Da controvérsia genética ao ringue: o reboot de Sydney Sweeney
Parece que foi ontem que estávamos todos discutindo no Twitter (sim, ainda chamamos isso de Twitter, lute comigo) sobre a campanha American Eagle que nos fez questionar tudo o que aprendemos nas aulas de biologia do ensino médio. Mas a rainha do momento, Sydney Sweeney, decidiu que esse capítulo seja arquivado na pasta “coisas sobre as quais não quero falar”, como aquele tweet embaraçoso que você postou em 2012.
O Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF para os fofos) começou com toda a energia de um bate-papo em grupo cheio de notificações, e Sydney, nossa garota do momento, esteve lá para apresentar seu novo filme, “Christy“. A questão do jeans? Cancelado, como aquele encontro às cegas que prometeu e não cumpriu. Em entrevista à Vanity Fair, a atriz foi mais clara que um áudio de WhatsApp: “Estou lá para apoiar meu filme e as pessoas que o tornaram possível. Não estou lá para falar de jeans.” Ponto final. E aqui estamos nós, pensando que o jeans era sua nova personalidade.
Christy: Mais do que um golpe, um soco nos estereótipos
O filme, dirigido por David Michôd, narra a vida de Christy Martin, uma lenda do boxe feminino que passou de destaque no basquete universitário a pioneira no ringue. Sob a tutela de seu treinador e marido, Jim Martin (interpretado pelo sempre intenso Ben Foster), Christy abriu caminho em um mundo dominado por homens, enfrentando desafios que fariam qualquer um de nós entrar no modo avião.
O filme, que será lançado nos Estados Unidos no dia 7 de setembro (sua chegada ao México ainda não está confirmada, vamos cruzar os dedos), promete ser uma jornada intensa que explora não só as lutas no ringue, mas também as batalhas pessoais e sociais que definiram sua carreira. Qual é, é o tipo de filme biográfico que deixa você com vontade de conhecer o mundo, ou pelo menos arrumar seu quarto.
A polêmica que nos fez falar sobre genes (e jeans)
Vamos voltar um pouco, porque o verão passado foi um clima. A American Eagle lançou uma campanha com Sydney que, em teoria, era um jogo inteligente de palavras: “Ela tem bons jeans”. O problema? A execução foi mais desajeitada do que dançar salsa depois de três cafés. No anúncio, Sydney aparece reclinada em um sofá, abotoando uma calça jeans enquanto proferia um monólogo que parecia ter sido escrito por um robô que havia lido apenas a introdução de um livro de genética: “Os genes são passados de pais para filhos, muitas vezes determinando características como cor do cabelo, personalidade e até cor dos olhos. Meus genes são azuis.” Em seguida, uma voz masculina acrescenta: “Sydney Sweeney tem bons jeans.”
As redes sociais, como é costume, tornaram-se um campo de batalha. Acusações de racismo e eugenia choveram como memes sobre um trending topic. As pessoas ficaram tão confusas que não sabiam se deveriam comprar jeans ou se inscrever em um mestrado em biologia molecular. Foi o drama do verão, logo após a separação daquele casal de influenciadores que ninguém conhecia, mas sobre os quais todos tinham uma opinião.
Lado B: Quando a polêmica vende (e muito)
Aí vem a reviravolta na história: enquanto debatíamos em nossos stories do Instagram se a campanha era problemática ou simplesmente ridícula, as ações da American Eagle subiram 25% na bolsa. Sim, você leu certo. Vinte e cinco por cento. Wall Street ficou mais feliz do que nós quando encontramos uma nova série para assistir em um fim de semana.
A campanha, que também contou com a participação de Travis Kelce (sim, o namorado de Taylor Swift, porque no marketing tudo está conectado), foi um estrondoso sucesso comercial. O diretor de marketing, Craig Brommers, resumiu perfeitamente em sua ligação com analistas: “Sydney Sweeney vende ótimos jeans”. E cara, ele fez isso. Todos os produtos da linha associada à atriz esgotaram em menos de uma semana, provando mais uma vez que na era da atenção qualquer publicidade é boa publicidade… desde que o stock suba.
Então aqui estamos, no TIFF, com Sydney Sweeney se reinventando mais uma vez. Da controvérsia genética à sua transformação em uma boxeadora lendária, sua capacidade de permanecer no centro da tempestade é tão admirável quanto invejável. E enquanto ela se esquiva de perguntas sobre jeans como se fossem socos no ringue, ainda estamos aqui, esperando seu próximo movimento.
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