Auditoria detecta suposto prejuízo de 272 milhões na PJF

A ASF detectou pagamentos multimilionários sem verificação durante a última fase do órgão judicial, o que originou 34 observações formais.

Conclusões da Auditoria Superior da Federação

Uma exaustiva auditoria de conformidade forense realizada pela Auditoria Superior da Federação (ASF) revelou supostos danos materiais de mais de 272 milhões de pesos atribuídos ao extinto Conselho do Poder Judiciário Federal (CJF). O órgão de fiscalização determinou que a instituição judicial reportou desembolsos substanciais para diversos serviços contratados, incluindo serviços de segurança, vigilância, manutenção e impressão, sem poder comprovar com provas documentais que tais serviços foram prestados. Esta conclusão destaca uma falha grave nos controlos administrativos e nos processos de verificação durante a sua fase operacional final.

A análise técnica identificou diversas transações irregulares. Um caso emblemático é a adjudicação de um contrato de 431.900 pesos à empresa Profesionales en Comidas Industriales, S.A. de C.V.para o serviço de refeitório na administração regional de Toluca. Embora o serviço tenha sido suspenso durante os meses de setembro e outubro de 2024, o contrato não foi rescindido e o pagamento foi efetuado. Paralelamente, foi feito um desembolso de 21.467 milhões de pesos a três empresas de segurança privada –Seguridad Privada Integral Macotela, Servicios Integrales Pesados e Sedegral Seguridad Privada– sem documentação que comprove a execução dos serviços de vigilância acordados.

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Inconsistências nos Serviços de Impressão e Manutenção

Um dos itens com maior valor questionado corresponde a serviços de impressão. A ASF observou um pagamento de 92.861 milhões de pesos à empresa Distri Copy, S.A. de C.V.por conceitos de impressão, digitalização e cópia. A auditoria detectou inconsistências críticas, como a falta de relatórios de leituras eletrônicas do consumo inicial e final dos equipamentos. Também não foi apresentada uma justificação documentada que explicasse a razão pela qual o fornecedor realizou a recolha manual de dados ou a razão pela qual existiam equipamentos não registados na ferramenta de controlo MICAS, o que impossibilita a verificação do consumo real e da efetiva prestação do serviço.

Da mesma forma, foi identificado um pagamento de 9.983 milhões de pesos à empresa Inmobiliaria DNI, S.A. de C.V.pela manutenção das áreas comuns do edifício conhecido como “Torre Afirme” em Monterrey, Nuevo León, sem fornecer suporte documental que comprove a conclusão da referida obra. Outra irregularidade significativa foi o desembolso de 39.488 milhões de pesos a Eos Limpieza, S. de R.L. de C.V., relativo ao contrato CON/DGRM/DCS/104/2023, para o qual não foi encontrada documentação que comprovasse a prestação do serviço de limpeza de acordo com o anexo técnico estabelecido.

Conclusões e ações derivadas da auditoria

O resumo da auditoria quantifica os danos em diversas categorias. Foram verificados pagamentos de 21.467 milhões de pesos sem documentação que comprovasse os serviços de segurança e vigilância de propriedades. Além disso, foram gastos 49.472 milhões de pesos sem apoio a serviços de manutenção e limpeza. A rubrica maior, que equivale a 201.066 milhões de pesos, carece de receitas para uma ampla gama de serviços tecnológicos e administrativos, que incluem impressão, digitalização, suporte de software de assinatura eletrônica, manutenção corretiva e preventiva de equipamentos de áudio, vídeo e tecnologia, bem como licenciamento e suporte para a rede LAN local. Soma-se a isso a não execução de apólice de fiança devido à suspensão do serviço de refeitório.

Como resultado destas graves irregularidades, a Auditoria Superior da Federação emitiu um total de 34 observações. Este pacote de medidas inclui 11 recomendações específicas destinadas a reforçar os mecanismos de controlo e transparência, bem como 11 promoções de responsabilidade sancionatória administrativa contra os potencialmente responsáveis. Estes processos procuram não só reparar danos económicos, mas também abrir um precedente para a purga de práticas opacas na administração de recursos públicos.

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FDA reconhece falso positivo em alface Taylor Farms

Análise do Cofepris descarta contaminação; FDA admite erro na amostra inicial.

Resultados da análise

O Ministério da Saúde informou que testes realizados em amostras de alface e água da fábrica da Taylor Farms México foram negativos para o parasita Cyclospora cayetanensis —que causa diarreia grave— e também para coliformes fecais. As análises, realizadas pela Cofepris, confirmaram que o produto atende aos parâmetros físico-químicos estabelecidos nas normas nacionais.

Rastreabilidade e falso positivo

A Taylor Farms possui um sistema de rastreabilidade que permitiu às autoridades dos Estados Unidos identificar a origem do produto e rastrear um lote retido na alfândega de Laredo, Texas. Esse lote nunca entrou em território dos EUA.

