Eles prendem 11 supostos assassinos de aluguel de Los Chapitos em Culiacán

Justiça se veste de preto (e colete à prova de balas) em Culiacán com uma operação que mais parece elenco de filme de ação do que notícia.

Operação em Culiacán: quando a realidade supera o narcocorrido

Ah, Culiacán, a terra onde os narcocorridos se escrevem e as operações policiais têm mais elenco que um episódio de La Casa de Papel. Desta vez, as autoridades federais decidiram brincar de “Quem é quem?” mas com supostos assassinos, prendendo 11 figurantes de um filme de ação membros de uma célula de Los Chapitos, porque o que seria de Sinaloa sem sua dose diária de drama sobre drogas?

O elenco de luxo: menores, armas e coletes táticos

Entre os detidos estão três menores (porque o crime organizado também aposta no “futuro do país”, mesmo que seja um futuro com armas longas e placas sobrepostas). Jesús “Chuy” Espinoza (25 anos), Arturo Bon Zavala (22), Dulce Vanesa Ram (22) —sim, Dulce, porque a ironia é uma arte— e um adolescente de 17 anos foram os primeiros a ser “convidados” a testemunhar após uma busca no bairro Nueva Galaxia. Galáxia? Mais como um universo paralelo onde armas e equipamentos táticos são tão comuns quanto tacos de carne assada.

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As autoridades, num comunicado que mais parecia um roteiro de série policial, explicaram solenemente que “eles coletaram dados de testes” (tradução: eles espionaram até que os vizinhos se cansassem do barulho dos motores sem placas). O saque: rifles, carregadores, coletes e até veículos que, com certeza, não estavam segurados com Hugo.

Mas nem tudo era uma colônia da Nova Galáxia. Em outros dois atos desta tragicomédia, prenderam Gerardo Barrón (26) e dois adolescentes (17 e 14 anos), porque nada diz “juventude promissora” como um menino de 14 anos empunhando uma arma longa. E para o caso de não haver drama, também caíram César Jesús Castillo (19), Cristián Uriarte (21) e Geovanny Lozano (24), que viajavam em um carro com placas sobrepostas —o equivalente narco de “disfarçar-se de civil”—.

O final (feliz?)

As autoridades, orgulhosas do seu elenco multidisciplinar (exército, marinha, GN e até SSP estadual), garantiram que os detidos foram “colocados à disposição” do MP. Quer dizer, agora começa o verdadeiro show: alguém aposta quantos sairão antes do próximo capítulo?

Enquanto isso, em Sinaloa a vida continua: os narcocorridos se atualizam, os memes se tornam virais e a violência… bom, esse nunca tira férias.

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Debandada em comemoração no México: dois mortos

Duas pessoas morreram asfixiadas durante a debandada no Anjo da Independência após a vitória do México contra o Equador.

O caos estourou quando centenas de torcedores avançaram simultaneamente em direção à área do banheiro, enquanto outros tentavam sair do Anjo da Independência. O saldo: dois mortos e vários feridos.

Jesús Góngora, testemunha e trabalhador do banheiro portátil, contou o que aconteceu:

“Havia aproximadamente 200 pessoas, todas umas em cima das outras, todas umas em cima das outras! E o resto da multidão continuava pisando nelas.”

A debandada durou cerca de 40 minutos. Góngora ouviu gritos de crianças e mulheres pedindo ajuda. Uma jovem e um homem foram levados para um hospital, onde foi relatada a sua morte posterior.

“Desde que o México venceu, as pessoas enlouqueceram… eles se lançaram com tudo em direção aos banheiros e, como resultado, esmagaram as pessoas, houve muitos feridos.”

Segundo a testemunha, os primeiros paramédicos chegaram 45 minutos após o incidente. Por volta das 10h30 da noite, centenas de pessoas queriam sair do Anjo enquanto outras tentavam entrar, criando tumultos na rua Río Tíber. Na altura do rio Volga, foram registrados empurrões. Comerciantes e torcedores formaram uma corrente humana para conter a multidão.

O incidente destaca a falta de medidas de controle em reuniões de massa. As autoridades ainda não emitiram um relatório oficial detalhado.

