O teatro do T-MEC: ato de incerteza
José Medina Mora, presidente do Conselho Coordenador de Empresas (CCE), lançou uma bomba na 35ª Convenção de Seguradoras. A revisão do T-MEC não é mais um simples procedimento diplomático. É um drama com um roteiro mutável.
Até março, tudo parecia correr bem. Mas April veio com outro roteiro. O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, desembarcou no México com uma posição que, segundo Medina Mora, era “muito mais dura”.
“O presidente Trump queria sair do tratado, que não acreditava no livre comércio, que haveria tarifas para todos” — confessou o líder.
Mas nem tudo é escuridão. Greer deixou uma lacuna: “um espaço para o México, se trabalharmos nas regras de origem e reduzirmos as compras asiáticas para aumentar as norte-americanas”.
A única certeza: incerteza
Medina Mora disse isso claramente: a incerteza já faz parte do cenário empresarial. Os investimentos não param, mas agora acarretam riscos adicionais.
No dia 1º de julho não haverá fechamento do tratado. Apenas um anúncio de que “estamos bem”. A decisão final, como em qualquer trabalho de um único ator, depende de Donald Trump. Renovação por 16 anos com revisões de seis anos? Ou apenas 10 anos com revisões anuais? Ninguém sabe.
Enquanto isso, as empresas aprendem a dançar na chuva da incerteza. Porque neste teatro a cortina ainda não caiu.




