La Pulga não conseguiu com a parede de cimento
Parece que nem mesmo a magia de Lionel Messi é suficiente para convencer alguns gestores quando a carteira não está lá. Depois de semanas de suspense digno de novela venezuelana às 15h, o grande desfecho nos deixa exatamente onde começamos: Gonzalo Piovi fica no Cruz Azul. Que reviravolta inesperada! Quem teria imaginado isso? Bem, exceto quem conhece a história das negociações do futebol.
O Inter Miami, aquele clube que tem mais um projeto ambicioso do que uma realidade tangível, viu sua oferta pelo zagueiro argentino ser rejeitada de imediato. A informação, revelada pelos sempre bem informados – ou pelo menos muito pontuais – do TUDN, confirma que os de La Noria disseram um redondo “não” à última proposta. Aparentemente, os executivos do cimento não gostaram nem um pouco do método de pagamento proposto pela equipe de David Beckham. E quem pode culpá-los, certo?
Uma oferta para pagar ao longo de uma década
Acontece que o Inter Miami, num acesso de criatividade financeira que faria qualquer contador chorar de emoção, pretendia parcelar o pagamento da transferência do jogador até o verão de 2030. Sim, você leu corretamente: 2030. A essa altura, Piovi provavelmente estaria pendurando as chuteiras, Messi seria uma lenda em um holograma e estaríamos todos viajando em carros voadores. Mas, ei, pelo menos a última parcela seria paga.
É de se perguntar se a próxima oferta incluía o pagamento com criptomoedas ou uma coleção de cartões de futebol. A proposta, enviada esta quinta-feira, foi recebida com a mesma cara de incompreensão que se demonstra quando se tenta decifrar o manual de instruções de um móvel sueco. Os dirigentes da Cruz Azul, com os pés no chão e a calculadora na mão, esperavam um prazo sensato de dois ou três anos. Quão antiquado, certo? Eles não entendem as visões de longo prazo… muito longo prazo?
O valor em si não foi o problema, dizem-nos. Não, o problema era o modus operandi. É como se você fosse comprar um carro e o vendedor lhe dissesse: “Você pode levar hoje, mas vai me pagar uma mensalidade até que o veículo vire lixo de colecionador”. Não, obrigado. O Cruz Azul, para variar, atuou como barreira defensiva e parou a bola. E desta vez, fora da área.
Então, no final das contas, a operação mais comentada, comentada e tuitada das últimas semanas deu em nada. Absolutamente nada. Piovi fica onde está, o Inter Miami fica com vontade – e com o dinheiro parcelado – e Messi terá que procurar outro compatriota para persuadir. Lição de hoje, amigos: no futebol, como na vida, o que é barato sai caro, e o que é parcelado… bom, às vezes, simplesmente não se paga.
Gostou desta joia do sarcasmo do futebol? Não guarde esta pérola só para você. Compartilhe nas suas redes sociais e dê à sua timeline a dose de humor ácido que ela merece! E se você está morrendo de vontade de mais análises sarcásticas do mundo dos esportes, explore nossas outras histórias relacionadas. A hipocrisia do mercado de transferências é inesgotável e estamos aqui para contá-la.




