A versão oficial: uma implantação perfeita, um golpe de mestre
O General Ricardo Trevilla Trejo, Secretário de Defesa, pintou hoje um quadro de precisão cirúrgica. Numa conferência, detalhou como, após a morte de Nemesio Oseguera Cervantes, ‘El Mencho’, também caiu o seu homem-chave. Hugo ‘H’, aliás ‘El Tuli’, operador logístico e financeiro do CJNG.
Segundo a história oficial, tudo começou com a inteligência militar. Soube-se que ‘El Tuli’ estava em El Grullo, Jalisco. A partir daí, coordenou bloqueios de estradas, ataques a instalações militares e ofereceu recompensas por vidas.
“Ele também ofereceu 20 mil pesos para cada soldado que assassinasse todo o pessoal deste grupo criminoso”, afirmou o general.
A resposta foi uma unidade aeromóvel das forças especiais. Ao ser localizado, ‘El Tuli’ tentou fugir em um veículo e atacou os funcionários. O tremor secundário foi letal.
O que encontraram: os despojos de guerra
No veículo, segundo Sedena, havia duas armas (curtas e longas), cartuchos, carregadores e… muito dinheiro. Mais de 7 milhões de pesos mexicanos e quase um milhão de dólares.
Tudo o que foi confiscado, garantiram, foi entregue à Procuradoria Especializada em Crimes de Crime Organizado. Um procedimento administrativo impecável para encerrar o capítulo.
A narrativa é clara: inteligência precisa, implantação rápida, neutralização do alvo. Um roteiro que já ouvimos em outras salas oficiais. A questão que fica pairando no ar no Tesouro é mais simples: o que vem a seguir? Porque os cartéis têm memórias mais longas do que os ciclos de notícias.




