Tesouro obriga seguradoras a pagar dívidas fiscais pendentes

Uma modificação de última hora redefine as regras fiscais de compensação, gerando um intenso debate político.

A reviravolta fiscal inesperada que ninguém esperava (ou sim, mas eles fingiram insanidade)

Numa reviravolta digna de uma novela de complicações burocráticas, a Secretaria de Finanças e Crédito Público (SHCP) subiu ao palco para anunciar, com a solenidade de quem descobre água quente, que as seguradoras são, atenção, obrigadas a pagar o que devem. Sim, você leu certo. Acontece que precisamos de uma lei, de um debate parlamentar e provavelmente de vários cafés caros para lembrar a estas empresas que cumprir o erário não é uma opção, mas, bem, uma obrigação. A revelação, que chocou a todos e a todos, faz parte das modificações aprovadas pelo Plenário da Câmara dos Deputados, porque aparentemente o conceito de “pagamento de impostos” precisava de esclarecimentos urgentes para o exercício fiscal de 2025.

Segundo o comunicado oficial, todo este circo legislativo tem um propósito nobre: o correto cumprimento das obrigações fiscais. Que ideia revolucionária! Mas a ambição não para por aí. Procuram também estabelecer equidade e um “piso nivelado” no pagamento das contribuições. Porque, claro, no mundo dos seguros, um “piso uniforme” é exatamente o que se espera depois de um acidente, certo? O SHCP, num acesso de lirismo jurídico, também garante que tudo isto é para proporcionar segurança jurídica aos contribuintes. Pergunta-se: será que esta certeza inclui saber que as leis fiscais podem mudar com uma moção de última hora?

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A arte de legislar contra o relógio e a magia do IVA não creditável

E é aqui que o roteiro fica realmente interessante. No meio da discussão do Pacote Económico para 2026 – porque planear o futuro é para pessoas medíocres – os nossos esforçados deputados introduziram uma pérola de clareza. Esclarece-se, com a delicadeza de uma marreta, que para efeitos do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), o imposto transferido pela aquisição de bens ou serviços não é creditável quando estes se destinam apenas a compensar o segurado. Em termos cristãos: se uma seguradora lhe paga pelo seu acidente de carro, esse IVA não é útil para deduzir dos seus próprios impostos. Uma medida que sem dúvida fará os contadores de seguros chorarem em suas mesas, enquanto o fiscal esfrega as mãos com um sorriso travesso.

O mais delicioso deste bolo legislativo é a forma como foi preparado. A mudança foi apresentada na última sexta-feira como matéria reservada, de última hora, durante a discussão particular do parecer da Lei de Renda da Federação para 2026. Porque que melhor maneira de garantir transparência e análise minuciosa do que introduzir uma modificação crucial na corrida, quando todos estão pensando em voltar para casa? Foi o deputado Morena, Ricardo Monreal, quem teve a honra de apresentar esta joia da engenharia fiscal expressa na plataforma, recebendo o apoio incondicional do Partido Trabalhista e do Ecologista Verde. É de se perguntar se “trabalho” e “ecologia” incluem eficiência na arrecadação e redução de benefícios fiscais.

É claro que toda boa obra precisa de seus vilões, ou pelo menos de seu contrapeso dramático. No canto da oposição, o PAN, o PRI e o Movimento Ciudadano rejeitaram a proposta. Talvez porque prefiram o método clássico de discutir as coisas antes de votá-las, ou talvez porque simplesmente não gostaram da cor da tinta do documento. A política, como sabemos, é uma questão de detalhes.

Em suma, estamos diante de uma lição magistral sobre como as regulamentações tributárias são tecidas neste país: com pressa, surpresas e uma boa dose de ironia. Enquanto as seguradoras apertam os cintos para pagar as dívidas correspondentes, o cidadão comum pode contemplar, meio perplexo e entretido, o espetáculo de como se constrói a segurança jurídica que merecemos, tijolo por tijolo e às vezes com o golpe de um martelo. Porque no grande teatro da Fazenda Pública o espetáculo deve continuar, mesmo que os atores mudem o roteiro à medida que avançam.

