexto jurídico e implicações

O artigo 307 TER do Código Tributário Local, implementado durante a pandemia, tributa as empresas que facilitam as transações digitais de alimentos e mercadorias. A disputa judicial surgiu quando se questionou se esse tributo viola direitos constitucionais. Apesar da rejeição do projeto inicial, o Tribunal não se pronunciou sobre a validade constitucional do imposto, deixando em aberto sua possível revisão em instâncias futuras.

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O ministro Alfredo Gutiérrez Ortiz Mena, voto decisivo na sessão, argumentou que a cobrança não atende aos requisitos para ser considerada um “direito” segundo o marco legal vigente. No entanto, sublinhou que continuam por analisar aspectos processuais, como a natureza do imposto e a sua adequação aos princípios tributários.

Impacto econômico e precedentes

Esta decisão marca um marco na regulamentação tributária da economia digital no México. Segundo especialistas consultados, a resolução poderá lançar as bases para futuras cargas tributárias sobre empresas de tecnologia que operam sem infraestrutura física. Dados da Secretaria de Finanças do CDMX indicam que este imposto gerou receitas de 1.200 milhões de pesos em 2023, destinadas a programas de mobilidade urbana.

A análise do Ministro Batres Guadarrama deve considerar:

  • A proporcionalidade do imposto em relação ao uso da infraestrutura cidadã.
  • O equilíbrio entre inovação tecnológica e obrigações fiscais.
  • Jurisprudência internacional sobre tributação digital.

O que vem a seguir? A resolução final pode levar até seis meses, durante os quais a Uber e empresas similares devem continuar a efetuar pagamentos. Este caso poderá influenciar iniciativas semelhantes em outros estados, como Jalisco e Nuevo León, que estão avaliando esquemas semelhantes.

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Senado analisará regulamentação de escolas militarizadas após casos fatais

Senador promove revisão de normativa de 1943 após mortes de menores em escolas particulares de tipo militar.

Revisão dos regulamentos após casos fatais

Diante da morte de uma menina de 13 anos em uma escola particular militarizada, a senadora Guadalupe Chavira anunciou que o Senado revisará o Regulamento das Academias Privadas de Tipo Militar, em vigor desde 1943. O legislador qualificou a portaria como anacrônica e incompatível com a atual proteção dos direitos da criança.

Os regulamentos permitem o ensino militar desde o nível primário até ao técnico, incluindo aulas de tiro no ensino secundário e a utilização de notas que conferem autoridade a determinados alunos em detrimento de outros. Chavira destacou que estes não são casos isolados; Em 2025, outro menor de 13 anos morreu na Academia Militarizada Ollin, em Morelos, após sofrer graves abusos durante um acampamento.

“A tragédia ocorrida com Dafne, cujo sufocamento debaixo d’água está sendo investigado, deveria nos chamar à reflexão e à ação. Essas escolas não têm competência para organizar acampamentos de verão nem para autorizar práticas como o trote, que culminou na morte de uma menina de 13 anos”, declarou o senador.

O Ministério da Educação Pública (SEP) informou que a academia onde ocorreu o caso funcionava com acordo de incorporação para 2022. Após ser fechada para investigações, a escola retomou as aulas online reivindicando o direito dos alunos de continuarem a formação. A agência enfrenta pelo menos oito queixas adicionais de maus-tratos.

Chavira exigiu um novo quadro jurídico que confira ao SEP poderes regulatórios claros, uma vez que o regulamento de 1943 deixa a responsabilidade à Secretaria de Defesa Nacional. Especialistas alertam que nestas escolas privadas a disciplina é imposta através da violência e da submissão hierárquica, ao contrário das escolas oficiais onde existem áreas de direitos humanos e fiscalização da CNDH.

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Defesa se distancia da academia após morte ainda jovem

A agência citou o Regimento Interno para justificar sua posição

A Secretaria de Defesa Nacional (Sedena) se isentou de qualquer responsabilidade pela Academia Militarizada “Marina Doenitz”, em Ciudad Madero, Tamaulipas, após a morte da jovem Dafne Zapata.

Por meio de nota, o órgão afirmou que não tem competência para autorizar, fiscalizar, fiscalizar ou regulamentar instituições de ensino desse tipo.

“Informa-se que a Secretaria de Defesa Nacional não tem competência para autorizar, fiscalizar, fiscalizar ou regulamentar o funcionamento de instituições de ensino desta natureza, nos termos do Regimento Interno deste órgão, expedido pela Presidência da República através de sua publicação no Diário Oficial da Federação, em 29 de dezembro de 2008, onde foi revogada qualquer disposição administrativa que contrariasse esta ordem”, escreveu o órgão.

Acrescentou que, de acordo com este regulamento, Sedena “não tem qualquer relação com a referida academia, nem com qualquer outro estabelecimento deste tipo”.

Sem supervisão clara

O caso colocou sob escrutínio o funcionamento de escolas privadas militarizadas. Em vários estados do país eles proliferaram sem que houvesse um órgão federal que os regulasse explicitamente.

Até o momento, nenhuma autoridade estadual ou federal assumiu a responsabilidade de supervisionar essas escolas. A Promotoria de Tamaulipas investiga os acontecimentos.

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Forças Especiais da Marinha comemoram 25 anos de serviço

Unidades navais de elite comemoram 25 anos com demonstrações de capacidade e o Desafio Quachic.

Manifestação de elite em Veracruz

Membros das Forças Especiais e Comandos Anfíbios da Marinha Mexicana comemoraram seu 25º aniversário com uma exposição de suas capacidades na Heroica Escola Militar Naval, em Veracruz. As unidades realizaram atividades esportivas, circuitos de natação, caminhada com equipamentos, transporte de feridos, manobras de barco e tiro de precisão.

Criadas em 2001, estas unidades estão especialmente organizadas, treinadas e equipadas para operar em áreas hostis ou politicamente sensíveis. Sua equipe possui habilidades e competências únicas em sua formação.

Desafio Quachic e apresentações históricas

Durante o dia foram feitas apresentações sobre a evolução das Forças Especiais e dos Comandos, destacando a qualidade da sua preparação. Também foi montada uma galeria tática com equipamentos especializados.

Foi realizada a sétima edição do concurso nacional “Reto Quachic”, que contou com a participação de efetivos, cadetes e reformados. Os participantes enfrentaram obstáculos como nadar 300 metros, caminhar 1.400 metros com 20 quilos de equipamentos e armas, transportar feridos e barco e tiro de precisão.

Os exercícios testaram a aptidão física, a disciplina e a capacidade de resposta, ao mesmo tempo que fomentaram a camaradagem e a coesão do grupo. A comemoração não só celebrou um aniversário, mas reafirmou a importância da formação contínua destas unidades-chave para a segurança nacional.

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