Foi real ou foi IA? O curioso caso de Yeri Mua
As imagens pareciam claras. Em pleno Carnaval de Veracruz, a cantora de reggaeton Yeri Mua interrompeu seu show para pedir um favor especial à Marinha. “Vamos fumar maconha”, ele disse diante de milhares de pessoas. E então ele fez isso.
O vídeo se tornou viral instantaneamente. Mas quando a mídia a abordou no aeroporto, sua explicação deixou mais de uma pessoa de boca aberta.
“Ah, zero, foi um adereço, não quero aceitá-los, mas é a IA, sim, é mesmo, é a IA, nunca fumei maconha.”
Ao dizer isso, um de seus companheiros soltou uma risada difícil de interpretar. Foi sarcasmo? Foi uma tentativa genuína de negar o óbvio? A própria Yeri não esclareceu.
O argumento do duplo padrão
O que ele deixou claro foi seu aborrecimento com o escândalo. Para ela, o problema não é o ato em si, mas sim quem o cometeu.
“E se fosse assim, e daí? Tem o Bob Marley, o Wiz Kalifah, o Snoop Dogg… o problema é que eu não tenho v** e, como eu não tenho v**, todo mundo se interessaria… se eu fosse hétero, ninguém se interessaria.”
O seu ponto de vista é claro: existe um duplo padrão brutal na indústria. O que para alguns artistas faz parte da sua persona, para uma mulher torna-se um escândalo nacional.
Entre risos e declarações cada vez mais surreais – chegou a dizer que os marinheiros pareciam “deliciosos” – Yeri insistiu que tem uma agenda demasiado ocupada para esses vícios.
“Não tenho tempo para ser tão maconha… pais, mulheres assustadas… há coisas mais preocupantes.”
No final, ficamos com uma questão maior do que a própria anedota: até onde vai a nossa hipocrisia coletiva com as celebridades? Yeri Mua pode ou não ter inventado a desculpa do ano, mas suas críticas ao machismo no entretenimento acertam em cheio.




