Nuevo León desmonta rede criminosa com armas e drogas em operação

Uma operação multiinstitucional em Monterrey desmantela redes criminosas com armas, drogas e até um fugitivo internacional.

Quando a vida te dá traficantes, o governo te dá uma operação com tudo e coletes táticos

Ah, Nuevo León, terra de montanhas, indústria e… traficantes de drogas com mochilas cheias de metanfetamina? Isso mesmo, amigos. Em mais um capítulo de “México: o país onde até os criminosos realizam multitarefas”, as autoridades prenderam nove pessoas em três ações diferentes. Porque, claro, por que se contentar com uma prisão quando você pode ter uma combinação de crimes com armas, drogas e até mesmo um fugitivo internacional?

Operação 1: O dólar não é tudo

No bairro Miravalle de Monterrey, dois caras acharam que jogar “Onde está o dinheiro?” com 100 mil dólares e 30 mil pesos era uma boa ideia. Spoiler: não foi. Além da lã, eles tinham um veículo com placa de Tamaulipas (porque nada grita “sou inocente” como um carro com placa de outro estado). Um deles, José “N” (sim, esse “N” é tão misterioso quanto o final de Inception), tinha um mandado de prisão nos EUA por violar sua liberdade condicional. O crime? Posse de maconha e substâncias controladas. Ou seja, o cara atravessou a fronteira pensando que o México era o seu paraíso de impunidade. Erro.

RelacionadoOperação Fronteira Norte apreende drogas e armas em megaofensiva

Operação 2: O vendedor ambulante que não vendia tamales

Enquanto isso, no bairro Antonio I. Villarreal, outro gênio decidiu andar por aí com duas armas longas, 43 cartuchos e doses suficientes de drogas para organizar uma festa clandestina. A coisa mais aleatória? Uma escala. Porque, obviamente, se você vai vender metanfetamina, você tem que ser preciso como um químico de Breaking Bad. A segurança o deteve antes que ele pudesse oferecer “2 por 1 em alucinações”.

Operação 3: A fuga épica (que não foi tão épica)

No loteamento Villas del Jaral, três homens e três mulheres viram a polícia e pensaram: “Corra como no GTA!”. Mas, surpresa, nem todo mundo tem a resistência de um personagem de videogame. Depois de uma perseguição digna de meme, eles encontraram coletes táticos, armas e drogas suficientes para iniciar uma festa… ou uma guerra. Moral? Se você estiver carregando mochilas suspeitas, pelo menos corra com estilo.

Todos os detidos foram colocados à disposição do MP, onde certamente tentarão explicar que “eram para uso pessoal”. Entretanto, o Gabinete de Segurança celebra mais uma vitória na sua luta contra o crime. Eficaz? Sim. Definitivo? Bem, isso é como perguntar se o preço do abacate vai cair.

Você ficou surpreso com a eficácia desta operação? Compartilhe esta nota e continue explorando como as autoridades combatem o crime no México. #JustiçaComEstilo







Viúva de dentista exige justiça em Veracruz

Sete meses sem progresso: a viúva de Luis Almanza protesta em frente ao Palácio do Governo.

O caso de Luis Almanza

Karen Valeria Cano Vásquez, viúva do dentista Luis Almanza Dauzon, manifestou-se em frente ao Palácio do Governo de Veracruz. Ela exigiu que a Procuradoria-Geral do Estado avançasse na investigação da morte de seu marido.

O protesto ocorreu enquanto a governadora Rocío Nahle García oferecia uma conferência no interior. A faixa da viúva dizia: “7 meses se passaram e nenhuma justiça foi feita pela morte de meu marido Luis Almanza Dauzón”.

Um buraco sem sinalização

Em novembro do ano passado, Almanza viajava de moto pela rodovia Coatepec-Xalapa. Ele encontrou um buraco na camada de asfalto sem marcação. A obra foi executada por uma empresa contratada pelo Ministério das Infraestruturas e Obras Públicas.

A vítima ia comprar um presente de ano novo para o filho. A falta de sinalização causou desconforto entre os cidadãos.

