Quando as prisões se tornam escritórios executivos
Parece que em Trinidad e Tobago as prisões não são locais de reabilitação, mas sim ramos de empreendimentos criminosos. Os legisladores, num ato que certamente lhes custou horas de debate (ou talvez apenas cinco minutos), decidiram prorrogar o estado de emergência porque, surpresa, o sistema prisional está “em risco”. Correndo risco de quê? De se tornar um parque temático do crime? Porque já parece que é.
O procurador-geral, numa explosão de sinceridade rara na política, apontou o dedo não só às autoridades prisionais, mas também aos advogados, por ajudarem os reclusos a planearem o assassinato de funcionários públicos. Sim, você leu certo: advogados. Porque nada diz “defesa legal” como organizar um homicídio a partir da cela. Temos certeza de que eles não confundiram “faculdade de direito” com “sindicato do crime”?
A solução militar: quando o problema é tão grande que você precisa de um tanque
Diante deste descontrole, as autoridades optaram pela solução clássica: transferir os prisioneiros mais perigosos para bases militares. Porque se algo funciona para disciplinar os soldados, por que não tentar fazê-lo com membros de gangues? Os presos em questão, líderes de quadrilhas criminosas, são acusados de usar celulares contrabandeados (alguém verificava os visitantes com detector de metais?) para orquestrar assassinatos, roubos e sequestros. Vamos lá, um dia normal no escritório… se o seu escritório for Alcatraz.
O mais irônico é que esses gênios do crime organizado não trabalham sozinhos. Eles têm cúmplices no exterior, porque o que seria de um bom golpe sem uma equipe de apoio? Assim, enquanto as autoridades brincam ao gato e ao rato, os reclusos continuam a gerir os seus negócios ilegais com a eficiência de uma startup tecnológica. Próximo passo? Um IPO no mercado de ações criminais?
Moral: Se o seu sistema prisional é tão permeável que os presos têm um serviço de telefonia celular melhor do que o seu, talvez seja hora de repensar sua estratégia.
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