A Procuradoria-Geral da República (FGR) deteve Gilda Susana Lozoya, irmã do ex-diretor da Pemex, Emilio Lozoya Austin, no Aeroporto Internacional Benito Juárez, na Cidade do México. A captura ocorreu no cumprimento de mandado de prisão de 2020 por suposta participação em esquema de lavagem de dinheiro vinculado à compra da fábrica de Agronitrogenados.
Detalhes do caso
Participaram da operação elementos da Agência de Investigação Criminal (AIC), da Secretaria de Segurança e Proteção ao Cidadão (SSPC) e da Secretaria da Marinha (SEMAR). Segundo a FGR, Gilda Susana teria sido beneficiária de recursos relativos à aquisição da central, que a Pemex adquiriu em 2014 com prémio e que, no momento da compra, possuía equipamentos obsoletos e que não funcionava há anos.
O detido foi apresentado à juíza de controle da Penitenciária Norte, Nora Ileana García Peralta, eleita por voto popular. Durante a audiência inicial, quando questionada se aceitava ser representada pelos advogados Alejandro Rojas Pruneda e Ana Lilia Sánchez Villalobos, respondeu:
“Sim, aceito”
O advogado Rojas Pruneda solicitou um recesso de duas horas para revisar preliminarmente as 70 mil páginas da denúncia entregue pela FGR. O processo será retomado às 17:00, altura em que os procuradores deverão acusar formalmente Gilda Susana de operações com recursos de origem ilícita e solicitar a prisão preventiva informal.
O caso se soma ao processo judicial enfrentado por seu irmão Emilio Lozoya, que está em prisão domiciliar por supostos atos de corrupção relacionados à Odebrecht e à compra da Agronitrogenados.




