Enquanto a Copa do Mundo masculina chama a atenção, o Brasil já acionou o relógio para a Copa do Mundo Feminina de 2027. O torneio terá início em 24 de junho de 2027 e marcará a primeira vez que um país sul-americano sediará a competição. O Brasil já sediou a Copa do Mundo masculina em 1950 e 2014.
Jill Ellis, diretora geral de futebol da FIFA, mostrou-se otimista durante evento em Miami:
“Acho que o país-sede dorme e respira futebol. Então acho que a energia que vocês vão ver do público, do público em geral e, obviamente, dos times que vêm ao Brasil… é um país tão único, tão especial.”
Ellis acrescentou que a paixão local e o nível dos jogadores farão do torneio “uma exibição épica de futebol e de torcedores”.
Oito cidades, o mesmo que em 2014
As sedes serão Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife e Salvador. Todos os jogos sediados da Copa do Mundo Masculina de 2014.
A fase de qualificação já está em andamento. O Brasil tem ingresso garantido como sede, mas nunca venceu o torneio. A veterana Marta, de 40 anos e seis vezes melhor jogadora do ano da FIFA, ainda não confirmou sua participação. Nem obteve um título internacional de alto nível.
Equipes já classificadas
Além do Brasil, outras 13 seleções garantiram vaga: Austrália, Filipinas, Japão, Coreia do Norte, China, Coreia do Sul, Argentina, Colômbia, Nova Zelândia, Alemanha, França, Espanha e Dinamarca.
Samir Xaud, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), destacou:
“Falta apenas um ano para o momento que ficará marcado na história do nosso país. Para a CBF e para todos os brasileiros, é um grande orgulho sediar a Copa do Mundo Feminina.”
Xaud classificou o evento como “transformador” e capaz de inspirar meninas de todo o Brasil.
Crescimento e futuro
O futebol feminino tem experimentado um crescimento exponencial. A Copa do Mundo de 2027 será a última com 32 seleções; A partir de 2031 chegará a 48, o mesmo do torneio masculino. Para essa edição serão anfitriões Estados Unidos, México, Costa Rica e Jamaica, e a decisão formal poderá ser anunciada em novembro.
Ellis destacou a evolução do jogo:
“Vimos um cenário incrivelmente competitivo. Vimos estreantes chegando às oitavas de final. Acho que o jogo está acelerando tão rapidamente em todo o mundo que os países estão diminuindo a diferença muito mais rapidamente.”
A China sediou a primeira Copa do Mundo Feminina em 1991. Os Estados Unidos são os maiores vencedores, com quatro títulos; A Espanha conquistou o mais recente em 2023.




