Resgate complexo em Roma após colapso de torre medieval

As operações de emergência continuam no coração da capital italiana após um colapso parcial durante as obras de restauração, com um trabalhador ainda preso.

Operação de emergência no coração de Roma

As equipes de bombeiros da capital italiana correm contra o tempo em uma operação de resgate altamente complexa. Um trabalhador permanece preso sob os escombros após o colapso parcial da histórica Torre dei Conti, uma estrutura medieval que cedeu durante as obras de renovação. O acidente, ocorrido no centro de Roma, deixou outro trabalhador com ferimentos graves, conforme confirmado pelas autoridades.

A intervenção dos serviços de emergência foi dificultada pela instabilidade da estrutura, que continuou a ceder enquanto as equipas de resgate tentavam aproximar-se da vítima presa. Uma primeira tentativa de acesso através de uma janela do primeiro andar teve que ser abortada, forçando as tropas a se retirarem através de escadas aéreas telescópicas em meio a uma densa nuvem de poeira e detritos. Uma segunda tentativa com duas escadas também não teve sucesso, optando finalmente por implantar um drone para avaliar a situação.

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Equilíbrio das Vítimas e Condições de Resgate

Desde o incidente inicial, registrado ao meio-dia, três trabalhadores conseguiram ser resgatados ilesos. No entanto, um deles teve que ser hospitalizado em estado crítico, segundo o porta-voz do Corpo de Bombeiros, Luca Cari. Até agora, nenhuma atualização sobre seu prognóstico foi divulgada. Felizmente, nenhum membro do corpo de bombeiros ficou ferido durante esta complexa operação, que continua ativa.

O prefeito Lamberto Giannini, a mais alta autoridade de segurança em Roma, ofereceu informações cruciais que mantêm a esperança: há “sinais de vida” do operador preso. Além disso, confirmou que, durante uma tentativa preliminar de resgate, as equipes de emergência conseguiram dar algum tipo de proteção ao trabalhador. Giannini descreveu a situação como “muito complexa” e anunciou o reforço da operação com mais uma equipe especializada rumo ao local do evento.

“Será uma operação muito longa. Devemos tentar salvar esta pessoa e ao mesmo tempo mitigar os enormes riscos para aqueles que estão tentando salvá-la”, explicou Giannini aos repórteres, destacando o delicado equilíbrio entre a urgência do resgate e a segurança dos socorristas.

Testemunhas do colapso e contexto histórico

Centenas de turistas que estavam na área foram testemunhas diretas da cena dramática. Eles observaram os bombeiros usarem uma escada móvel e transportarem uma maca para os níveis superiores da torre durante a primeira tentativa de resgate. A operação foi interrompida abruptamente quando outra seção da estrutura desabou parcialmente, gerando uma nova nuvem de destroços e forçando as equipes a descer rapidamente.

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Rainha Paglinawa, funcionária de uma sorveteria próxima, contou sua experiência: “Eu estava trabalhando quando ouvi algo parecido com uma queda e então vi a torre desabar na diagonal.” Seu depoimento coincidiu com um segundo deslizamento de terra ocorrido nos bastidores. Por sua vez, a estudante alemã Viktoria Braeu testemunhou o desabamento durante a operação de resgate.

“Estávamos no Coliseu… e estávamos andando por aí procurando algo para comer… E justamente quando comentávamos que ‘provavelmente não demorará muito para que caia’, ele simplesmente começou a desabar”, disse o jovem de 18 anos, refletindo a percepção de vulnerabilidade da estrutura.

A Torre dei Conti, emblema do património arquitectónico romano, foi construída no século XIII por ordem do Papa Inocêncio III para servir de residência familiar. Este monumento sofreu inúmeras vicissitudes ao longo da sua história, incluindo danos significativos causados por um terremoto em 1349 e colapsos subsequentes durante o século XVII, o que acrescenta uma camada de complexidade à sua atual estabilidade estrutural.

De acordo com relatos da mídia italiana, tanto o prefeito de Roma, Roberto Gualtieri, quanto o ministro da Cultura italiano, Alessandro Giuli, compareceram ao local dos acontecimentos, embora não tenham prestado declarações à imprensa. A gravidade do acontecimento foi sublinhada por Federico Mollicone, presidente da comissão parlamentar de cultura, que afirmou: “Os bombeiros arriscaram a vida com o segundo desabamento. Estamos preocupados com o trabalhador que ainda está preso”. Este incidente destaca os enormes desafios envolvidos na conservação e restauração de um vasto património histórico em ambientes urbanos densamente povoados, onde a segurança dos trabalhadores e a integridade das estruturas antigas devem ser geridas com extremo cuidado e conhecimento técnico.

