Lindas palavras e uma foto de grupo
Ronald Johnson, o embaixador americano, veio dizer o que todos esperam ouvir. Ele garante que eles trabalham juntos com o México para “deter o flagelo do fentanil”. Parece bom, certo? Principalmente na frente das câmeras.
“para parar o flagelo do fentanil e desmantelar as redes que envenenam as nossas comunidades”
A declaração surge após a visita de Sara Carter, a chamada “czar antidrogas” dos Estados Unidos. Ele veio, sentou-se com o Gabinete de Segurança Mexicano e eles tiraram uma foto. O motivo oficial: parabenizar pela operação que acabou com Nemesio Oseguera Cervantes, ‘El Mencho’, no último domingo em Jalisco.
A reunião ‘produtiva’ e os aplausos
Johnson descreveu a reunião no Palácio Nacional como “produtiva”. Segundo ele, foi para “promover a cooperação histórica” que Donald Trump e Claudia Sheinbaum começaram. Uma referência ao passado que mais parece um roteiro diplomático do que uma estratégia real.
O Gabinete de Política Nacional de Controlo de Drogas dos EUA (ONDCP) foi mais longe. Disseram que Carter e Johnson parabenizaram as autoridades mexicanas pelo ataque ao líder do Cartel da Nova Geração de Jalisco (CJNG). Eles chamaram isso de “operação bem-sucedida”.
Mas aí vem a parte interessante. Na sua declaração, o ONDCP referiu-se ao CJNG como uma “organização terrorista estrangeira”. Acusam-na de traficar substâncias ilegais para os EUA e, isto é fundamental, de “ameaçar a sua segurança nacional”.
É a mesma velha retórica. Um chefe cai, há felicitações mútuas e promessas renovadas contra um problema sistémico. Entretanto, as redes que “envenenam as comunidades” continuam a funcionar. A questão não é o que dizem, mas o que realmente farão depois dos aplausos.




