Comandante da Promotoria de Puebla preso por intimidação

Um policial sênior enfrenta a lei após acusações de ameaças e ligações com atividades ilegais.

Um escândalo que abala os alicerces da justiça

Em uma reviravolta digna das mais sombrias tramas de poder, Puebla tornou-se palco de um drama judicial que expôs as sombras que se escondem por trás dos uniformes. Alejandro N., comandante da Unidade de Investigação da Procuradoria Especializada em Desaparecimentos Forçados, foi preso em meio a acusações que poderiam manchar para sempre a credibilidade da instituição. Como caem os poderosos!

A noite em que a lei se voltou contra seu próprio guardião

Imagine a cena: uma casa comum, uma vítima tremendo de medo e uma arma de fogo empunhada não por um criminoso comum, mas por alguém que jurou proteger os cidadãos. Segundo relatos, este servidor público teria cruzado a linha vermelha ao ameaçar uma testemunha de silenciar os crimes de Federico N., vulgo “El Patuleco”, um suposto sequestrador cujos tentáculos parecem se estender até as entranhas do sistema.

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Mas isso não é tudo! O Ministério Público, num comunicado que ressoou como um trovão, revelou que o detido está a ser investigado pela sua possível participação noutros actos criminosos. Quantos segredos a mais essas listras escondem? Até onde vai essa teia de corrupção?

As palavras da instituição foram tão contundentes quanto um martelo na bigorna da justiça: “Não há tolerância para condutas que violem o marco regulatório”. Um alerta que parece dirigido a todos aqueles que, vestidos de autoridade, acreditavam estar acima da lei.

Enquanto o juiz assina o mandado de prisão e as celas esperam, uma pergunta paira no ar: Será este o início de um expurgo que limpa os alicerces do processo de justiça, ou apenas um ato teatral no meio de um sistema podre? O tempo, esse juiz implacável, terá a última palavra.

Compartilhe esta história chocante e continue explorando como a justiça enfrenta seus próprios demônios! A verdade não pode ser deixada nas sombras.

Viúva de dentista exige justiça em Veracruz

Sete meses sem progresso: a viúva de Luis Almanza protesta em frente ao Palácio do Governo.

O caso de Luis Almanza

Karen Valeria Cano Vásquez, viúva do dentista Luis Almanza Dauzon, manifestou-se em frente ao Palácio do Governo de Veracruz. Ela exigiu que a Procuradoria-Geral do Estado avançasse na investigação da morte de seu marido.

O protesto ocorreu enquanto a governadora Rocío Nahle García oferecia uma conferência no interior. A faixa da viúva dizia: “7 meses se passaram e nenhuma justiça foi feita pela morte de meu marido Luis Almanza Dauzón”.

Um buraco sem sinalização

Em novembro do ano passado, Almanza viajava de moto pela rodovia Coatepec-Xalapa. Ele encontrou um buraco na camada de asfalto sem marcação. A obra foi executada por uma empresa contratada pelo Ministério das Infraestruturas e Obras Públicas.

A vítima ia comprar um presente de ano novo para o filho. A falta de sinalização causou desconforto entre os cidadãos.

Falta de ação fiscal

A viúva denunciou que o Ministério Público não lhe entregou o processo da investigação. Também não recebeu depoimentos nem foram realizados procedimentos ministeriais. O arquivo acumula atrasos.

O pessoal ministerial pediu licença, alegando falta de pessoal e períodos de férias. Sete meses após o acidente, não há responsáveis.

Karen Valeria Cano Vásquez mantém sua exigência: justiça e responsabilização pela omissão que custou a vida de seu marido.

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Governo defende perdão à Espanha na lei indígena

O governo defende o perdão da Espanha como pilar da nova lei indígena de combate ao racismo.

Perdão e multiculturalismo: chaves para a nova lei indígena

No âmbito da apresentação da Lei Geral dos Direitos dos Povos Indígenas e Afro-mexicanos, o governo federal insistiu na importância do perdão histórico para com a Espanha. Durante a conferência matinal no Palácio Nacional, o rei Felipe VI foi reconhecido pelas declarações sobre os abusos durante a Conquista.

“O perdão engrandece o povo. O mais importante para o México é a identidade que o reconhecimento do povo representa”, afirmaram porta-vozes oficiais.

A discussão centrou-se na necessidade de superar uma visão eurocêntrica. As autoridades salientaram que sem esta mudança o racismo e o classismo continuarão a ser promovidos.

“Se não reconhecermos a visão das grandes civilizações e o valor que o povo deu à identidade coletiva do México, continuaremos a promover o racismo e o classismo”, alertaram.

Após 300 anos de colônia e 200 anos de independência, 20% da população mexicana se identifica como indígena. O governo apelou ao reconhecimento deste multiculturalismo como parte da identidade nacional.

A lei procura garantir direitos e combater a discriminação estrutural que estas comunidades ainda enfrentam.

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Exército e polícia, as instituições que mais geram confiança no México

A OCDE revela que os mexicanos confiam mais nas forças armadas e na polícia do que no governo.

Confiança nas instituições: classificação do México

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) publicou um inquérito sobre os factores que determinam a confiança nas instituições públicas, realizado em 36 países. No México, as três instituições que mais geram confiança são as forças armadas, as organizações internacionais e a polícia.

O estudo detalha que a população confia mais no Exército e na polícia do que no Judiciário e no governo federal. Na escala geral, o serviço público nacional ocupa o quarto lugar, seguido pelo serviço público regional, pelo governo nacional, pela mídia, pelo Tribunal e pelo Judiciário, pelos governos estaduais, pelas autoridades locais, pelo Congresso e, por último, pelos partidos políticos.

Uma particularidade detectada pela OCDE no México, no Japão, na Coreia e na República Eslovaca: a confiança nos legisladores aumenta entre a população com um nível educacional mais baixo. Por outro lado, os cidadãos com estudos universitários ou pós-graduados demonstram menos credibilidade perante o seu congresso.

Principais preocupações

Para os mexicanos, o crime ou a violência, a inflação e a corrupção são as maiores preocupações. Seguem-se o emprego, os serviços de saúde, a desigualdade, a habitação, as alterações climáticas, a segurança nacional e a migração. A nível global, a média da OCDE coloca a inflação como a principal preocupação, seguida do crime e da desigualdade, enquanto a corrupção está em nono lugar.

Satisfação com os serviços públicos

O México superou a média de satisfação da OCDE na educação: 66% contra 60%. Na saúde empatou com 54%. Além disso, 72% dos mexicanos que concluíram recentemente um procedimento administrativo relataram estar satisfeitos, superando a média de 68% da organização.

“Em meio a transformações econômicas, sociodemográficas e tecnológicas e com espaço fiscal limitado, os governos democráticos enfrentam desafios para atender às crescentes expectativas e necessidades das pessoas. Um nível saudável de confiança nas instituições públicas é essencial para implementar reformas”, concluiu a OCDE, alertando que as ações governamentais são limitadas por processos internos lentos e dificuldades em alcançar consenso.

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