A FIL Guadalajara quase atinge um milhão de visitantes em sua edição recorde

O maior evento literário de língua espanhola bate recordes de público e confirma que, contra todas as probabilidades, as pessoas ainda leem.

Um milhão de almas (quase) em busca de um livro e uma selfie

Parece que o apocalipse dos cuidados abreviados ainda não chegou, ou pelo menos não a Guadalajara. Em números que mais parecem um show de uma banda de K-pop do que um evento literário, a Feira Internacional do Livro de Guadalajara encerrou sua edição com impressionantes 953 mil visitantes. Sim, você leu certo: quase um milhão de pessoas desfilando entre as prateleiras, o que representa 45 mil almas a mais do que no ano passado. É de se perguntar quantos deles foram pelos livros e quantos pela esperança de ver Richard Gere pessoalmente. O presidente do evento, José Trinidad Padilla López, atribuiu este sucesso ao “trabalho de muitas pessoas”. Uma explicação tão vaga quanto verdadeira, digna de um discurso de gala.

O circo dos livros: figuras de deixar você tonto

Marisol Schulz, a diretora geral, se destacou com os dados concretos. Quase um milhão de participantes espremidos em 43 mil metros quadrados de exposição, um espaço onde, calculamos, o oxigénio era um bem de luxo. Lá, 2.790 selos de 64 países ofereceram 450 mil títulos. Ou seja, havia mais livros do que pessoas, detalhe animador para a espécie. Além disso, 973 autores fizeram 648 apresentações. A parte financeira, aquela que sempre põe os pés no chão, apresentou um equilíbrio tão perfeitamente equilibrado que levanta suspeitas: 131 milhões de receitas contra 128 milhões de despesas. Quem disse que a cultura não dá lucro? Bem, neste caso, dá uma margem de lucro que um vendedor de paletes invejaria.

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Mas nem tudo foi róseo e as assinaturas das cópias. A superlotação humana foi tal que centenas de pessoas não puderam assistir às palestras de Joan Manuel Serrat e do já mencionado Richard Gere. Perante o caos, Schulz veio esclarecer que os fóruns estavam “cheios” e que mantinham comunicação com a Protecção Civil. Sua declaração magistral: “Não temos outro espaço nem em Guadalajara nem na América Latina”. Uma mensagem clara: se quiser ver uma estrela, chegue com uma semana de antecedência ou alugue um drone. Além disso, afirmou: “Não estamos na guerra dos números. Nos preocupamos mais com a qualidade do que com a quantidade”. Claro, é por isso que anunciam com tanto orgulho que estão a 47 mil pessoas de um milhão.

Olhando para o futuro, Padilla López anunciou que em 2026 a convidada de honra será a Itália. Eles prometem um “excepcional festival de cartas” para comemorar os 150 anos de relações diplomáticas entre o México e a Itália. Esperemos que eles tragam mais espaço e talvez alguns gondoleiros para administrar as multidões.

Homenagens para pessoas famosas (que também escrevem ou cantam)

Karla Planter Pérez, reitora da Universidade de Guadalajara, elogiou a feira como um projeto de “classe mundial”. Entre os destaques, destacou que o escritor cubano Leonardo Padura e a cantora e compositora Joan Manuel Serrat receberam o doutorado honorário. Porque nada diz “excelência acadêmica” como misturar romances policiais com boleros. Foi também criado o Fórum Ibero-Americano de Universidades, uma iniciativa que, presumimos, irá discutir como gerir auditórios lotados.

Em suma, a FIL revelou-se o evento cultural mais massivo e contraditório do ano: um local onde a qualidade é reverenciada em detrimento da quantidade, enquanto os visitantes são contados na casa das centenas de milhares, e onde são atribuídos doutoramentos a mestres da palavra escrita e cantada. Um espetáculo tão fascinante quanto absurdo, que, durante pelo menos nove dias, convence quase um milhão de pessoas de que os melhores protagonistas são os livros.

Você está surpreso com esses números recordes ou já os esperava?Compartilhe este notário em suas redes sociais e ajude a divulgar o lado mais numeroso (e caótico) da literatura.Explore mais conteúdo sobre eventos culturais e a vibrante indústria editorial em nosso site.

Gael García Bernal: ‘Vai ser difícil para eles vencer o México’

O ator mexicano confia na solidez do El Tri na Copa do Mundo e lembra do amor pelo Pumas.

Gael García Bernal é apaixonado por futebol e torcedor do UNAM Pumas há décadas. Há 25 anos, em E sua mãe também, ele vestiu a camisa do time universitário. Mais tarde, levou sua paixão ao cinema com Rudo y brega, onde interpretou um jogador de futebol.

Sua visão da Seleção Mexicana

Hoje, o ator acompanha de perto a Copa do Mundo e a trajetória do El Tri dirigido por Javier Aguirre, já instalado nas oitavas de final. Sobre a seleção, Gael comentou ao EL UNIVERSAL:

“Eu a vejo muito bem. A única certeza que tenho é que será difícil para eles vencê-la, não sei se o México pode vencer (risos), mas será difícil para eles vencê-la.”

