A BBC publicou uma reportagem questionando o tratamento recebido pela seleção iraniana durante a Copa do Mundo de 2026. A seleção iraniana se despediu na fase de grupos ao terminar em terceiro lugar no Grupo G, atrás de Bélgica e Egito, com 3 pontos e saldo de gols zero.
“Para cada momento de glória, há uma história de infortúnio, uma nação forçada a lamentar a sua desgraça e as injustiças que levaram à sua queda. No entanto, poucas histórias se comparam à crueldade com que o Irão encerrou a sua participação no torneio de 2026”, observou a rede britânica.
O técnico Amir Ghalenoei afirmou diversas vezes que o país anfitrião os tratou de forma desigual. Segundo suas declarações, a delegação enfrentou desafios antes do apito inicial: vistos negados, impossibilidade de permanecer nos Estados Unidos, viagens constantes e retornos forçados a Tijuana, no México, tarde da noite. Além disso, indicou que receberam menos de metade do tempo de formação necessário.
“Fomos os mais oprimidos”, disse Ghalenoei, acrescentando: “Estou orgulhoso deles. O que estes jogadores fizeram deveria ficar para a história, porque o país anfitrião nos tratou de forma muito injusta. Apesar de todos estes problemas, conseguimos jogar bem e o mundo está orgulhoso dos iranianos e da nossa equipa.”
O técnico pediu à FIFA que não permita que os anfitriões tratem as seleções de maneira diferente em futuras Copas do Mundo. O Irão esteve a um passo da qualificação para os 16 avos-de-final: o Senegal avançou com 3 pontos e uma diferença de +2 no Grupo I.
Após o empate em 1 a 1 com o Egito pela terceira rodada do Grupo G, a delegação iraniana deixou uma mensagem no vestiário do Lumen Field, em Seattle. O texto fazia alusão ao fair play e à honra, numa aparente referência ao possível acordo entre as seleções que disputam uma vaga entre os oito melhores terceiros, especialmente o empate em 3 a 3 entre Argélia e Áustria no Grupo J.




