Cresce pressão sobre a FIFA devido ao calor na Copa do Mundo de 2026
O internacional norueguês Morten Thorsby, que provavelmente disputará sua primeira Copa do Mundo pela Noruega desde 1998, juntou-se a um grupo de jogadores de futebol ativos e aposentados que apoiam uma carta aberta à FIFA. A carta, apresentada pelo New Weather Institute, solicita medidas mais rigorosas contra o estresse térmico durante a Copa do Mundo, que será organizada pelos Estados Unidos, Canadá e México a partir de 11 de junho.
“Compartilhamos as preocupações levantadas pelos profissionais médicos e apoiamos sua exigência de que a FIFA atualize sua estrutura sobre estresse térmico antes da Copa do Mundo”, afirma a carta.
Thorsby fundou o movimento “We Play Green” em 2020, que incentiva os jogadores de futebol a se envolverem nas questões ambientais. Embora dezenas de jogadores assinem a carta, nenhum deles comparecerá ao torneio, exceto Thorsby, que seria convocado pela Noruega.
Medidas solicitadas e evidências científicas
Especialistas em saúde alertaram para “níveis preocupantes de estresse térmico”. Eles disseram na carta que as atuais diretrizes da FIFA “são inadequadas e colocam os jogadores em risco de lesões causadas pelo calor”. Suas propostas incluem pausas para resfriamento de seis minutos durante os jogos e vestiários equipados para resfriamento intensivo antes do jogo e no intervalo.
Pesquisas anteriores indicam que 14 das 16 cidades-sede sofrerão calor extremo. As temperaturas do globo e do bulbo úmido – que consideram a umidade, o vento e a radiação solar – podem exceder 32°C à tarde em Monterrey, no México. Miami, por sua vez, foi destacada pela umidade particularmente elevada.
A FIFA já possui um Grupo de Trabalho para Mitigação de Doenças causadas pelo Calor e implementou intervalos de hidratação de três minutos no meio de cada tempo, bem como bancos climatizados para funcionários e substitutos. A organização garante que as condições meteorológicas foram consideradas na elaboração do calendário. No entanto, os signatários insistem que são necessárias medidas mais robustas para proteger os protagonistas do torneio.




