Ernestina Godoy participa de seu primeiro evento público como procuradora-geral

A nova chefe da FGR participa no seu primeiro ato oficial, numa sessão chave onde será definida uma estratégia nacional contra uma criminalidade crescente.

A Apresentação Oficial do Novo Procurador-Geral num Contexto de Segurança Nacional

Em um ato de alto significado institucional, Ernestina Godoy Ramos fez sua primeira aparição pública na qualidade de Procuradora-Geral da República (FGR). O cenário foi a 52ª Sessão Ordinária do Conselho Nacional de Segurança Pública, realizada no Palácio Nacional e presidida pela presidente Claudia Sheinbaum Pardo. Esta reunião, que reuniu todos os governadores do país, marca o início operacional do mandato de Godoy, que tomou posse em 3 de dezembro após sua ratificação pelo Senado da República, sucedendo a Alejandro Gertz Manero.

A presença do novo chefe do Ministério Público federal neste fórum não é circunstancial. O Conselho representa o órgão máximo de coordenação em matéria de segurança pública, o que sublinha a expectativa sobre o papel que a FGR desempenhará sob a sua direção. A sessão contou com a presença de membros importantes do gabinete de segurança, incluindo a Secretária do Interior, Rosa Icela Rodríguez Velázquez; ao secretário de Segurança e Proteção ao Cidadão, Omar García Harfuch; ao chefe da Secretaria de Defesa Nacional, General Ricardo Trevilla Trejo; e o Almirante Raymundo Pedro Morales Ángeles, Secretário da Marinha.

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A Luta contra a Extorsão: Eixo Central da Estratégia de Segurança

A análise do contexto revela que a reunião transcendeu o protocolo para abordar um desafio criminológico específico. Anteriormente, durante o relatório mensal do seu gabinete de segurança, a Presidente Sheinbaum tinha identificado a extorsão como o crime que mais cresce no país. Em suas declarações, a presidente apresentou uma estratégia em duas fases: a aplicação de uma reforma jurídica que permita que este crime seja processado ex officio (sem a necessidade de denúncia prévia da vítima, um obstáculo histórico) e a harmonização urgente desta legislação em todos os códigos penais estaduais.

Essa abordagem coloca a nova promotora Godoy diante de um de seus primeiros e mais complexos testes de coordenação interinstitucional. A eficácia da persecução penal ex officio depende de uma perfeita sinergia operacional e regulatória entre a FGR, os Ministérios Públicos e as forças de segurança. A sessão com lideranças estaduais buscou, justamente, gerar um consenso para padronizar tipos criminais e protocolos de atuação, criando uma frente unificada contra um crime que, por sua natureza, tende a se espalhar em ambientes de falta de coordenação.

A ratificação de Godoy pelo Senado e sua imediata imersão no planejamento da política criminal nacional indicam uma transição destinada a manter a continuidade nas prioridades de segurança. A sua participação neste conselho não é meramente simbólica; Constitui a integração formal da mais alta autoridade investigativa do país no núcleo onde estão delineadas as diretrizes da política de segurança pública. O sucesso da estratégia anunciada contra a extorsão dependerá, em grande medida, da capacidade do novo procurador de traduzir estes acordos políticos em ações investigativas eficazes e numa coordenação processual ágil com os seus homólogos estatais.

O rigor analítico obriga-nos a observar que o combate à extorsão requer não só quadros jurídicos robustos, mas também uma profunda transformação nos métodos de inteligência financeira e de protecção das vítimas. A capacidade dissuasora dos novos regulamentos estará sujeita à atribuição de recursos suficientes e à implementação de tecnologias para rastrear as comunicações e os fluxos de dinheiro associados a este flagelo. A gestão de Ernestina Godoy começará, portanto, sob o escrutínio de sua capacidade de operacionalizar uma política de Estado num terreno minado pela complexidade e pela urgência social.

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Operador financeiro de Los Chapitos capturado em Mazatlán

Golpe nas finanças de Los Chapitos: seu operador em Mazatlán é capturado.

Detenção em Mazatlán

O Gabinete de Segurança informou sobre a prisão de Ricardo ‘N’, vulgo ‘El Tío’, suposto operador financeiro e líder de uma célula criminosa ligada a Los Chapitos. A prisão ocorreu em Mazatlán, Sinaloa.

