Protesto contra a gentrificação termina com resultados positivos
A terceira edição da marcha contra o deslocamento social e o aumento dos preços das moradias na Cidade do México terminou neste sábado sem episódios violentos, segundo o relatório oficial. Aproximadamente 200 manifestantes marcharam do Hemiciclo a Juárez e ao Zócalo da capital entre as 14h00 e as 14h00. e 17h00, numa operação que combinou liberdade de expressão com medidas de contenção.
Dispositivo de segurança e descobertas
Elementos da Secretaria de Segurança Cidadã apreenderam objetos potencialmente perigosos, incluindo tacos de beisebol, correntes, ferramentas contundentes e uma mochila com um coquetel molotov artesanal e tinta spray. A intervenção foi enquadrada no Protocolo de Ação para Marchas, que prioriza a proteção das infraestruturas públicas e a integridade física dos participantes e transeuntes.
Uma equipe multidisciplinar composta pelo Subsecretário de Concertação Política, pelo Grupo de Diálogo e Convivência e por especialistas em direitos humanos acompanhou o desenvolvimento do evento. Esta estratégia permitiu, segundo as autoridades, “manter canais de comunicação abertos e evitar escaladas de tensão”..
Assistência médica e coordenação institucional
O Esquadrão Médico de Resgate e Emergência (ERUM) tratou três pessoas no local, cujas condições não exigiam hospitalização. Anteriormente, empresas e moradores foram notificados sobre o itinerário, enquanto 150 agentes foram mobilizados com equipamentos de defesa não letais (capacetes, escudos e extintores de incêndio) sob critérios de dissuasão.
A administração de Clara Brugada reiterou a sua posição contra a criminalização dos protestos, enfatizando o equilíbrio entre o artigo 6º da Constituição (liberdade de manifestação) e a aplicação do Manual sobre o Uso Progressivo da Força. Destacaram que 92% das mobilizações em 2025 terminaram sem prisões, seguindo o modelo de “polícia de proximidade”.
Contexto de gentrificação na capital
O protesto reflete o desconforto causado pelo aumento de 137% nos aluguéis em bairros como Roma e Condesa durante a última década, segundo dados do INEGI. Os coletivos exigem a regulamentação das plataformas de aluguel por temporada e políticas que impeçam o deslocamento de moradores tradicionais para periferias com menor acesso a serviços.
Especialistas consultados apontam que o fenômeno gera segregação espacial e pressão na rede de transporte público, embora reconheçam avanços nos grupos de trabalho para a criação de um Fundo de Habitação Acessível anunciado em junho passado.
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