A amostra obtida desse lote retornou falso positivo, situação que a Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos reconheceu em atualização publicada em 19 de julho. O Ministério da Saúde enfatizou que o produto é adequado para consumo humano.

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UIF identifica 55 pessoas na rede financeira CJNG

A UIF detectou 55 pessoas ligadas a uma rede financeira CJNG, incluindo 16 empresas de fachada.

A Unidade de Inteligência Financeira (UIF) do México detectou 55 pessoas supostamente ligadas a uma rede financeira do Cartel de Nova Geração de Jalisco (CJNG). A constatação foi alcançada através de indicadores financeiros específicos, conforme reportados pelo Ministério das Finanças e Crédito Público (SHCP).

O comunicado 61 detalha que o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos designou 55 pessoas – 39 pessoas físicas e 16 pessoas jurídicas – relacionadas a esta estrutura. A ação faz parte da cooperação bilateral contra as finanças do crime organizado.

Indicadores detectados

A UIF identificou “indicadores relacionados a possíveis operações com recursos de origem ilícita”. Entre eles: operações em dinheiro, aquisição de veículos de alto padrão, joias e imóveis, transferências internacionais, uso intensivo de cartões de crédito e serviços e inconsistências nos rendimentos reportados ao SAT.

As autoridades detectaram “possíveis inconsistências entre os rendimentos reportados à autoridade fiscal e os recursos observados no sistema financeiro”, o que reforçou a identificação da rede.

Enfrentar empresas e reclamações

Do total, 16 pessoas jurídicas exerciam atividades ilícitas. Segundo a UIF, algumas registaram operações relevantes, enquanto outras eram empresas de fachada com “atividade económica aparente limitada ou inexistente”.

A UIF apresentou denúncia à Procuradoria-Geral da República (FGR) pelo crime de operações com recursos de origem ilícita. Também incluiu os sujeitos designados pela OFAC na Lista de Pessoas Bloqueadas (LPB), e acrescentou oito adicionais – quatro pessoas físicas e quatro pessoas jurídicas – vinculados à mesma estrutura financeira.

Coordenação internacional

O Tesouro sublinhou que as ações coordenadas com os Estados Unidos procuram “prevenir a utilização indevida do sistema financeiro, combater o branqueamento de capitais e enfraquecer as estruturas económicas do crime organizado”. A UIF mantém cooperação com autoridades nacionais e internacionais, de acordo com as normas do Grupo de Acção Financeira (GAFI).

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Tesouro dos EUA localiza Florença como centro de produção de drogas

O Departamento do Tesouro identificou o município de Zacatecas como base do CJNG para fentanil e cocaína.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos identificou Florencia de Benito Juárez, Zacatecas, como um dos pontos-chave do Cartel da Nova Geração de Jalisco (CJNG) para a fabricação de fentanil, cocaína e metanfetamina.

Segundo a agência, José Octaviano García Martínez é o atual chefe da praça da região, acompanhado por Cuauhtémoc Rivera Zepeda e Uriel Hernández Morales. Estes dois últimos ficariam a cargo dos laboratórios clandestinos de Zacatecas e Jalisco. Todos os três se reportam a Audias Flores Silva – vulgo El Jardinero—, designado como sucessor do falecido líder Nemesio Oseguera Cervantes, El Mencho.

Presença criminosa em um pequeno município

Florencia de Benito Juárez cobre apenas 328 quilômetros quadrados no sul do estado, na Sierra Madre Ocidental, adjacente a Jalisco. Apesar do seu tamanho, o município tem sido palco de operações do crime organizado.

Em Março de 2025, as autoridades desmantelaram um campo utilizado por uma célula criminosa. Meses depois, em junho, destruíram uma estufa usada para o cultivo de maconha. Ambas as operações procuraram neutralizar infra-estruturas ilegais.

O presidente municipal eleito em 2024 é Fortino Cortés Ramírez, que encerrará o mandato em 2027.

Violência recente e resposta federal

No sábado, 18 de julho de 2025, foram encontrados 10 corpos nos municípios de Morelos, Pánuco e Sain Alto. Das vítimas, seis eram empresários da construção, mineração e entretenimento. Outros dois eram funcionários da Câmara Municipal de Fresnillo: Fidel Alvarado de la Torre, secretário de Desenvolvimento Social Municipal, e o bombeiro Jesús Gerardo Muñetón Hernández.

Diante desses acontecimentos, a Secretaria de Defesa Nacional desdobrou 100 elementos das Forças Especiais no dia 22 de julho. Eles se juntaram às 400 tropas do Exército e da Guarda Nacional que já operavam desde 19 de julho.

O conflito na região não é novo. Em 20 de maio de 2011, um confronto entre grupos rivais – conhecido como Guerra de Florença – deixou 77 pessoas mortas. O jornalista Alfredo Valadez Rodríguez documentou este episódio no livro homônimo, publicado pela Ediciones Proceso em 2021.

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