O teatro educativo tem um novo ato de resistência
Marx Arriaga Navarro, ainda responsável pelo Material Educacional do SEP, lançou um grito de guerra digital. Ele acusa que estão tentando suspender a transmissão de seu “Protesto com Proposta”, uma maratona de 24 horas nas redes onde defende os livros didáticos gratuitos que coordenava.
“Atenção! Eles querem diminuir nossa transmissão, mas… nós resistimos”, declarou em seu escritório na Avenida Universidad.
A mudança ocorre justamente quando o SEP anunciou que seu lugar terá uma “mudança de natureza” a partir de 15 de fevereiro. Tradução: eles estão retirando-o. Mas Arriaga recusa-se a aceitar a saída e os seus seguidores fazem alvoroço.
Os comitês saem para defender seu legado
Os chamados Comitês de Defesa da Nova Escola Mexicana não tomam meias medidas. Numa declaração brutal, acusam o actual SEP de ser “uma prisão sedenta de sangue” e um “instrumento neoliberal”.
“Consideramos que a instituição corrupta que as pessoas comuns chamam de SEP […] representa o grande vilão da profissão docente insurgente nacional”, libertaram sem anestesia.
Para estes grupos, a demissão é uma clara tentativa de reverter o modelo educacional que enterrou “orientações obscurantistas de quase quatro décadas”. Pintam Arriaga como o principal arquitecto da mudança, aquele que coordenou assembleias com “inclusão, tolerância e sabedoria” – não como os antigos fóruns fotográficos.
O grave, alertam eles, é que isso atinge o coração da Nova Escola Mexicana. Dizem que, pela primeira vez em décadas, os professores foram reconhecidos como criadores da sua ferramenta principal: o livro didático.
As suas exigências são claras: ou explicam as razões pedagógicas da demissão, ou reconhecem-na como um ultraje político. E acima de tudo, não toque numa única página desses livros sem antes modificar a Lei Geral da Educação.
Entretanto, Arriaga continua a transmitir. A sua batalha já não se centra apenas numa posição – trata-se de toda a história da reforma educativa. E neste teatro político as luzes estão acesas e estamos todos a ver.