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Claudia Sheinbaum: T-MEC não acaba, só se revisa

O presidente descartou o fim do tratado e explicou o processo de revisão anual.

Sheinbaum tira dúvidas sobre o T-MEC

A presidente Claudia Sheinbaum afirmou que o acordo comercial com os Estados Unidos e o Canadá continua em vigor. A revisão planejada não implica seu encerramento, disse ele.

“O México tem feito tudo da sua parte, sempre com os limites óbvios para garantir o desenvolvimento do nosso país, dos empregos e das empresas; sempre sem abrir mão de coisas que não podemos abrir mão, desde a soberania até outras medidas.”

Se os Estados Unidos não manifestarem por escrito a intenção de prorrogar o USMCA por mais 16 anos, o acordo continuará pelos próximos dez anos. Inicia-se então um processo de revisão anual.

Sheinbaum lembrou que Washington já impôs tarifas sobre veículos, aço e alumínio além do tratado. Ele considerou viável buscar melhores condições na revisão.

Ele ressaltou que os três países podem competir melhor se trabalharem juntos. O tratado beneficia a população americana porque reduz os preços, e o México porque gera empregos. Também melhora o acesso aos bens nas três nações.

“Amanhã o secretário da Economia vem falar sobre o que foi discutido hoje. Não é que o tratado vá acabar, longe disso.”

A reunião virtual desta quinta-feira inclui o secretário Marcelo Ebrard, o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, e o ministro canadense do Comércio, Dominic LeBlanc.

Detalhes do processo

O T-MEC foi assinado há seis anos. A lei estipula a sua conclusão após 16 anos de vigência, ou seja, em 2036. Estabelece também uma revisão conjunta no sexto aniversário, onde as partes confirmam por escrito se pretendem prolongar mais 16 anos. Caso contrário, são realizadas revisões anuais.

“Hoje não é o prazo final. Se a carta não for enviada pelos EUA, o tratado é mantido por 10 anos, apenas com revisão anual. Em cinco meses ou três anos as partes podem decidir prorrogá-lo.”

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Crimes de alto impacto caíram 53% desde 2018, informa Governo

Relatório oficial atribui a redução à participação das Forças Armadas na segurança pública.

Principais números

O Governo do México informou uma queda de 53% na média diária de crimes de alto impacto desde 2018. O número passou de 969,4 para 455,8 casos por dia, segundo o Sétimo Relatório Semestral das Forças Armadas Permanentes em Tarefas de Apoio à Segurança Pública.

O documento, entregue à Comissão Permanente, destaca a intervenção do Exército, da Aeronáutica e da Marinha como factor central. Os dados mostram também uma redução de 40% nas vítimas de homicídio doloso entre setembro de 2024 e abril de 2026: de quase 83 para 49 por dia.

Durante os primeiros quatro meses de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025, diminuíram o feminicídio, a extorsão, o sequestro para resgate, as lesões dolosas com arma de fogo, os roubos com violência e o roubo a transportador. O roubo de veículos caiu 56,5% em relação a 2018.

Implantação militar

A Secretaria de Defesa Nacional deslocou 45.247 militares entre novembro de 2025 e maio de 2026 em entidades com alta incidência de homicídios e violência. Mais de dois mil soldados foram enviados a Jalisco após a prisão e morte de Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”. As operações também foram reforçadas na fronteira norte e em Michoacán.

A Marinha Mexicana ampliou sua presença com 3.742 elementos em 18 estados para vigilância e prevenção do crime. Além disso, alocou mais de 2.000 soldados para proteger 218 instalações estratégicas nos sectores energético e financeiro.

Em 2026, a Defesa Nacional contava com um orçamento de 170.753 milhões de pesos; 28,867 milhões foram destinados à segurança pública. O Secretário da Marinha recebeu mais de 3.477 milhões de pesos para tarefas de apoio.

O governo federal garantiu que a atuação militar seja mantida sob os princípios constitucionais: extraordinária, regulamentada, fiscalizada, subordinada e complementar às autoridades civis, com respeito aos direitos humanos. O relatório conclui que a participação das Forças Armadas continuará como eixo central da estratégia de segurança nacional.

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