Quando o plano da caminhada vira episódio de ‘Aqueles que se salvam’
Parece que a última moda em namoro extremo não é uma sala de fuga, mas literalmente se perder no sopé de Ajusco. O cenário: o majestoso e traiçoeiro Pico del Águila, na prefeitura de Tlalpan. Os protagonistas: um casal anônimo que, num ataque de espírito aventureiro, decidiu que um passeio pelo Circuito Ajusco era um bom plano. Spoiler: não foi. O resultado: uma operação de resgate digna de uma série de streaming, mas com policiais e paramédicos reais do Esquadrão de Resgate e Emergência Médica (ERUM) como atores convidados.
Tudo estava indo bem (presumimos) até que o casal, em uma reviravolta previsível para quem já assistiu a um reality show de sobrevivência, não voltou e parou de atender o telefone. Foi quando a Secretaria de Segurança Cidadã (SSC) do CDMX ativou o “para onde diabos eles foram?” protocolo. Entraram em cena os especialistas: o grupo Task Force “Zorros” e os especialistas da ERUM, que são basicamente os Navy Seals do terreno selvagem. Para dar um toque cinematográfico, um helicóptero do grupo Cóndores sobrevoou a área como uma ave de rapina tecnológica até que, eureka!, localizaram nossos aventureiros desorientados.
O resgate: hipotermia, hematomas e um táxi como final feliz
Ao chegar, a equipe de resgate se deparou com a dura realidade: o casal já apresentava início de hipotermia. Para a mulher, a aventura foi ainda mais literal, sofrendo diversos golpes e lacerações nos joelhos e nas mãos. Em outras palavras, o encontro com a natureza os afetou com interesse. Depois da avaliação e atendimento, a reviravolta mais milenar da história: como não necessitaram de transferência hospitalar, nossos protagonistas decidiram que o melhor era encerrar o capítulo e… pedir um táxi. Sim, você leu certo. Depois de todo aquele drama nas montanhas, helicópteros e equipes de emergência, a saída heróica foi uma viagem de Uber (ou seu equivalente local) para a civilização e, provavelmente, um café bem quente.
Esta anedota serve como um lembrete (com toques de sarcasmo) de que a montanha não é um parque temático. A caminhada requer preparação, equipamento adequado e respeito pelos ecossistemas de alta montanha. Felizmente, na Cidade do México temos forças de resgate especializadas como o ERUM e os “Zorros”, que estão lá para nos salvar quando subestimamos o poder da natureza selvagem ou superestimamos as nossas capacidades de orientação. Da próxima vez, talvez valha a pena conferir a previsão do tempo, levar um power bank extra e, principalmente, avisar onde você pretende se perder.
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