A Igreja acusa a ‘Lei da Transcendência’
A hierarquia católica no México acaba de reclamar. Seu objetivo: a iniciativa conhecida como ‘Lei Transciende’, que busca legalizar a eutanásia e avança no Senado. Eles não brincam.
Através do seu editorial Desde la Fe, descreveram diretamente a proposta como um ‘sofística’. Um termo jurídico sofisticado para dizer basicamente que é um argumento falso com aparência de verdade.
“o foco deve ser eliminar o sofrimento dos pacientes e não acabar com suas vidas”
Sua posição é clara e está ancorada em um princípio: toda vida humana é digna, ponto final. Não importa quão grave seja a doença ou a vulnerabilidade. O que mais os preocupa é o risco de desumanização.
Memória histórica e precedentes legais
É aqui que meu treinamento jurídico se torna útil. A Igreja não fala apenas do ponto de vista moral. Apelo ao jurídico. Lembram que o conceito de ‘morte com dignidade’, segundo critérios até do Supremo Tribunal Federal, não implica necessariamente em eutanásia.
Trata-se, dizem, de garantir condições para passar pela fase final sem dor e com apoio integral. A alternativa proposta não é nova, mas reforça-a fortemente: os cuidados paliativos.
Eles os apresentam como a solução ética e médica. Um caminho que melhora a qualidade de vida do paciente, apoia as famílias e, atenção aqui, otimiza os recursos do sistema de saúde. Um argumento prático preso no meio do debate moral.
O seu apelo final aos legisladores é um exercício clássico de pressão institucional: analisem com responsabilidade, evitem decisões que possam “desumanizar”. O verdadeiro desafio social, insistem, não é promover uma solução rápida para a dor.
É garantir verdadeiro apoio e atenção médica. A mensagem está na mesa. Agora veremos como o Senado reage a esta oposição frontal.