Na operação, realizada de forma coordenada pela Secretaria da Marinha, pela Secretaria de Segurança e Proteção ao Cidadão, pela Procuradoria-Geral da República e pelo Centro Nacional de Inteligência, outras cinco pessoas foram presas.

As autoridades apreenderam armas de fogo, carregadores, cartuchos, drogas e veículos. A informação foi divulgada nas contas oficiais da agência.

O Gabinete de Segurança reiterou o seu compromisso de continuar a trabalhar em conjunto para enfraquecer as estruturas criminosas e deter os responsáveis ​​pela violência.

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Reabertura das fronteiras à pecuária mexicana após 14 meses de bloqueio

14 meses sem vender para os EUA deixaram prejuízo de 592 milhões de dólares.

Fim do bloqueio ao gado vivo

Após 14 meses sem conseguir exportar gado vivo para os Estados Unidos, os produtores mexicanos se preparam para retomar as vendas. A reabertura gradual terá início no dia 24 de agosto. Durante o bloqueio – de maio de 2025 a julho de 2026 – foram impedidas de embarcar 1,974 milhão de cabeças de gado.

Segundo o Grupo de Consultoria ao Mercado Agrícola (GCMA), a oportunidade perdida representou 592 milhões de dólares. Os exportadores tiveram que vender no México por 900 dólares per capita, em comparação com os 1.200 que teriam obtido no mercado dos EUA.

O prejuízo poderia ter sido maior graças ao aumento das exportações de carne bovina. Entre janeiro e junho de 2026, foram vendidos aos EUA 1.618 milhões de dólares deste produto, embora o valor seja inferior ao gerado anteriormente com gado vivo.

Efeitos nos Estados Unidos

A escassez de gado mexicano atingiu os confinamentos americanos. A produção de carne caiu 731 mil toneladas. Os preços dispararam: a carne moída custa cerca de US$ 7 o quilo; o lombo ultrapassa os 14 dólares.

O bloqueio foi por causa da bicheira do gado. O Conselho Mexicano de Carnes (Comecarne) comemorou a reabertura e destacou que fortalece a cadeia de valor entre os dois países.

O Conselho Nacional de Agricultura (CNA) reconheceu que, apesar dos recursos limitados, o Ministério da Agricultura e Senasica implementaram medidas de vigilância e controlo do verme. Observou que a colaboração com as autoridades sanitárias dos EUA permitiu um Plano de Acção conjunto baseado em critérios técnicos.

Principais avanços: criadouro de moscas estéreis no sul do país, que acelerará a erradicação da bicheira, segundo a CNA.

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Sheinbaum defende autodeterminação na Nicarágua

Sheinbaum defende autodeterminação na Nicarágua, mas descarta medida semelhante no México

Posição de Sheinbaum em relação ao cancelamento das eleições na Nicarágua

A presidente Claudia Sheinbaum foi questionada sobre a decisão do governo de Daniel Ortega de cancelar as eleições na Nicarágua, medida que visa impedir a tomada do poder pela oposição.

O presidente mexicano evitou fazer críticas diretas e optou por defender o princípio da não intervenção:

“É a autodeterminação do povo, o que o povo da Nicarágua decide, e sempre concordamos com a democracia, em todos os seus termos.”

Sheinbaum também respondeu se aprovaria uma medida semelhante no México. Sua resposta foi clara:

“Não, aqui há até revogação do mandato. Democracia, democracia, democracia. Cada país decide, cada povo decide. Somos a favor da democracia, mas cada país decide como ela é organizada.”

A posição presidencial reflete a tradição mexicana de respeitar a soberania de outras nações, embora neste caso o cancelamento das eleições tenha sido condenado por organizações internacionais como a OEA e a ONU. Sheinbaum, porém, não aderiu a essas críticas e evitou descrever a ação de Ortega como um retrocesso democrático.

Os analistas salientam que a resposta procura manter relações cordiais com o regime nicaragüense, aliado histórico da esquerda mexicana. O Itamaraty não emitiu uma posição oficial além da que o presidente disse.

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