O CJNG controla o tráfico de mercúrio para mineração ilegal na América do Sul

O CJNG diversifica as suas operações com um negócio tóxico que impacta três países e gera milhares de milhões.

Expansão criminosa do CJNG em direção ao mercúrio mexicano

O Cartel da Nova Geração de Jalisco (CJNG), listado como uma das organizações criminosas mais perigosas do México, diversificou as suas operações ilícitas para além do tráfico de drogas. De acordo com um relatório recente da Agência de Intervenção Ambiental dos Estados Unidos (EIA), o grupo controla agora um negócio lucrativo: o contrabando de mercúrio destinado à mineração ilegal de ouro na Bolívia, no Peru e na Colômbia. Entre 2019 e 2025, esta atividade teria gerado aproximadamente 8.000 milhões de dólares, segundo estimativas oficiais.

Querétaro: epicentro do fluxo ilegal

O relatório identifica Querétaro como a origem de um dos maiores carregamentos clandestinos documentados, com 200 toneladas extraídas de minas locais como Cristo Vive e La Peña entre 2019 e 2025. Estas instalações são fortemente vigiadas com infraestrutura militarizada: torres de vigilância, cercas de arame farpado e guardas armados. A produção média anual (40 toneladas) atende à demanda dos garimpeiros artesanais da América do Sul, onde o mercúrio é utilizado para isolar partículas de ouro por meio de processos altamente poluentes.

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Impacto ambiental e econômico

A técnica de amálgama de mercúrio utilizada na mineração em pequena escala é responsável por 40% das emissões globais deste metal pesado, segundo dados da EIA. A combustão para separar o ouro vaporiza o mercúrio, contaminando o ar, a água e o solo. Além disso, o aumento dos preços do ouro (que ultrapassou os 2.000 dólares por onça em 2023) encorajou uma “febre do mercúrio” na região, com pagamentos de até 330 dólares por quilograma, de acordo com testemunhos de trabalhadores locais.

Mudança no panorama geopolítico

Julia Yansura, especialista da coalizão FACT, destacou a relevância da descoberta: “Anteriormente, o fornecimento era atribuído à Rússia ou à China. A ligação com o México redefine as rotas do crime ambiental.” Historicamente, a Bolívia atuou como distribuidor regional, mas novas evidências apontam para a CJNG como ator principal. Esta mudança sublinha a adaptabilidade das redes criminosas às flutuações nos mercados legais e ilegais.

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INEHRM torna-se centro de investigação e ensino

O INEHRM é transformado em centro de pesquisa e ensino sob a nova secretaria.

Transformação do INEHRM

A presidente Claudia Sheinbaum assinou o decreto que transfere o Instituto Nacional de Estudos Históricos das Revoluções do México (INEHRM) para a Secretaria de Ciência, Humanidades, Tecnologia e Inovação (SECIHTI). O instituto passa a ser um órgão público descentralizado com foco acadêmico.

Rosaura Ruiz Gutiérrez, chefe da SECIHTI, explicou que o novo esquema irá formar especialistas em história para fortalecer as capacidades nacionais em ciências sociais e humanas.

Felipe Arturo Ávila Espinosa, diretor do INEHRM, explicou que os planos de estudos vincularão o conhecimento histórico aos problemas sociais, econômicos, políticos e culturais do país, e atenderão às necessidades da Administração Pública Federal.

Oferta educacional híbrida

A oferta incluirá licenciaturas em História, Ciências Sociais e Humanas, e Administração Pública e Bom Governo. Na pós-graduação, serão acrescentados mestrados em Humanismo Mexicano, Estudos de Gênero e Feminismo e Movimentos Sociais e Resgate da Memória Histórica. Haverá também especialidades em Comunicação Política e Ensino de História.

Os graduados cobrirão temas como agrarianismo, saúde, migração, inteligência artificial, violência e direitos humanos.

Sede e chamada

A nova sede ficará na Rua Guatemala 80, Centro Histórico da Cidade do México. O primeiro edital será lançado em julho e as aulas terão início em setembro.

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Ministério Público concede medidas de proteção a vítima de violência familiar

A Promotoria de Morelos emitiu medidas de proteção após denúncia de violência familiar contra o ex-diretor da Pemex.

A Procuradoria Geral de Morelos ativou medidas de proteção a favor de Felicia Jiménez Lavie, que apresentou queixa por violência familiar contra seu marido, Víctor Rodríguez Padilla, ex-diretor da Pemex. A informação foi relatada pelo promotor Fernando Blumenkron Escobar.

As medidas, explicou o responsável, estarão disponíveis quando a vítima as exigir. A denúncia foi apresentada na Cidade do México e a Secretaria da Mulher do Governo do México acompanha diretamente o caso.

Investigação em andamento

Até agora, Jiménez Lavie não se dirigiu ao Ministério Público local para contribuir com mais elementos para a pasta da investigação. A ação foi iniciada ex officio na última sexta-feira, 26 de junho, após a divulgação de um vídeo com imagens de agressões contra a mulher.

Blumenkron garantiu que o portfólio continua sua integração. “O processo não parou e vamos continuar a garantir justiça à vítima”, afirmou. Além disso, indicou que há articulação com a Secretaria da Mulher e o Ministério Público da capital, na rota de atendimento às vítimas de violência familiar.

Dentre as ações realizadas, a Promotoria de Morelos busca localizar o endereço onde ocorreu a agressão física, para realizar laudos periciais de acordo com as imagens do vídeo veiculado pela própria vítima.

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Trump não estende T-MEC: México enfrenta revisão anual

EUA rejeitam extensão automática do T-MEC; a validade é reduzida para 10 anos com revisão anual.

Rejeição de extensão automática

Os Estados Unidos decidiram não renovar automaticamente o Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá (T-MEC) por 16 anos. Isto reduz a sua validade para uma década com uma revisão anual. A medida gerou preocupação entre os legisladores mexicanos.

Ricardo Monreal, coordenador do Morena em San Lázaro, explicou que o tratado permanece em vigor por mais 10 anos, mas sujeito a avaliação a cada ano. Ele observou que os Estados Unidos apresentaram 54 observações, incluindo questões como a toninha-vaquita e a pirataria. O México, por sua vez, levantou 13 pontos, incluindo a cláusula 232 sobre tarifas.

“Só que será revisto ano após ano, mas o Tratado não está concluído, continua por mais 10 anos porque foi assim que foi assinado há seis anos”, declarou Monreal.

O legislador alertou que Donald Trump tem sido um crítico constante do USMCA e apelou à consideração dos benefícios que trouxe às três nações.

Reações da oposição

Héctor Saúl Téllez, vice-coordenador económico do PAN, considerou que a posição dos EUA demonstra falta de antecipação estratégica por parte do governo federal.

“A decisão dos EUA de não prorrogar automaticamente o USMCA por 16 anos na revisão de hoje não é o fim do tratado, mas revela uma falta de antecipação estratégica por parte do governo federal”, afirmou.

Téllez lembrou que o artigo 34.7 do acordo era conhecido desde 2018. Chegar a 1º de julho sem uma prorrogação limpa representa um risco que, segundo ele, deveria ter sido evitado.

A revisão anual permitirá ajustamentos, mas persiste a incerteza sobre o futuro do comércio regional. O México e o Canadá procurarão manter a estabilidade do acordo durante os próximos dez anos.

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