Você está intrigado em saber como essas decisões afetam o preço de sua apólice de seguro?Compartilhe esta análise contundente em suas redes sociais e faça seus contatos pensarem também sobre curiosas prioridades legislativas.Explore mais conteúdo sobre as reviravoltas da economia nacional em nossa seção de finanças.

Deputado do PRI propõe ampliar licença paternidade para 15 dias

Iniciativa busca equalizar os direitos dos pais e promover a corresponsabilidade familiar.

O deputado do PRI, Emilio Suárez Licona, apresentou uma iniciativa para ampliar a licença-paternidade de cinco para 15 dias de trabalho remunerado. A reforma propõe modificar o artigo 132 da Lei Federal do Trabalho.

A proposta estabelece que os empregadores devem conceder licença paternidade para o nascimento ou adoção de filho. O objetivo é fortalecer a participação dos pais nos cuidados familiares.

“A legislação atual cria desigualdade ao conceder apenas cinco dias de licença aos pais, enquanto as mães têm 84 dias de licença maternidade”, disse o legislador.

Suárez Licona afirmou que a iniciativa busca garantir mais tempo para o cuidado integral e o desenvolvimento das famílias. Lembrou que o Supremo Tribunal de Justiça da Nação estabeleceu critérios para avançar na aprovação da licença parental sob o princípio do superior interesse da criança.

A deputada destacou que países como Espanha, Suécia e Noruega ampliaram os direitos de paternidade com modelos de maior igualdade familiar. No México, a utilização destas licenças continua limitada, pelo que a reforma visa promover uma maior participação dos pais.

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Ariadna Montiel responde a Maru Campos: “Ele não tem autoridade moral”

Morena e o governador de Chihuahua entram em conflito por causa de acusações de interferência estrangeira e ligações com o crime.

A líder nacional do Morena, Ariadna Montiel Reyes, respondeu às críticas da governadora de Chihuahua, María Eugenia Campos Galván, que acusou o partido no poder de usar o caso da Baixa Califórnia para limpar a sua imagem. O conflito aumentou após a transmissão de áudios sobre a governadora da Baixa Califórnia, Marina del Pilar Ávila Olmeda, e sua possível ligação com agentes do FBI.

Sinais cruzados

Campos Galván publicou um vídeo nas redes sociais onde afirmava que o Palácio Nacional tentou envolver Chihuahua para desviar as atenções. Ele exigiu que o governo federal “quebrasse o pacto com o crime” e disse que a defesa da pátria deve estar acima dos interesses partidários.

Em resposta, Montiel garantiu que Campos “não tem autoridade moral” para falar em soberania. Acusou-a de ter permitido a intervenção de agências estrangeiras na segurança durante a sua administração, mencionando operações conjuntas com autoridades dos EUA em Chihuahua.

Tensão entre as partes

O líder morenista sustentou que o governador não deveria dar aulas sobre segurança nacional. A troca ocorre num contexto de disputas entre o Morena e os governos estaduais da oposição sobre questões de segurança e ligações com forças estrangeiras. Até o momento, não há declarações oficiais adicionais.

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Marx Arriaga vende ativos por falta de pagamento do SEP

Ex-diretor denuncia dívida de seis meses por liquidação.

Marx Arriaga Navarro, ex-diretor geral de Materiais Educacionais do Ministério da Educação Pública (SEP), denunciou que o órgão não pagou suas verbas rescisórias desde sua saída, ocorrida há mais de seis meses.

Através de mensagens na rede social X, o ex-funcionário garantiu que a falta de recursos o obrigou a vender parte de seus bens para cobrir compromissos financeiros. Entre os bens que disse estar leiloando estavam ferramentas de trabalho e uma casa em Ciudad Juárez, Chihuahua.

Arriaga indicou que prefere se desfazer de suas propriedades antes que os bancos as recuperem por dívidas acumuladas. A situação financeira, afirmou, deve-se directamente ao facto de o SEP não lhe ter dado a correspondente compensação.

O ex-diretor foi uma figura chave na política educacional do governo de Andrés Manuel López Obrador. Participou da reformulação dos Livros Didáticos Gratuitos e da implantação de materiais vinculados à Escola Novo Mexicana.

Sua saída do SEP ocorreu no início deste ano, após divergências administrativas com autoridades educacionais. Até o momento, a agência não emitiu uma posição pública sobre essas alegações.

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