Quatro presos por bloqueios após morte de ‘El Mencho’

Quatro presos em Veracruz após bloqueios devido à morte do líder do CJNG. Governador relata plena coordenação com as forças federais.

A resposta do Estado após o caos nas estradas

A notícia da morte de Nemesio Oceguera Cervantes, ‘El Mencho’, líder do Cartel Nova Geração de Jalisco, desencadeou uma onda de reações violentas. Em Veracruz, a resposta foi imediata.

A governadora Rocío Nahle García confirmou a prisão de quatro pessoas ligadas aos bloqueios de estradas. Dos 70 detidos em todo o país, estes quatro são de Veracruz.

“Essas pessoas estavam cometendo atos de violência (…) quatro detidos na zona norte”, relatou o presidente.

Uma implantação que busca acalmar as águas

Em entrevista coletiva, Nahle García detalhou a estratégia. O estado mantém uma operação conjunta com a Sedena, a Marinha e a Guarda Nacional. A instrução é clara: presença territorial e mesas de coordenação permanentes.

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Domingo foi um dia crítico. Foram registrados incêndios em veículos e fechamentos de estradas desde Álamo e Tuxpan, no norte, até Coatzacoalcos, no sul. O teatro do crime se espalhou por todo o estado.

Mas há um fato crucial que o governador enfatizou: não houve mortes de militares nem relatos de desaparecimentos. Neste cenário, isso não é um detalhe menor.

No entanto, a sua mensagem mais profunda era diferente. Ele falou do compromisso com uma estratégia que ataca as causas profundas.

“Temos que manter os nossos jovens longe de substâncias proibidas, temos que cuidar dos nossos filhos… isso é o que mais nos deve preocupar”, afirmou.

É aí que reside o verdadeiro drama. Os bloqueios são a manifestação superficial; o mercado ilícito que os alimenta é a doença. Enquanto houver demanda, haverá quem ofereça esse produto com violência.

A população de Veracruz tenta voltar à normalidade. As atividades escolares, em sua maior parte, continuam. Mas uma questão permanece no ar: quanto tempo durará essa calma tensa? A próxima jogada neste tabuleiro ainda está para ser vista.

México e OPAS/OMS assinam estratégia de saúde 2026-2030

México e OPAS/OMS assinam acordo para fortalecer o sistema de saúde e reduzir a carga de doenças.

Acordo bilateral para fortalecer o sistema de saúde

O Governo do México, por meio do Ministério da Saúde, e a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) assinaram a Estratégia de Cooperação com os Países 2026-2030. O objectivo: fortalecer o sistema nacional de saúde e reduzir o fardo das doenças.

O acordo inclui ações prioritárias para combater as doenças não transmissíveis, o cancro e as perturbações de saúde mental. Promove também estratégias de prevenção e cuidados oportunos ao longo da vida da população.

Além disso, procura fortalecer a tutela do Ministério da Saúde e a coordenação entre as instituições do Sistema Nacional de Saúde. O objetivo é avançar para um modelo de acesso universal a serviços médicos de qualidade.

Entre os eixos centrais estão o reforço da capacidade de resposta a emergências sanitárias, a promoção da auto-suficiência sanitária e o fortalecimento da autoridade reguladora nacional.

O secretário de Saúde, David Kershenobich, disse:

A estratégia permitirá alinhar as prioridades nacionais com a experiência técnica da OPAS/OMS, o que contribuirá para ampliar o acesso aos serviços de saúde, com ênfase na prevenção, atenção primária e cobertura universal.

O acordo estabelece as bases para a cooperação técnica que aborda os principais desafios de saúde do país nos próximos cinco anos.

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Peso mexicano se recupera após confirmação da validade do T-MEC

O peso se recupera após confirmação da validade do T-MEC até 2036 com revisões anuais.

O peso recupera terreno em relação ao dólar

A moeda nacional registrou valorização de 0,4% nesta quinta-feira, fechando em 17,48 unidades por dólar nas operações de atacado. Nas vitrines dos bancos, o dólar ficou à venda em 17,91 pesos, quebrando uma seqüência de dois dias consecutivos de perdas.

A recuperação ocorre após a confirmação da continuidade do Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá (T-MEC) até 2036, no âmbito do esquema de revisão anual acordado entre os três países.

Os detalhes do anúncio oficial

O secretário de Economia, Marcelo Ebrard, informou que a primeira revisão formal terá início no dia 20 de julho com a visita de uma delegação dos EUA ao México. Durante a reunião virtual com os seus homólogos dos Estados Unidos e do Canadá, foi abordada a preocupação de Washington com o défice comercial.

Ebrard destacou que mais de 80% das exportações mexicanas para os Estados Unidos continuam isentas de tarifas, não sendo esperadas alterações nesse regime. Os próximos grupos de trabalho centrar-se-ão no reforço da integração regional em sectores estratégicos como a indústria farmacêutica e os semicondutores, com o objectivo de reduzir a dependência das importações de outras regiões.

Especificou que as negociações sobre o futuro do tratado se limitam exclusivamente a questões comerciais e não incluem questões de segurança.

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AFAC revoga certificado Magnicharters após não conformidade

A companhia aérea não conseguiu provar a conformidade regulatória após uma verificação extraordinária.

Decisão regulatória

A Agência Federal de Aviação Civil (AFAC) revogou o certificado de operador de serviços aéreos da Magnicharters. A medida foi notificada em 29 de junho, após processo de revisão regulatória.

A Secretaria de Infraestrutura, Comunicações e Transportes (SICT) informou que o direito de audiência da empresa foi respeitado durante todo o procedimento. Foram concedidos prazos legais para apresentação de informações e evidências que demonstrassem o cumprimento da regulamentação aeronáutica vigente.

No entanto, a documentação fornecida era insuficiente. A companhia aérea não conseguiu provar que atendia aos requisitos necessários para continuar operando como prestadora de transporte aéreo de passageiros.

Origem da revogação

A decisão decorre de uma grande verificação extraordinária realizada em janeiro de 2026. Nela foi detectado descumprimento da regulamentação do setor. Isto levou a exigências formais e, posteriormente, à suspensão temporária das operações em abril, como medida preventiva.

O SICT sublinhou que a revogação se baseia na falta de provas suficientes por parte dos Magnicharters para provar o seu estatuto regulamentar. A empresa enfrenta agora a perda do seu certificado, o que a impede de oferecer serviços aéreos comerciais.

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