A FGR nomeia Raúl Jiménez e David Boone para os principais gabinetes do Ministério Público

A Procuradoria-Geral da República reforça a sua estrutura com dois perfis com vasta experiência nos setores público e energético para direcionar áreas estratégicas.

Reestruturação estratégica na Procuradoria-Geral da República

A Procuradoria-Geral da República (FGR), sob a liderança da titular Ernestina Godoy Ramos, formalizou nesta terça-feira uma série de nomeações estratégicas em seu organograma. As nomeações couberam a Raúl Armando Jiménez Vázquez, que assume a titularidade da Procuradoria Especializada de Controle da Concorrência (FECOC), e a David Boone de la Garza, nomeado para chefiar a Procuradoria Especializada de Controle Regional (FECOR). A instituição especificou que essas movimentações foram realizadas em estrita conformidade com a Lei Orgânica e o Estatuto Orgânico que regem o órgão. Um fato de relevância institucional é que Raúl Jiménez se posiciona como sucessor legal em caso de ausência do procurador Godoy, tornando-se o segundo em comando dentro da estrutura da FGR.

Perfil e carreira do novo chefe da FECOC

Raúl Jiménez Vázquez chega a esta posição com um extenso currículo no serviço público e no setor energético. É formado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), onde obteve menção honrosa e posteriormente alcançou o grau de Doutor em Direito após concluir estudos de especialização, mestrado e doutorado na mesma universidade, onde também atuou como professor.

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Sua experiência profissional abrange mais de duas décadas na Administração Pública Federal. Suas funções se destacam na Petróleos Mexicanos (Pemex), onde atuou como Gerente de Arrendamento de Embarcações e Secretário Executivo do Comitê de Construção, Aquisição, Arrendamento e Afretamento de Navios. Anteriormente, ocupou o cargo de consultor geral da Comissão Federal de Eletricidade (CFE). Imediatamente antes desta nomeação, desempenhou o cargo de Conselheiro Adjunto para o Controlo Constitucional na Presidência da República. Seu perfil combina uma sólida formação acadêmica com uma prática jurídica especializada nas entidades mais relevantes do Estado mexicano.

Experiência política e jurídica do novo chefe da FECOR

Por sua vez, David Boone de la Garza assume a liderança da FECOR com uma carreira marcada pela atividade política e pelo serviço em instituições policiais. Atuou como representante federal de representação proporcional do estado de Coahuila durante a LXIII Legislatura (2015-2018), sob a bancada do Partido Revolucionário Institucional (PRI).

De acordo com seu registro no Sistema de Informação Legislativa (SIL), sua experiência anterior inclui funções como assessor do Congresso de Coahuila e secretário particular do presidente da Comissão de Pontos Constitucionais do Senado da República. Posteriormente, atuou como assessor da Presidência do Conselho de Administração da Câmara de Senadores. Seu vínculo direto com a antiga Procuradoria-Geral da República (PGR) se materializou quando atuou como secretário particular de seu proprietário entre 2016 e 2017. Além disso, ocupou o cargo de subsecretário jurídico do Comitê Executivo Nacional do PRI e ministrou aulas na Universidade Pan-Americana. É formado em Direito pela Universidade Autônoma de Coahuila e mestre em Direito Constitucional e Direitos Humanos pela Universidad Panamericana.

Essas nomeações refletem uma estratégia da FGR de colocar profissionais com perfis complementares à frente de procurações especializadas: um com profundo conhecimento do aparelho de Estado e dos setores estratégicos (Jiménez Vázquez), e outro com ampla experiência no campo político-legislativo e na estrutura da própria instituição (Boone de la Garza). A consolidação destas equipas de gestão é fundamental para o funcionamento e objetivos das áreas de controlo jurisdicional e regional, que têm influência em assuntos de elevada complexidade e sensibilidade jurídica em todo o território nacional.

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Somos México reserva 20% dos candidatos para ativistas

O novo partido destinará um quinto dos seus espaços no Congresso para mães que procuram e defensores dos direitos humanos.

Nomeações para ativistas

A líder do Somos México, Guadalupe Acosta Naranjo, anunciou que o partido destinará 20% de suas candidaturas ao Congresso da União para busca de mães e outras ativistas sociais. Nenhum dos membros do Comité Executivo Nacional ocupará um cargo eleito pelo povo, reiterou.

No primeiro ato público do partido – aprovado pelo INE em 25 de junho – Acosta Naranjo destacou que os partidos devem servir a sociedade e não as suas burocracias.

“Somos México vai reservar 20% de suas candidaturas majoritárias e de representação proporcional para que as mães em busca de busca possam vir à Câmara dos Deputados, para que possam vir os defensores dos direitos humanos… representantes de agricultores, transportadores, pescadores, ambientalistas, jovens. Eles não vão nos ver”, afirmou.

Aberto processo seletivo

Diante de centenas de apoiadores no Monumento à Revolução, o dirigente anunciou que um terço dos candidatos serão menores de 35 anos. Nenhum candidato será indicado pela liderança.

“Nenhum de nós será candidato usando o cargo que hoje nos foi dado para ganho pessoal. Não serei candidato a nada… Quando houver dois ou mais candidatos, vamos colocar urnas em praça pública. Os cidadãos escolherão quem nos representa”, declarou.

