Uma perda que dói
Um trabalhador da Petróleos Mexicanos não sobreviveu ao incêndio que eclodiu esta semana na refinaria de Santa Cruz, em Oaxaca. A empresa confirmou que o funcionário faleceu durante transferência para um hospital especializado na Cidade do México. As queimaduras foram muito graves.
O que sabemos
O incidente ocorreu na noite de segunda-feira na torre de resfriamento da Usina Hydros 2. O incêndio começou sem aviso prévio e, embora as equipas de emergência tenham conseguido controlá-lo horas depois, o número de vítimas é devastador: um morto e mais cinco feridos que lutam pelas suas vidas.
Não há aqui vilões de cinema, apenas uma dolorosa realidade: a segurança em instalações estratégicas continua a ser um calcanhar de Aquiles. Cada vez que algo assim acontece, me pergunto se foram feitas as verificações necessárias, se alguém percebeu o perigo chegando. Meu pai dizia que a política se faz sentir quando o básico falha. E hoje, em Oaxaca, falhou.
“O trabalhador morreu enquanto era transferido para um hospital na Cidade do México para receber atendimento médico especializado”, informou a Pemex em um breve comunicado.
O que está por vir
Enquanto as famílias aguardam respostas, os governos estadual e federal terão que explicar como isso foi permitido acontecer. Não é um jogo de culpas, é exigir que não se repita. Porque no fundo cada vida perdida numa refinaria não é apenas uma estatística: é um pai, um filho, um amigo que não volta para casa.