Ele também destacou a força da equipe:

“Eles terão que fazer um grande jogo, (a seleção mexicana) é muito sólida, estamos jogando como nunca antes em termos de defesa, tática, técnica, há um bom trabalho e vamos ver até onde vai.”

O histórico El Tri Pass

O México fez uma fase de grupos perfeita: três vitórias e nenhum gol sofrido, algo inédito em sua história. Venceu a África do Sul (2-0), a Coreia do Sul (1-0) e a República Checa (3-0). Isso lhe rendeu o primeiro lugar no grupo. Seu rival na próxima rodada virá entre os melhores terceiros colocados: Equador, Uruguai ou Escúcia são os candidatos.

O duelo será disputado na terça-feira, às 14h. no Estádio da Cidade do México, anteriormente conhecido como Azteca.

Leal aos Pumas desde 1991

O amor de Gael pelos Pumas nasceu em 1991, quando ele e seu amigo Diego Luna foram ao CU Stadium ver o time vencer o campeonato contra o América. Desde então ele não parou de apoiá-los. Na última final do torneio mexicano, onde o Pumas perdeu para o Cruz Azul, Gael reconheceu o mérito do rival.

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Streamer alemão foge de ataque com faca no mercado de pulgas CDMX

Um streamer alemão foi ameaçado com uma faca num mercado de pulgas da capital.

Ataque ao FastFoodBoss em mercados de pulgas na capital

O criador de conteúdo alemão conhecido como FastFoodBoss passou por momentos tensos na Cidade do México. Enquanto ele fazia uma transmissão ao vivo em um mercado de pulgas, um homem o confrontou com uma faca na mão.

O incidente ocorreu na tarde desta quarta-feira, 24 de junho, antes do último jogo do México na fase de grupos. O vídeo do encontro se espalhou rapidamente nas redes sociais.

Nas imagens é possível ver um idoso, sem camisa e com o rosto pintado com a bandeira mexicana, aproximando-se do jovem estrangeiro. Ele exigiu que eu parasse de gravar. Sem entender o idioma, o streamer — cujo nome verdadeiro é Oskar — pediu ajuda a um comerciante.

O comerciante se colocou entre eles e pediu calma ao agressor, explicando que o turista não falava espanhol. Durante a luta, frases como:

“Não grave aqui, filho do seu pai… Não, ele está me gravando, pegue seu celular.”

Aproveitando a intervenção, o criador do conteúdo conseguiu fugir e depois correu para um local seguro. Ele não interrompeu a transmissão ao vivo, comentando em alemão que o homem carregava uma faca.

Até agora, FastFoodBoss não fez mais declarações. Ele apenas compartilhou o clipe no Twitch e uma captura de tela no Instagram. O evento reaviva o debate sobre a segurança dos criadores de conteúdo em espaços públicos.

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Drake Bell completa 40 anos em meio a polêmicas e processos judiciais

A ex-estrela da Nickelodeon completa 40 anos em meio a um processo de extorsão e rumores de separação.

Quatro décadas marcadas por polêmicas

Drake Bell, o ator que conquistou uma geração com Drake & Josh, completa 40 anos. Sua carreira recente combina projetos no México com múltiplas polêmicas jurídicas e pessoais.

Seu relacionamento com a influenciadora mexicana Ela Vidal poderia ter terminado. Rumores nas redes sociais apontam infidelidade por parte dela, que está esperando o primeiro filho. Nenhum deles confirmou ou negou.

Soma-se a isso uma ação por extorsão movida por seu ex-empresário Aitor García perante a Promotoria da CDMX. García afirma que foi identificado como a pessoa a quem Vidal foi infiel a Bell, o que prejudicou sua reputação. Ele afirma que o cantor busca forçá-lo a pagar 10 mil dólares para encerrar o conflito.

A história por trás das luzes

Em 2024, o documentário Quiet on Set: The Dark Side of Kids TV revelou que Bell foi vítima de abuso sexual e físico por parte do treinador de diálogos da Nickelodeon, Brian Peck. O caso mostrou o lado negro da indústria infantil.

Em 2021, Bell se declarou culpado de colocar em risco uma menor de 15 anos ao enviar-lhe mensagens e conteúdos inadequados. Ele recebeu dois anos de liberdade condicional e 200 horas de serviço comunitário.

Além disso, acumula prisões por dirigir embriagado em 2009 e 2015. Nesta última, pagou fiança de 20 mil dólares e passou 10 horas preso. Em 2020, sua ex-companheira Melissa Lingafelt o acusou de violência física e verbal; ele negou.

Apesar de tudo, Bell encontrou refúgio profissional no México. Em 2023 participou do Quem é a máscara? e mantém agenda de shows. No entanto, as controvérsias continuam a ofuscar sua carreira.

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