Eles já têm um detido. E eles já têm uma causa oficial.
Felipe de Jesús “N”, o maquinista do Trem Interoceânico que saiu dos trilhos no dia 28 de dezembro em Oaxaca, foi preso nesta segunda-feira em Chiapas. A Polícia Ministerial Federal o prendeu.
O número naquele dia foi brutal: 14 pessoas morreram e 97 ficaram feridas. O comboio, com 250 pessoas a bordo, descarrilou perto da estação de Chivela.
A versão oficial: tudo foi muito rápido
Esta terça-feira, Ernestina Godoy, titular da Procuradoria-Geral da República (FGR), divulgou o primeiro veredicto. Ele disse que o incidente foi causado por velocidade excessiva. É por isso que eles iniciarão ações criminais por homicídio e lesões negligentes.
A prova? A famosa caixa preta. Segundo especialistas da FGR, o trem andava a 65 km/h em uma curva onde o limite é de 50 km/h para passageiros e 45 para carga.
“…o incidente foi causado por excesso de velocidade, por isso foi decidido prosseguir com a ação penal pelos crimes de homicídio culposo e lesões por negligência…”
Entretanto, em Nizanda, a comunidade mais próxima do desastre, o choque não passa. As autoridades locais estão a tentar apoiar as famílias afetadas.
Resta uma questão pairando no ar, mais pesada que o aço retorcido do trem: será que tudo se resume mesmo a 15 quilômetros por hora demais? A investigação, dizem, continua. Veremos o que mais virá à tona agora que eles têm um homem atrás das grades.




