Quando o crime organizado supera o governo em tecnologia
Ah, o FBI, aquela venerável instituição que supostamente está na vanguarda da segurança nacional. Mas, surpresa, surpresa, um hacker contratado pelo Cartel de Sinaloa deu-lhes uma masterclass sobre como violar os seus sistemas como se fossem uma rede Wi-Fi de uma cafetaria. E para quê? Rastrear e assassinar informantes, porque nada representa mais “profissionalismo criminoso” do que combinar hackers de computador com assassinos.
El Chapo 2.0: agora com mais bytes e menos marcadores
De acordo com o relatório do Departamento de Justiça (que provavelmente foi escrito em lágrimas), esse gênio do malware trabalhava para um cartel “dirigido por Chapo”. Porque, claro, que melhor maneira de honrar o legado de Joaquín Guzmán do que transformar o crime organizado numa startup tecnológica? O hacker não apenas roubou dados do telefone de um agente, mas também usou o sistema de videovigilância da Cidade do México para brincar de Big Brother com informantes. Quem precisa da Netflix quando há transmissões ao vivo de agentes federais sendo perseguidos?
Mas o melhor de tudo é que o FBI, na sua infinita sabedoria, não tinha um protocolo sólido para evitar isto. Que novidade! Embora, para ser justo, quem diria que um cartel de drogas contrataria um especialista em segurança cibernética? Ah, espere… todos. Porque é claro que em 2018, quando isso aconteceu, já estávamos na era digital, mas aparentemente alguém do FBI ainda usava um Nokia 3310.
A DEA também está na mira: por que se contentar em hackear apenas uma agência?
Como se o escândalo do FBI não bastasse, acontece que o Cartel da Nova Geração de Jalisco (CJNG) também está bancando o espião. De acordo com o agente da DEA, Matthew W. Allen, esses traficantes não apenas traficam drogas, mas também monitoram agentes antinarcóticos em Washington. Como? Com câmeras, rastreamento e provavelmente uma assinatura premium do Google Maps. E tudo isso enquanto acontecia o julgamento contra “El Menchito”, porque não há melhor momento para fazer espionagem do que quando todos estão te observando.
O mais irônico é que o relatório do Departamento de Justiça admite que os avanços tecnológicos tornaram possível que criminosos e governos pouco sofisticados (aham, alguém disse FBI?) explorassem vulnerabilidades. Qual é, até mesmo um adolescente com um tutorial no YouTube pode estar invadindo agências federais atualmente. Mas não se preocupe, o FBI está “trabalhando num plano estratégico”. Que alívio! Embora, considerando sua história, esse plano provavelmente inclua “atualizar o Windows” e “não deixar senhas em post-its”.
Moral? Se um cartel consegue enganar o FBI e a DEA com um hacker e algumas câmeras, talvez seja hora de reconsiderar como gastamos esses trilhões em segurança nacional. Ou, pelo menos, contratar um bom técnico de informática.
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