Gertz Manero nomeia Godoy como chefe da FGR

Uma última jogada de Gertz Manero redefine o conselho do Ministério Público. O Senado agora tem a bola do seu lado.

O último suspiro de Gertz Manero: uma reviravolta jurídica na trama

Bem quando pensávamos que o drama do Procurador Geral da República (FGR) não poderia ir mais longe, o mestre do suspense, Alejandro Gertz ManeroErnestina Godoy como a nova chefe da Procuradoria Especial de Controle da Concorrência. Porque, o que seria do poder sem um pequeno teatro?

O roteiro era assim: Dona Ernestina, num movimento que parece uma estratégia calculada ao milímetro, apresentou sua renúncia ao cargo de Conselheira Jurídica Federal. Imediatamente a seguir, e como num passe de mágica legal, Gertz Manero a coloca na posição chave. E aí vem o bom: segundo a própria Lei da Procuradoria-Geral da República, quando o chefe da FGR se destaca pela sua ausência, quem deve pegar o microfone e assumir o controle é justamente o chefe daquela procuradoria especial. Uma lacuna legal que alguém tinha que preencher, certo?

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O Senado na mira: o próximo capítulo da novela

Do jeito que está, Ernestina Godoy permanece no comando da FGR, mas no modo “responsável por”. Basicamente, é como ser o substituto entrando na partida final. Sua missão: manter a cadeira aquecida enquanto o Senado e o Executivo Federal decidem quem será o sucessor oficial de Gertz Manero. O documento, assinado em 27 de novembro, confere-lhe todos os direitos, obrigações e poderes que o cargo acarreta. Em outras palavras, você tem as chaves, mas a casa ainda não é sua.

Mas e agora? Bom, acontece que esse movimento não é um simples ‘até logo’. Segundo o advogado Jorge Nader Kuri, que parece ter uma bola de cristal para essas coisas, Godoy não só pode, como irá participar da convocação do Senado para se tornar o novo promotor-chefe. Nader não apenas vê isso como possível, mas aposta suas fichas que o Senado a elegerá para fazer história como a primeira Procuradora-Geral da República. “Sim, nada impede. Além disso, ela participará e será eleita pelo Senado, tornando-se, assim, procuradora-geral”, afirmou. Parece que o roteiro já está escrito, pessoal.

Resumindo, o que parecia a despedida de um personagem central tornou-se o prólogo de uma nova temporada repleta de intrigas políticas. A nomeação de Godoy não é um procedimento simples; É um movimento estratégico que coloca uma figura-chave na pole position para a sucessão definitiva. Cabe agora ao Senado a responsabilidade de decidir se esta trama segue o roteiro que muitos antecipam ou se nos surpreende com uma reviravolta inesperada. Entretanto, a FGR tem um capitão interino que, por enquanto, está à frente de uma das instituições mais importantes do país.

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Ramiro Valdés, figura-chave da Revolução Cubana, morre aos 94 anos

Morre Ramiro Valdés, histórico líder cubano e companheiro de Fidel Castro.

Ramiro Valdés, o último comandante da Revolução Cubana, morre

Ramiro Valdés Menéndez, comandante da Revolução Cubana e figura próxima de Fidel e Raúl Castro, morreu este domingo aos 94 anos. A informação foi confirmada pelo Partido Comunista de Cuba (PCC) e pelo governo da ilha num comunicado oficial. Não foram divulgados detalhes sobre as causas da morte nem foi informado como será o funeral.

“Ramiro Valdés Menéndez merece o respeito e a admiração do povo de Cuba pela sua dedicação e comprovada lealdade à causa revolucionária”, afirma a nota publicada em Cubadebate.

Valdés fez parte do grupo que assaltou o Quartel Moncada em 1953, ato que deu início à luta armada contra Fulgêncio Batista. Lutou então sob o comando de Che Guevara e recebeu o título honorário de Comandante da Revolução. Ele também foi declarado “Herói da República de Cuba”.

Ocupou altos cargos no governo, incluindo o Ministério do Interior, mas em 1986 deixou o poder após uma discussão com Fidel Castro. Ele permaneceu afastado da vida pública por 17 anos. Em 2003 regressou ao Conselho de Estado. Em 2006, Raúl Castro nomeou-o Ministro das Tecnologias de Informação e Comunicações, apesar de ter mais de 70 anos. Em 2011 tornou-se número três do PCC, atrás apenas de Raúl e José Ramón Machado Ventura. Em 2019 tornou-se Vice-Primeiro Ministro, cargo criado pela nova Constituição.

