Sheinbaum confirma acordo para saída do promotor Gertz Manero

O presidente federal detalha os termos da substituição na cúpula da instituição ministerial, marcando o encerramento de uma etapa.

Transição acordada na Procuradoria-Geral da República

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, forneceu detalhes sobre a substituição no comando da Procuradoria-Geral da República (FGR). Do Palácio Nacional, o presidente federal afirmou que a saída do dirigente, Alejandro Gertz Manero, foi fruto de um consenso, destacando que foi uma decisão conjunta que marca o fim de um ciclo institucional e o início de uma nova fase para a organização.

Um processo consensual sem resistência

Em resposta a perguntas diretas da mídia, Sheinbaum esclareceu dúvidas sobre possíveis tensões no processo. O chefe do Executivo negou categoricamente que tenha havido resistência por parte do Ministério Público para concluir sua gestão. “Terminou um período, começa outro. Combinamos isso juntos”, declarou, estendendo seu respeito e reconhecimento ao trabalho de Gertz Manero à frente do Ministério Público da Federação.

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A explicação oficial coloca a transição num quadro de institucionalidade e acordo. Segundo a versão presidencial, o próprio procurador aceitou a proposta de chefiar uma representação diplomática, ou seja, uma embaixada, o que facilitou uma saída ordenada. Este movimento faz parte de uma prática política em que altos funcionários são realocados para funções externas, fechando assim a sua etapa na administração pública interna.

Próximos passos e discrição sobre o destino

O mecanismo para formalizar esta designação requer a intervenção do Senado da República, órgão constitucional responsável pela ratificação dos embaixadores. Sheinbaum referiu-se a este procedimento pendente, indicando que inicia “uma nova etapa que deve cumprir o procedimento do Senado”. No entanto, o presidente optou por manter uma posição reservada em relação ao país específico que será o destinatário da nova missão diplomática de Gertz Manero.

Diante da curiosidade jornalística sobre o destino, a resposta foi concisa e orientada para a paciência: “Na hora, não vamos comer desejos”. Esta posição reflete um protocolo comum na diplomacia, onde as nomeações são anunciadas oficialmente assim que todos os canais formais, tanto nacionais como com o país destinatário, tenham sido concluídos.

A análise desta afirmação permite-nos inferir uma transição calculada numa das instituições mais sensíveis do Estado mexicano. A saída de um procurador-geral é um acontecimento de grande significado político e jurídico, que a atual administração procura apresentar como um processo natural, pactuado e isento de conflitos. A ênfase no “reconhecimento do trabalho” procura conferir legitimidade ao período que se encerra, enquanto a referência a um “novo ciclo” projeta uma narrativa de renovação e continuidade institucional. A mudança para uma embaixada funciona como um elegante mecanismo de transição, permitindo uma mudança de liderança na FGR sem que a saída seja percebida como uma demissão abrupta.

Tem interesse em entender o impacto desta mudança na política de segurança e justiça? Compartilhe esta análise em suas redes sociais e explore mais conteúdos relacionados às transformações institucionais em nosso portal.

Orgulho 2026: saúde, moradia e educação para pessoas trans

Milhares de pessoas marcham em CDMX para exigir o fim da discriminação e da violência letal.

Demandas e resistência no Zócalo

Nem a chuva, nem o vento, nem a Fan fest da Copa do Mundo detiveram a multidão. A Marcha do Orgulho, em sua 48ª edição, chegou ao Zócalo da capital com uma demanda clara: garantir saúde, moradia e educação para pessoas trans.

Centenas de milhares de pessoas celebraram a sua identidade, mas também levantaram a voz por aqueles que já não estão aqui. O protesto reiterou a urgência de erradicar a discriminação, o estigma e os crimes de ódio contra a comunidade LGBTTTIQ+.

A partir das 9h de sábado, 28 de junho, grupos de familiares de pessoas desaparecidas, organizações de apoio a mulheres trans, pessoas LGBT com deficiência, profissionais do sexo e pacientes com HIV saíram às ruas. Exigiam segurança e atenção a estas populações, e gritavam entre bandeiras multicoloridas:

“É uma marcha, não é um negócio. Empresas com histórico homofóbico estão divulgando um movimento histórico.”

Os discursos denunciaram a exclusão da diversidade sexual dos programas sociais. Eles exigiram que o governo e as empresas não se apropriassem da luta. “Esta marcha não pertence àqueles que lucram com as nossas identidades”, afirmaram.

Pessoas de várias gerações e estados caminharam de mãos dadas. As mães acompanhavam orgulhosamente os seus filhos gays e lésbicas. Em 2026, muitos jovens LGBT ainda enfrentam rejeição familiar.

