Operação em Culiacán: quando a realidade supera Narcos
Se você pensava que Los Chapitos só existia em memes e reportagens sensacionais, pense novamente. Nesta quarta-feira, as autoridades decidiram jogar sua própria temporada de Breaking Bad: Culiacán Edition, e o final foi tão dramático quanto você esperava. Quatro supostos membros da célula “Forças Especiais Pelucas” (sim, esse é o nome verdadeiro deles, não um roteiro descartado de O Senhor dos Céus) foram presos em duas incursões simultâneas. O saque? Um arsenal que faria John Wick corar.
A cena: perseguições, armas e coletes que não salvaram ninguém
No bairro Lomas del Magisterio, um veículo tentou escapar das tropas federais como se estivessem em Velozes e Furiosos: Deriva de Sinaloa, mas a realidade é que nem mesmo Dom Toretto teria salvado Luis Ernesto Beltrán (18) e seus dois companheiros adolescentes (17). Apreenderam três fuzis, dois coletes à prova de balas (que claramente não funcionaram como esperavam), 22 carregadores e, claro, o carro que não serviu para a fuga. Lição do dia? Se você vai ser um criminoso, pelo menos invista em um bom mecânico.
Enquanto isso, em outro ponto da cidade, Jesús Alfredo “Cebolla” Medina (27) descobriu que seu apelido não o tornava imune a prisões. Após uma perseguição digna de novela, ele foi atingido por um fuzil e três pentes. No total, os federais levaram 694 cartuchos, mais três coletes e dois veículos. Qual é, nem em Call of Duty você carrega tanto arsenal.
O Gabinete de Segurança, no seu comunicado oficial, mencionou que os detidos foram informados dos seus direitos constitucionais antes de serem entregues ao Ministério Público. Ou seja, o clássico “tudo o que você disser pode ser usado contra você”, mas numa versão narccomex.
O que esta operação nos deixa? Que no México o crime organizado continua a ser um negócio arriscado, mal planeado e, sobretudo, com péssimos condutores. Mas ei, pelo menos eles nos deram material para outro episódio de Narcos: México.
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