Acapulco vive seu mês mais violento do ano durante a Semana Santa

A onda de violência no porto contrasta com a mobilização da segurança durante a época turística, deixando questões sem resposta.

Um abril sangrento no paraíso turístico

Acapulco, icônico destino de praia que costuma ficar cheio de alegria e turistas durante a Semana Santa, enfrentou seu lado mais sombrio em abril. Os números falam por si: 64 assassinatos apenas no último dia do mês, encerrando um período em que a violência superou todos os recordes anteriores do ano. Enquanto os visitantes aproveitavam o sol e a areia, uma realidade paralela de crime e dor se desenrolava nas ruas.

Os números que alarmam Guerrero

Em comparação com janeiro (44 homicídios), fevereiro (26) e março (44), abril tornou-se o mês mais mortífero. O mais chocante: 29 dessas mortes ocorreram durante a Semana Santa, precisamente quando mais de mil elementos de segurança federais e estaduais foram mobilizados para “proteger” turistas e moradores locais. A estratégia falhou? Os ataques contra motoristas de táxi, vendedores e mecânicos sugerem que o crime organizado agiu sem controle.

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As colônias mais afetadas—Renacimiento, Emiliano Zapata, La Postal—tornaram-se epicentros de uma guerra silenciosa. No dia 16 de abril, transportadores bloquearam a rodovia Acapulco-Chilpancingo exigindo segurança. Horas depois do levantamento do protesto, um dos manifestantes foi assassinado. Em relação aos caixões, acusaram a governadora Evelyn Salgado de ter ligações com “Los Rusos”, grupo criminoso que disputa o controle com a CIDA.

Vozes que o silêncio não conseguiu silenciar

O assassinato do ambientalista Marco Antonio Suástegui, porta-voz do Cecop, condenado pela ONU, mostrou que a violência também atinge lideranças sociais. Ferido na praia de Icacos (área vigiada) e morto dias depois, seu caso reflete a impunidade que alimenta a crise. Enquanto isso, as autoridades estaduais e municipais culpam-se mutuamente: o subsecretário Rodríguez Cisneros acusou o prefeito López Rodríguez de não coordenar as ações, que evitou falar sobre o assunto durante o aumento violento.

Este mês de abril deixou uma lição clara: Acapulco não é apenas cartões postais de pôr do sol, mas um território onde o turismo e o crime coexistem à sombra de estratégias fracassadas. A questão que fica é: o que farão as autoridades para que May não repita esta história?

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El Niño se intensificará e atingirá o México em 2026

A intensificação do El Niño entre julho e setembro trará ondas de calor, secas e chuvas torrenciais em todo o mundo.

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) prevê uma rápida evolução do fenómeno El Niño para um episódio forte entre julho e setembro de 2026. Isto aumentará a probabilidade de eventos extremos como ondas de calor, secas e chuvas intensas em diversas regiões do mundo.

Que implicações isso tem para o México?

O boletim mensal da OMM indica que o El Niño continuará a fortalecer-se durante o outono do hemisfério norte, estendendo a sua influência a muitas áreas. No Atlântico equatorial, as temperaturas permanecerão acima da média.

“Já estamos observando condições típicas de um episódio de El Niño e espera-se que elas se intensifiquem até se tornarem um episódio forte”, alertou Celeste Saulo, secretária-geral da OMM.

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) explica que o El Niño ocorre quando as temperaturas no Pacífico tropical aumentam mais do que o normal. O nome, usado pelos pescadores peruanos, surgiu porque o aquecimento do mar coincidiu com o Natal, afetando a pesca.

Os especialistas prevêem impactos desiguais, mas claros, para o México:

  • Aumento de chuvas extremas no centro-norte.
  • Aumento do risco de furacões intensos no Pacífico.
  • Possíveis períodos de seca em algumas regiões.
  • Elevados riscos para a agricultura, água e segurança.
  • Intensificação dos incêndios florestais e efeitos na pesca.

A OMM insiste que a comunidade internacional deve preparar-se para estes eventos, uma vez que as probabilidades de eventos extremos aumentam significativamente nos próximos meses.

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Sheinbaum parabeniza Isaac del Toro pela vitória no Tour de France

O mexicano venceu a segunda etapa em sua estreia no Tour.

A presidente Claudia Sheinbaum comemorou o triunfo do ciclista mexicano Isaac del Toro na segunda etapa do Tour de France. Por meio de sua conta oficial, a presidente escreveu:

“Parabéns a Isaac del Toro pela vitória na segunda etapa do Tour de France.”

Vitória na colina de Montjuïc

Del Toro, de 21 anos, cruzou a linha de chegada em primeiro em Barcelona, batendo seu companheiro de equipe dos Emirados Árabes Unidos, Tadej Pogacar, que cedeu para lhe dar a vitória. O esloveno Remco Evenepoel ficou em terceiro e o dinamarquês Jonas Vingegaard em quarto, mantendo a camisola amarela. Mattias Skjelmose, também dinamarquês, chegou aos três segundos.

O mexicano participa pela primeira vez do Grande Boucle e sua atuação gerou entusiasmo entre os torcedores nacionais. A vitória reforça sua projeção no ciclismo internacional.

Sheinbaum destacou a conquista em um momento chave para o esporte mexicano, onde os ciclistas ganham visibilidade em competições de alto nível.

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Pirataria na Copa do Mundo cresce no calor de 2026

A febre da Copa do Mundo desencadeia a venda de itens piratas no CDMX.

O boom da pirataria na Copa do Mundo de 2026

A febre da Copa do Mundo de 2026 impulsionou a venda de mercadorias piratas na Cidade do México. Os comerciantes informais oferecem camisetas, troféus e mascotes a preços bem inferiores aos oficiais. No Centro Histórico e em mercados como La Lagunilla, uma camisa da Seleção Mexicana custa cerca de 250 pesos, enquanto uma camisa oficial ultrapassa os 2 mil pesos.

Especialistas apontam que o fenômeno é intensificado pela impunidade, pela corrupção nas alfândegas e pelo crescimento do comércio informal. O elevado custo dos artigos originais leva milhares de consumidores a optarem por produtos não autorizados, tanto nos mercados como nas plataformas digitais.

Francisco Rivas, diretor-geral do Observatório Nacional do Cidadão, alerta que a pirataria é um problema crescente. Ele ressalta que, além da falta de controles, o crime organizado encontrou neste mercado uma fonte de renda, pressionando inclusive os comerciantes formais por meio de extorsões.

“A pirataria não afeta apenas as marcas, mas também alimenta redes ilegais”, disse Rivas.

De acordo com o relatório Mapping Global Trade in Fakes 2025 da OCDE e do EUIPO, o México ocupa o sétimo lugar no mundo como comprador de mercadorias falsificadas. Esta situação se reflete fortemente em eventos de alto impacto comercial como a Copa do Mundo.

Diante disso, as empresas de produtos esportivos reforçaram suas estratégias promocionais e campanhas digitais para incentivar a compra de mercadorias oficiais. O governo federal realizou apreensões e promoveu reformas para proteger a propriedade intelectual. No entanto, os especialistas consideram que o combate à pirataria exige ações abrangentes: reforço da vigilância, combate à corrupção e sensibilização dos consumidores para o impacto económico e social deste mercado ilegal.

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