O DIF no olho do furacão: demissões que cheiram a injustiça
O que começou como uma quinta-feira comum na Casa Cuna terminou em caos nas estradas e em um drama de trabalho digno de novela. Cinco trabalhadores do DIF e do CASPI (aquele lugar que parece sigla de startup, mas é uma creche) receberam a notícia mais *vintage* do capitalismo: “hoje, fora”. Razão? Um misterioso “processo judicial” que nem eles próprios entendem. Teresa Frías, do sindicato, resumiu com o ceticismo que todos sentimos: “Acusações baseadas em comentários de crianças de 0 a 5 anos? Ah, claro, os bebês agora são promotores.”
Crônica de um desastre anunciado (e orçamentário)
Entre cortes de recursos e manuais de procedimentos que primam pela ausência (porque por que treinar quem cuida de menores com necessidades psiquiátricas, certo?), a equipe sobrevive da melhor maneira possível. “Se uma criança entra em crise por falta de remédio, de quem eu cuido? Da que fica descontrolada ou das outras seis?” Frías questionou com a frustração de quem sabe que o sistema está falido. Enquanto isso, a Casa Cuna opera com metade do quadro de funcionários, substituindo profissionais por honorários (leia-se: patch temporário).
O protesto em Tlalpan não é apenas sobre as demissões, mas também sobre a falta de transparência. Os trabalhadores exigem que a chefe do DIF, Rocío García Pérez, lhes explique pessoalmente por que foram afastados como se fossem influenciadores cancelados. Claro, eles prometem não sair do lugar até que apareça alguém com poder de decisão… ou até que o trânsito caia tanto que até a Netflix lhes ofereça um documentário.
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