A Copa continua: FIFA confirma que a Copa do Mundo de 2026 não será adiada
Heimo Schirgi, diretor de operações do torneio, deixou isso claro em Dallas. Com a sombra do conflito entre os Estados Unidos, Israel e o Irão pairando sobre o acontecimento, a sua mensagem foi direta: este acontecimento é imenso e continuará.
“A Copa do Mundo é muito grande e esperamos que todos que se classificaram possam participar”, declarou Schirgi.
Seu tom era de confiança cautelosa. Ele admitiu que acompanham a situação “dia a dia” com os parceiros, mas sem pânico. O objetivo é que as 48 seleções, incluindo o Irã – país proibido de viajar pelo governo dos EUA – estejam na linha de partida.
Um torneio para unir o mundo (e vender ingressos caros)
Schirgi aproveitou para falar sobre o espírito do evento. Ele vê isso como uma grande oportunidade para reunir todos num momento de divisão global. Ele lembrou o poder unificador visto no Catar e na Rússia.
Mas ele também teve que abordar uma questão espinhosa: os preços estratosféricos dos ingressos. Ingressos de até US$ 8.680 geraram fortes críticas.
Ele explicou a polêmica janela extra de 48 horas para venda como uma tentativa de dar opções aos torcedores que inicialmente não conseguiram sua categoria preferida. Basicamente, oferecer um ingresso mais caro caso o mais barato esteja esgotado.
Após a comoção, a FIFA anunciou uma medida paliativa em dezembro: venderia algumas centenas de ingressos a US$ 60 por jogo para as federações nacionais, para seus torcedores mais fiéis.
A mensagem final é de determinação. Aconteça o que acontecer no cenário mundial, os estádios dos EUA, México e Canadá estão prontos para acender as luzes. A bola vai rolar.