Acosta Naranjo avisou que defenderão até aos últimos momentos o nome, as cores e o emblema do partido, aprovados pelo INE, apesar de a autoridade hoje pedir a sua modificação. Ele argumentou que ser chamado de “México” é válido, já que existe o Partido Ecologista Verde do México e antes da Fuerza por México.

No dia 25 de julho será realizada a primeira sessão do Conselho Nacional de Somos México para definir seu projeto de país.

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Edomex reforça prevenção sanitária em oito municípios do Leste

Oito municípios de Edomex aderem a uma estratégia de prevenção à saúde com foco na obesidade e na gravidez na adolescência.

Coordenação ampliada na Zona Leste

O Governo do Estado do México intensificou o seu trabalho com oito municípios da Zona Leste para fortalecer a prevenção da saúde. As prioridades: combater o sobrepeso, a obesidade e reduzir a gravidez na adolescência. A estratégia faz parte do Plano Integral para a Zona Leste e da política nacional de medicina preventiva.

Em mesa de trabalho, autoridades estaduais, federais e municipais concordaram em avançar na integração da Rede Mexicana de Municípios pela Saúde, bem como no processo de certificação de Municípios Promotores de Saúde.

A secretária estadual de Saúde, Celina Castañeda de la Lanza, explicou que o objetivo é coordenar ações entre os três níveis de governo. Isto inclui medidas contra dependências, doenças transmitidas por vetores e os problemas acima mencionados de peso e gravidez precoce.

A Rede permitirá que os municípios troquem experiências para atender às necessidades locais. Daniel Aceves Villagrán, diretor geral de Políticas de Saúde Pública do Governo do México, destacou que o modelo incorpora o cuidado às pessoas com deficiência e às que vivem com doenças crônicas, especialmente em áreas de alta densidade populacional.

Participaram representantes de Nezahualcóyotl, Naucalpan, Chimalhuacán, Valle de Chalco, Ixtapaluca, Ecatepec, Texcoco e Chicoloapan. Esses municípios iniciaram os trâmites para obtenção da certificação como Municípios Promotores de Saúde, o que ampliará as ações preventivas em toda a região.

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Pemex corta investimento e produção desvia da meta

A Pemex reduziu o seu investimento em 5,9% no primeiro trimestre; a produção de petróleo bruto está se afastando da meta.

A Pemex ajustou novamente seus gastos. A subsidiária de exploração e produção teve um corte de 5,9% no seu capital de investimento durante o primeiro trimestre face ao previsto.

O orçamento aprovado foi de 86,7 mil milhões de pesos, mas a empresa informou à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA que investiu 81,6 mil milhões de pesos. A diferença afeta diretamente a plataforma de produção.

Atualmente, a Pemex extrai 1,6 milhão de barris por dia, longe da meta de 1,8 milhão. Gonzalo Monroy, diretor do GMEC, alertou:

“Estamos voando diretamente e sem escalas a 1,2 milhão de barris por dia em 2027, o que significa que, assim que a água for descontada, estaríamos em níveis de extração de um milhão durante o próximo ano.”

As sondas de perfuração também diminuíram: de 32 para 25 entre janeiro e maio, segundo dados da consultoria. Até o momento, neste semestre, foram adjudicados 10 contratos mistos, sete em um primeiro bloco (campos como Macavil e Tamaulipas) e três recentemente (Rabasa, San Ramón e Cinco Presidentes). A Pemex prevê produzir até 450 mil barris por dia com estes contratos, mas os desenvolvimentos ocorreriam para além de 2033.

Vocação petrolífera em questão

Miriam Grunstein, acadêmica do Centro do México da Universidade Rice, disse que a situação é alarmante no curto prazo. A Pemex perde receitas com a redução das exportações e com o privilégio de alimentar o Sistema Nacional de Refinação, em vez de extrair mais petróleo bruto.

“O governo de Sheinbaum está apostando em projetos de geração de eletricidade renovável. Enquanto isso, o corte orçamentário na extração de petróleo bruto indica que o país não tem mais convicção ou vocação para o petróleo”, disse ele.

Grunstein acrescentou que a diferença de investimento entre energias renováveis e exploração é enorme: “Em algum momento vamos enfrentar uma realidade muito dura. O abandono da extração tem sido tanto que é alarmante”.

Acordo com a Petrobras, mas sem força

O governo mexicano assinou um acordo de colaboração com a brasileira Petrobras para adquirir técnicas de extração em águas profundas, onde a Pemex tem atividade mínima. Inclui o intercâmbio de conhecimentos e de melhores práticas, mas o pacto não é vinculativo, é válido por dois anos e é renovável.

Tanto Monroy quanto Grunstein concordaram que o acordo era fraco. A Moody’s, ao baixar a classificação do México em 20 de maio, expressou maior preocupação com a dívida pública e o apoio à Pemex. A agência estimou que o governo apoiou 35 mil milhões de dólares em 2025, o equivalente a 1,9% do PIB, e orçou mais 14 mil milhões para 2026. Uma melhoria na classificação dependerá da redução do défice e dos riscos contingentes da petrolífera.

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