Os grupos de busca exigiram o reconhecimento da família social – amigos que procuram pelas pessoas desaparecidas. O Contingente Contra Desaparecimentos LGBTTTIQ+ apontado em frente à Glorieta de Las y Los Desaparecidos:

“Exigimos que o Estado harmonize a Lei Geral das Vítimas para reconhecer plenamente a família social.”

Ativistas trans e não binários pediram o fim da criminalização da manifestação que realizam no Ministério do Interior há 10 dias. Eram o único grupo monitorizado por centenas de polícias, apesar dos seus protestos pacíficos. Eles declararam:

“Eles nos julgam pela nossa orientação sexual, não pelo ser humano que somos. Isso tornou nossas vidas impossíveis.”

Participaram pessoas com deficiência, pacientes com VIH, vítimas de ódio e de discriminação no local de trabalho. A marcha percorreu avenidas emblemáticas até ao Zócalo, onde houve microfones abertos e horas de alegria. No final, um slogan uniu todos: acabar com os crimes de ódio e os transfeminicídios.

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México e EUA inauguram fábrica binacional de moscas estéreis em Chiapas

A cooperação entre o México e os Estados Unidos produz resultados: 100 milhões de moscas estéreis semanalmente para proteger o gado.

A Presidente Claudia Sheinbaum inaugurou a Planta de Produção de Moscas Bicheira Estéril de Gado (GBG) em Metapa de Domínguez, Chiapas. É uma instalação binacional que produzirá 100 milhões de insetos por semana para controlar a praga que afeta a pecuária.

Cooperação que compensa

O presidente destacou que este projeto é resultado de um trabalho conjunto entre o México e os Estados Unidos. O governo dos EUA forneceu a maior parte dos recursos, bem como conhecimentos técnicos. Sheinbaum agradeceu ao presidente Trump e à secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins.

“Esta planta representa a convicção de que a cooperação para o desenvolvimento produz resultados. Doenças animais, pragas e desafios de segurança alimentar não conhecem fronteiras”, disse Sheinbaum.

Rollins considerou a inauguração uma grande conquista e reconheceu Sheinbaum como um aliado extraordinário.

O embaixador dos Estados Unidos no México, Ronald Johnson, anunciou um investimento adicional de 83,8 milhões de dólares para fortalecer o controle de pragas e aumentar a produção de moscas estéreis no México.

Detalhes da operação

A construção da usina durou 12 meses. No âmbito da estratégia de contenção, foram inspecionadas 5,3 milhões de cabeças de gado, verificadas mais de 84 mil remessas e libertadas 7 mil milhões de moscas estéreis. Participaram 2 mil especialistas, mais de 400 mil plantadores e 4 mil técnicos do programa Sembrando Vida. Foram instaladas 578 mil armadilhas artesanais, com as quais foram capturadas mais de 13 milhões de moscas.

Sheinbaum encerrou com uma mensagem: “A cooperação entre países soberanos será sempre mais poderosa do que o confronto quando se trata de proteger o bem-estar do nosso povo”.

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Um ano após descoberta em crematório, famílias marcham por justiça

Um ano após a descoberta de 386 corpos, as famílias exigem justiça e o fim da corrupção.

Marcha pela justiça um ano depois

Na tarde de sábado, grupos de famílias afetadas pelo caso do crematório Plenitude manifestaram-se. A descoberta de 386 corpos completa um ano, e a demanda dos enlutados atende.

O protesto começou na funerária Latinoamericana, uma das identificadas por familiares. De lá, os manifestantes caminharam em direção à Procuradoria-Geral da República (FGE).

Dora Elena Delgado, porta-voz do coletivo Justicia para Nuestros Deudos, informou que pelo menos 1.500 famílias foram afetadas. A exigência central: fim da impunidade, fim da corrupção e justiça plena.

Ações pendentes da autoridade

Os manifestantes carregavam cobertores com mensagens de justiça. Eles exigem ações contra os funcionários da Coespris envolvidos no caso, bem como a recaptura de José Luis A. C., proprietário do crematório. Ele foi libertado por um juiz federal e espera-se que um cartão vermelho da Interpol o prenda novamente.

Até ao momento, dos 386 corpos encontrados, a FGE informa que restam 135 por identificar. O processo de identificação continua.

O coletivo Memória, Dignidade e Justiça juntou-se à mobilização. Colocaram um memorial permanente em forma de cruz no exterior do Ministério Público, como lembrança das vítimas.

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