A resposta do Estado após o caos nas estradas
A notícia da morte de Nemesio Oceguera Cervantes, ‘El Mencho’, líder do Cartel Nova Geração de Jalisco, desencadeou uma onda de reações violentas. Em Veracruz, a resposta foi imediata.
A governadora Rocío Nahle García confirmou a prisão de quatro pessoas ligadas aos bloqueios de estradas. Dos 70 detidos em todo o país, estes quatro são de Veracruz.
“Essas pessoas estavam cometendo atos de violência (…) quatro detidos na zona norte”, relatou o presidente.
Uma implantação que busca acalmar as águas
Em entrevista coletiva, Nahle García detalhou a estratégia. O estado mantém uma operação conjunta com a Sedena, a Marinha e a Guarda Nacional. A instrução é clara: presença territorial e mesas de coordenação permanentes.
Domingo foi um dia crítico. Foram registrados incêndios em veículos e fechamentos de estradas desde Álamo e Tuxpan, no norte, até Coatzacoalcos, no sul. O teatro do crime se espalhou por todo o estado.
Mas há um fato crucial que o governador enfatizou: não houve mortes de militares nem relatos de desaparecimentos. Neste cenário, isso não é um detalhe menor.
No entanto, a sua mensagem mais profunda era diferente. Ele falou do compromisso com uma estratégia que ataca as causas profundas.
“Temos que manter os nossos jovens longe de substâncias proibidas, temos que cuidar dos nossos filhos… isso é o que mais nos deve preocupar”, afirmou.
É aí que reside o verdadeiro drama. Os bloqueios são a manifestação superficial; o mercado ilícito que os alimenta é a doença. Enquanto houver demanda, haverá quem ofereça esse produto com violência.
A população de Veracruz tenta voltar à normalidade. As atividades escolares, em sua maior parte, continuam. Mas uma questão permanece no ar: quanto tempo durará essa calma tensa? A próxima jogada neste tabuleiro ainda está para ser vista.




