Testemunha da FGR revela motivo da renúncia do Secretário de Segurança de Tabasco

Um depoimento revela as negociações fracassadas e a pressão que levou à mudança no comando da segurança do Estado durante uma crise.

Uma revelação que explica um momento crítico

Um testemunho chave, vindo de um colaborador da Procuradoria Geral da República (FGR), lançou luz sobre um episódio crucial na história recente de Tabasco. Segundo esta fonte, o verdadeiro motivo da demissão de Hernán Bermúdez Requena do cargo de Secretário de Estado de Segurança em janeiro de 2024 foi a sua incapacidade de controlar a onda de violência que abalou a entidade durante o período de final de ano, justamente quando o então presidente Andrés Manuel López Obrador desfrutava de alguns dias de descanso em seu estado natal.

A Comissão de Pacificação Fracassada

O governador Carlos Merino confiou a Bermúdez Requena uma missão da maior importância: pacificar a entidade e pôr fim à espiral de violência desencadeada no final do ano. Esta crise de segurança pública foi causada por uma disputa interna dentro da organização criminosa conhecida como “La Barredora”. A situação exigiu ações contundentes e resultados imediatos, colocando enorme pressão sobre o então chefe da segurança.

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Num esforço para restaurar a ordem, Bermúdez recorreu à negociação. A informação revela que enviou um emissário para estabelecer diálogo com Daniel Hernández Montejo, vulgo “El Prada”, apontado como o principal detonador dos atos violentos. Inclusive, num momento crítico, o próprio secretário de segurança realizou uma reunião direta com ele. No entanto, apesar destas tentativas de mediação e diálogo, nenhuma das estratégias implementadas por Bermúdez Requena alcançou o efeito desejado. A violência simplesmente continuou, demonstrando a complexidade e a natureza profunda do desafio enfrentado pelas autoridades.

O Panorama da Crise de Segurança

Durante aquelas semanas turbulentas, o estado de Tabasco tornou-se palco de eventos criminosos de grande impacto que aterrorizaram a população. Os cidadãos testemunharam uma série de incidentes graves, incluindo incêndios de veículos em vias públicas, ataques coordenados a empresas, confrontos armados e tiroteios em diversas áreas, bem como tentativas de motins dentro das prisões do estado.

Este surto de insegurança não foi um acontecimento isolado, mas sim a consequência direta de um incidente ocorrido em 22 de dezembro de 2023. Nessa data, elementos da polícia estadual realizaram uma operação na qual tentaram assassinar dois operadores-chave de “La Barredora”: o já mencionado “El Prada” e Carlos Tomás Díaz, também conhecido como “Licenciado”. Tomasin”. Ambos os indivíduos eram subordinados de “El Abuelo”, líder da organização criminosa. Esta tentativa de neutralização, que não atingiu o seu objetivo, desencadeou uma violenta resposta retaliatória por parte do grupo criminoso, mergulhando Tabasco num estado de ansiedade e confronto que marcou um antes e um depois na percepção de segurança na região.

A demissão de Hernán Bermúdez Requena, à luz destes acontecimentos, simboliza o culminar de uma estratégia de contenção que se revelou insuficiente. Este episódio evidencia os enormes desafios que os governos estaduais enfrentam na sua luta para garantir a paz e a tranquilidade aos cidadãos, especialmente quando estão envolvidos em conflitos entre facções do crime organizado que operam com elevados níveis de violência e poder. A revelação da testemunha colaboradora da FGR não só explica uma mudança fundamental na administração de Carlos Merino, mas também pinta um quadro vívido da fragilidade da ordem pública perante as forças do crime.

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Morena acusa oposição de negociar unidade para migrantes falecidos

Ariadna Montiel pede que os interesses nacionais tenham precedência sobre as diferenças partidárias.

Morena exige unidade diante da morte de compatriotas

A presidente nacional do Morena, Ariadna Montiel Reyes, acusou os partidos da oposição de “negociar” a unidade do México diante dos casos de 17 compatriotas que morreram sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE).

Durante uma conferência de imprensa, o líder morenoista destacou que o apelo para cerrar fileiras para exigir respostas do governo dos EUA deve estar acima das diferenças partidárias e ideológicas. Considerou que se trata da defesa dos direitos dos mexicanos no exterior.

Montiel Reyes afirmou que a posição da oposição reflete a falta de compromisso com o país. Ele descreveu como “mesquinho” que alguns líderes não apoiem totalmente o apelo à unidade feito pela Presidente Claudia Sheinbaum para resolver casos de alegados abusos contra migrantes mexicanos.

O dirigente do Morena sustentou que a protecção dos concidadãos deve ser uma questão prioritária para todas as forças políticas. Ele apelou à colocação dos interesses nacionais acima das disputas partidárias.

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Secretaria da Mulher mantém apoio à esposa do ex-diretor da Pemex

Governo oferece atendimento integral à esposa do ex-diretor da Pemex que está sendo julgada por violência.

Apoio permanente da Secretaria da Mulher

A Secretaria da Mulher informou que continuará prestando atendimento integral, aconselhamento e apoio psicossocial a María Felicia Jiménez, esposa do ex-diretor da Petróleos Mexicanos, Víctor Rodríguez Padilla. O apoio será mantido caso ela o solicite, no âmbito do processo judicial que enfrenta por alegada violência familiar.

Em comunicado, a agência esclareceu que qualquer apoio será concedido com total respeito à vontade, autonomia e dignidade do Dr. Reiterou também o seu compromisso de ajudar as mulheres que vivenciam situações de violência através de mecanismos de proteção especializados.

Decisão de não comparecer à audiência

A declaração ocorreu depois que María Felicia Jiménez informou que não compareceria à audiência marcada para ratificar o indulto concedido ao seu marido. Argumentou que enfrenta um forte cerco mediático e procura proteger a sua privacidade e a dos seus filhos, especialmente a do seu filho menor.

As autoridades mantêm aberta a possibilidade de a vítima aceder aos serviços quando considerarem necessário. O caso chamou a atenção do público devido aos vínculos de poder dos envolvidos, embora a Secretaria garanta que suas ações se baseiam em critérios técnicos e de direitos humanos.

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Ulises Lara deixa a FGR; alega razões pessoais

Porta-voz da FGR deixou o cargo seis meses depois de assumi-la. Fontes apontam para motivos pessoais.

Mudanças no FGR

Ulises Lara López deixou a titularidade da Procuradoria Especial de Investigação de Assuntos Relevantes e a porta-voz da Procuradoria-Geral da República (FGR). Isso foi relatado por fontes federais. Sua saída ocorreu apenas seis meses após a posse.

Segundo as fontes consultadas, a separação ocorreu por motivos pessoais. As causas específicas não foram detalhadas.

Lara López foi nomeada em janeiro de 2026 pela procuradora-geral Ernestina Godoy Ramos. Chefiou a área de Assuntos Relevantes e atuou como porta-voz da instituição. Anteriormente, colaborou com Godoy Ramos na Procuradoria Geral da Cidade do México, onde ocupou diversos cargos. Após a nomeação, agradeceu a confiança e garantiu que continuará trabalhando pela justiça.

Durante a gestão do ex-procurador Alejandro Gertz Manero, Lara López integrou a estrutura da FGR como delegada estadual em Morelos. A partir daí participou de tarefas relacionadas às investigações federais.

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