Conhecido pela sua postura crítica em relação à Internet, em 2007 afirmou: “O cavalo selvagem pode e deve ser dominado, e as infocomunicações, postas a trabalhar pela paz e pelo desenvolvimento”. Ele raramente aparecia em público e nunca falava com a imprensa.

O presidente Miguel Díaz-Canel reagiu nas redes sociais: “A saída física do comandante da Revolução, Ramiro Valdés Menéndez, dói profundamente, como a de um pai.

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Europa sufocante: França em alerta vermelho devido ao calor extremo

A França ativa alertas e restrições em caso de temperaturas superiores a 40°C em meio a uma onda de calor excepcional na Europa.

A França enfrenta uma onda de calor excepcional que obrigou ao cancelamento de comboios, concertos e eventos desportivos, além de restringir o consumo de álcool em zonas sob alerta vermelho. Quase um terço do país está nesse nível, com termômetros chegando a 40°C. A previsão é de uma segunda-feira ainda mais quente.

As autoridades instalaram estações de nebulização na Torre Eiffel e em outros pontos de Paris para resfriar a população. No entanto, os afogamentos estão a aumentar: os meios de comunicação franceses relataram quatro mortes de menores no sábado, enquanto nadavam para combater o calor. Na Alemanha, um homem perdeu a vida no rio Reno e três pessoas continuam desaparecidas. As autoridades de saúde alertam que estes incidentes se agravam durante os períodos de altas temperaturas.

Medidas e preocupações

O governo proibiu o consumo de álcool ao ar livre em áreas sob alerta vermelho e pediu aos organizadores do Dia da Música – festival que reúne multidões em todo o país – que limitassem o consumo de álcool para “preservar os serviços de emergência e permitir que o pessoal médico se concentre no cuidado dos mais vulneráveis”.

“Neste calor, é a única maneira de se divertir saindo”, disse o nadador Nicolás Cruz à Associated Press, enquanto mergulhava no Canal de Saint Martin.

Zouzou Hobbs, inicialmente cético em relação a nadar no obscuro canal urbano, decidiu arriscar: “Mas está calor. Vou arriscar. Precisamos nos refrescar antes desta noite, quando vamos dançar.”

As autoridades estão especialmente atentas aos sem-abrigo e aos idosos. Cerca de 15.000 idosos morreram na onda de calor de 2003 em França, o que suscitou uma reflexão nacional. Este ano, o governo mobilizou serviços de emergência e forças armadas para se preparar para incêndios florestais, impôs vigilância ao abastecimento de água para reactores nucleares e ordenou o encerramento de 845 escolas na segunda-feira.

O calor se espalha pela Europa

Espanha começou o verão com grande parte do país em alerta, com temperaturas a rondar os 40°C, mesmo no interior do País Basco. As atividades esportivas e culturais ao ar livre foram suspensas. Na Itália, oito cidades emitiram alertas de calor (“bandeiras vermelhas”), com temperaturas na casa dos 30 e 40 graus. Em Milão, os proprietários de fazendas instalaram ventiladores e irrigadores para as vacas, enquanto os participantes da Fashion Week se abanavam sob guarda-chuvas.

A Alemanha espera até 39ºC na quarta-feira, e o Reino Unido emitiu um alerta de “calor extremo” para o sul da Inglaterra e País de Gales, com máximas de 38ºC possíveis. O British Met Office lembrou que o recorde para junho é de 35,6 °C desde 1976. Tempestades ameaçam a Alemanha e a Polónia.

O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, convocou uma reunião de crise e ordenou o planeamento de uma melhor adaptação às ondas de calor “através de ar condicionado, se necessário”. A Organização Mundial da Saúde disse que mais de 200 mil pessoas na Europa morreram de causas relacionadas ao calor nos últimos quatro anos, a maioria delas evitáveis.

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Begoña Gómez, julgada por tráfico de influência em Espanha

A esposa do presidente espanhol será julgada por supostos crimes de corrupção.

Ordem judicial contra a esposa de Sánchez

Um juiz de instrução de Madrid ordenou que Begoña Gómez, esposa do presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, fosse julgada no banco dos réus por alegados crimes de tráfico de influência e corrupção. A resolução inclui a entrega do passaporte e a obrigação de comparecer em tribunal quinzenalmente.

O juiz Juan Carlos Peinado argumentou que há risco de fuga. A data do julgamento ainda não foi definida. A decisão judicial intensificou o debate político na Espanha.

Reações e contexto

A oposição exigiu uma resposta do governo socialista. Vários líderes políticos consideram que o caso afecta a integridade do executivo. Por enquanto, Sánchez mantém o apoio à esposa e reiterou a confiança na justiça.

O processo continua e espera-se que as próximas semanas definam o calendário judicial.

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