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Reino Unido compartilha tecnologia de guerra eletrônica com a Ucrânia

Zelensky visita Londres e recebe a tecnologia Stone Cloak para enfrentar a Rússia.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, fez uma visita rápida a Londres na segunda-feira. Lá ele se encontrou com o novo primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, o quinto inquilino de Downing Street desde o início do conflito com a Rússia. Burnham ratificou o apoio “inabalável” a Kiev e anunciou a transferência de propriedade intelectual para tecnologia avançada de guerra eletrônica.

O Sistema de Manto de Pedra

O principal acordo era compartilhar a tecnologia Stone Cloak, um sistema eletrônico portátil de interferência projetado para proteger drones ucranianos. Londres apresentou o dispositivo como uma ferramenta para aumentar a eficácia dos veículos não tripulados, e não apenas como um escudo defensivo. A reunião aconteceu na base naval de Portsmouth, onde os dois líderes embarcaram no porta-aviões Queen Elizabeth.

Zelensky também se reuniu com militares ucranianos que participaram dos exercícios Sea Breeze. A reunião ocorre antes de outra reunião importante com Donald Trump, e no meio de uma escalada de ataques com a Rússia que aumentou o número de mortes de civis no último mês.

O apoio britânico parece sólido, apesar das mudanças no governo. Zelensky destacou que o acordo estratégico assinado no ano passado tornou as relações bilaterais “as mais fortes da história”. Para a cooperação futura, mencionou três prioridades: defesa aérea, segurança marítima e produção conjunta de armas.

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Milei acusa Brasil, México e Democratas de fazerem campanha contra a Argentina

Milei apontou Brasil, México e democratas norte-americanos sem apresentar provas.

Acusações de Milei

O presidente argentino, Javier Milei, acusou os governos do Brasil e do México, bem como o Partido Democrata dos Estados Unidos, de financiar uma suposta campanha contra a Argentina. Fê-lo durante uma entrevista à Rádio Mitre, sem apresentar provas.

Segundo Milei, o governo brasileiro teria contribuído com 25% dos recursos para essa campanha. “Quem investiu mais dinheiro nesta campanha antiargentina? O governo brasileiro”, afirmou. “E então eles falam sobre interferência”, acrescentou.

A tensão diplomática aumenta

As declarações ocorrem num clima de crescente atrito bilateral. Horas antes, o Brasil convocou seu embaixador em Buenos Aires para consultas, em resposta ao que descreveu como “declarações ofensivas” de Milei. O incômodo brasileiro teve origem em comentários do presidente argentino durante evento de apoio a Flávio Bolsonaro, antes das eleições presidenciais de outubro.

Milei também mencionou o México e o Partido Democrata dos Estados Unidos como supostos financiadores da campanha, mas não ofereceu provas concretas. O episódio aprofunda a distância entre Argentina e Brasil, dois parceiros importantes no Mercosul.

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EUA e Irã retomam negociações mediadas por Omã

O diálogo intensifica-se após pausa militar no Estreito de Ormuz.

Pausa nas ações militares

Os Estados Unidos e o Irão mantêm uma trégua de facto pelo segundo dia consecutivo. O cessar-fogo não foi anunciado oficialmente por Washington, mas o embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, indicou que procura dar espaço para esforços diplomáticos. Teerão também confirmou a suspensão das suas operações durante o mesmo período.

Negociações em andamento

Ambas as partes tentam retomar o acordo provisório alcançado em junho. As conversações, mediadas por Omã e outros intervenientes, centram-se em garantir um trânsito seguro através do Estreito de Ormuz, uma rota fundamental para o comércio global de petróleo. As diferenças persistem sobre o programa nuclear iraniano.

A incerteza estende-se a outras rotas, como o Estreito de Bab al-Mandeb, devido às ameaças dos Houthis contra o transporte marítimo saudita. A Marinha dos EUA mantém vigilância na área para proteger o tráfego comercial.

Enquanto isso, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, viajará a Washington para se encontrar com Trump. Netanyahu apoiou os esforços diplomáticos, embora tenha avisado que responderia com firmeza se o Irão ou os seus aliados atacassem Israel.

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