Impacto das temperaturas extremas na saúde no México
O Relatório Semanal sobre Danos à Saúde Devido a Temperaturas Naturais Extremas, emitido pelo Sistema de Vigilância Epidemiológica, confirma que a temporada de calor de 2025 causou pelo menos 13 mortes e 681 problemas de saúde no território mexicano. Os dados correspondem à semana epidemiológica 22, onde foram registados 98 novos casos e um óbito adicional, elevando a letalidade acumulada para 1,90%.
Estados críticos e diagnósticos predominantes
Veracruz e Tabasco lideram as estatísticas com 4 e 3 mortes respectivamente, seguidas por Chiapas, Michoacán, Morelos, Nuevo León, San Luis Potosí e Sonora com um caso cada. Todas as mortes são atribuídas à insolação, uma condição médica grave que ocorre quando o corpo excede os 40°C e perde a capacidade de autorregular a sua temperatura.
Entre as 681 pessoas afetadas, a Direção Geral de Epidemiologia identificou três patologias principais:
- 413 casos de insolação
- 245 episódios de desidratação grave
- 23 pacientes com queimaduras na pele
Tabasco concentra o maior volume de incidentes (90), com 76 insolações e 12 desidratações. Veracruz relata 69 pessoas afetadas, onde 88% (61 casos) correspondem a insolação. Jalisco completa o pódio com 67 registros, com destaque para 46 casos de desidratação.
Análise territorial e fatores de risco
A distribuição geográfica mostra que 10 estados acumulam 65% do total de casos. Seguindo os três primeiros estão Nuevo León (55), Chiapas (43), Tamaulipas (39), Sonora (38), Aguascalientes (37), Morelos (34) e Yucatán (33). Essa concentração coincide com regiões onde foram registradas temperaturas acima de 45°C combinadas com alta umidade, um coquetel perigoso que acelera o estresse térmico.
Os especialistas em clima associam esta crise ao fenómeno El Niño 2024-2025, que intensificou padrões de calor extremos. De acordo com modelos do Serviço Meteorológico Nacional, as temperaturas podem aumentar entre 1,5°C e 2°C acima da média histórica durante julho e agosto.
Principais recomendações: as autoridades de saúde insistem em:
- Evite exposição solar entre 11h e 16h
- Consuma pelo menos 2 litros de água diariamente
- Use roupas leves e protetor solar FPS 50+
- Reconheça os primeiros sintomas (tonturas, cólicas, taquicardia)
Este cenário destaca a urgência de políticas públicas adaptativas face às alterações climáticas, particularmente em áreas urbanas com ilhas de calor. A Organização Pan-Americana da Saúde projeta que os eventos de calor extremo poderão dobrar de frequência até 2030.
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