Falta de ação fiscal

A viúva denunciou que o Ministério Público não lhe entregou o processo da investigação. Também não recebeu depoimentos nem foram realizados procedimentos ministeriais. O arquivo acumula atrasos.

O pessoal ministerial pediu licença, alegando falta de pessoal e períodos de férias. Sete meses após o acidente, não há responsáveis.

Karen Valeria Cano Vásquez mantém sua exigência: justiça e responsabilização pela omissão que custou a vida de seu marido.

Continuar lendo

Governo defende perdão à Espanha na lei indígena

O governo defende o perdão da Espanha como pilar da nova lei indígena de combate ao racismo.

Perdão e multiculturalismo: chaves para a nova lei indígena

No âmbito da apresentação da Lei Geral dos Direitos dos Povos Indígenas e Afro-mexicanos, o governo federal insistiu na importância do perdão histórico para com a Espanha. Durante a conferência matinal no Palácio Nacional, o rei Felipe VI foi reconhecido pelas declarações sobre os abusos durante a Conquista.

“O perdão engrandece o povo. O mais importante para o México é a identidade que o reconhecimento do povo representa”, afirmaram porta-vozes oficiais.

A discussão centrou-se na necessidade de superar uma visão eurocêntrica. As autoridades salientaram que sem esta mudança o racismo e o classismo continuarão a ser promovidos.

“Se não reconhecermos a visão das grandes civilizações e o valor que o povo deu à identidade coletiva do México, continuaremos a promover o racismo e o classismo”, alertaram.

Após 300 anos de colônia e 200 anos de independência, 20% da população mexicana se identifica como indígena. O governo apelou ao reconhecimento deste multiculturalismo como parte da identidade nacional.

A lei procura garantir direitos e combater a discriminação estrutural que estas comunidades ainda enfrentam.

Continuar lendo

Exército e polícia, as instituições que mais geram confiança no México

A OCDE revela que os mexicanos confiam mais nas forças armadas e na polícia do que no governo.

Confiança nas instituições: classificação do México

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) publicou um inquérito sobre os factores que determinam a confiança nas instituições públicas, realizado em 36 países. No México, as três instituições que mais geram confiança são as forças armadas, as organizações internacionais e a polícia.

O estudo detalha que a população confia mais no Exército e na polícia do que no Judiciário e no governo federal. Na escala geral, o serviço público nacional ocupa o quarto lugar, seguido pelo serviço público regional, pelo governo nacional, pela mídia, pelo Tribunal e pelo Judiciário, pelos governos estaduais, pelas autoridades locais, pelo Congresso e, por último, pelos partidos políticos.

Uma particularidade detectada pela OCDE no México, no Japão, na Coreia e na República Eslovaca: a confiança nos legisladores aumenta entre a população com um nível educacional mais baixo. Por outro lado, os cidadãos com estudos universitários ou pós-graduados demonstram menos credibilidade perante o seu congresso.

Principais preocupações

Para os mexicanos, o crime ou a violência, a inflação e a corrupção são as maiores preocupações. Seguem-se o emprego, os serviços de saúde, a desigualdade, a habitação, as alterações climáticas, a segurança nacional e a migração. A nível global, a média da OCDE coloca a inflação como a principal preocupação, seguida do crime e da desigualdade, enquanto a corrupção está em nono lugar.

Satisfação com os serviços públicos

O México superou a média de satisfação da OCDE na educação: 66% contra 60%. Na saúde empatou com 54%. Além disso, 72% dos mexicanos que concluíram recentemente um procedimento administrativo relataram estar satisfeitos, superando a média de 68% da organização.

“Em meio a transformações econômicas, sociodemográficas e tecnológicas e com espaço fiscal limitado, os governos democráticos enfrentam desafios para atender às crescentes expectativas e necessidades das pessoas. Um nível saudável de confiança nas instituições públicas é essencial para implementar reformas”, concluiu a OCDE, alertando que as ações governamentais são limitadas por processos internos lentos e dificuldades em alcançar consenso.

Continuar lendo