Amparo com gosto de impunidade
Um juiz federal acaba de dar uma pausa judicial a Jesús Maximiano “N”, o médico que enfrenta acusações pela morte de oito pessoas em Hermosillo. O Juiz do Décimo Distrito de Sonora, Ramón Sotelo Rincón, concedeu-lhe uma liminar que impede, por enquanto, sua apresentação perante um juiz local.
“O recurso legal foi concedido pelo Juiz do Décimo Distrito de Sonora, Ramón Sotelo Rincón.”
A Promotoria de Sonora já recebeu a notificação no dia 9 de abril e tem encontro marcado no dia 24 do mesmo mês para uma audiência chave. Lá será decidido se o acusado poderá ser presente a um juiz do tribunal comum por homicídio decorrente de suposta negligência médica.
Enquanto isso, o médico continua foragido. Mas não vá embora ainda, pois isso está apenas começando.
A clínica que matou com soros
O caso gira em torno de uma clínica privada no bairro Jesús García, onde Jesús Maximiano oferecia tratamentos com soros intravenosos. Segundo as investigações, vários pacientes começaram a apresentar complicações graves logo após receberem essas soluções.
Testemunhas afirmam que o local funcionava com grande procura. As autoridades detalharam que os famosos soros vitamínicos foram aplicados em diversos municípios do estado, onde foram realizadas buscas.
Como medida preventiva, fiscais sanitários fiscalizaram pelo menos 24 estabelecimentos similares da entidade. Seis foram suspensos, embora não tenham sido encontradas ligações diretas com o caso.
Mão dura contra contas bancárias
Mas o Ministério Público não fica de braços cruzados. Já garantiu provisoriamente 16 veículos e sete imóveis vinculados ao médico investigado. Além disso, pediu o levantamento do sigilo bancário e o congelamento de contas para garantir a reparação dos danos às vítimas.
As amostras de medicamentos e soluções foram enviadas para laboratórios especializados como o Cofepris e o Instituto Nacional de Ciências Médicas e Nutrição. Lá eles realizarão estudos químicos, toxicológicos e histopatológicos para determinar exatamente o que causou os ferimentos e as mortes.
Até o momento há pelo menos 11 casos suspeitos relacionados a esses tratamentos. O Ministério Público promete continuar investigando até levar o caso a tribunal. Mas entretanto, o médico goza de protecção e permanece livre.




